No segundo dia de debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado 2022, Marta Temido anunciou o fim de praticamente todas as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS), à exceção das urgências não referenciadas ou que não originem internamento.
“Ter direito à Saúde é ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde”, apontou, no Parlamento, a ministra da Saúde, reconhecendo que existe um sentido de “urgência e responsabilidade” para com os utentes do SNS.
Os últimos tempos, segundo Marta Temido, tornaram a situação “mais aguda” em relação à necessidade de reforçar o serviço público de saúde. A responsável pela Saúde destacou o aumento de 3.836 efetivos no SNS face a dezembro de 2020.
No que diz respeito ao OE2022, a ministra garantiu que a dotação cresceu 6,7%, acima da variação prevista para o PIB:
“Já tínhamos dito que não nos arrependíamos do caminho percorrido mas ainda havia muito chão para andar”, garantiu Marta Temido, que frisou três pontos: o percurso recente marcado pela pandemia da Covid-19, o incremento da dotação orçamental para a saúde e algumas das propostas para 2022.
A ministra sublinhou ainda que 33 mil refugiados da Ucrânia já estão inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e destacou o rEeforço de 700 milhões de euros para o SNS. “Temos a exata compreensão do muito que há por fazer, de quanto se espera de nós e dos quantos dependem de nós”, finalizou.













