Marta Temido anuncia fim de quase todas as taxas moderadoras em junho

Exceções são as urgências não referenciadas ou que não originem internamento

Francisco Laranjeira

No segundo dia de debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado 2022, Marta Temido anunciou o fim de praticamente todas as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS), à exceção das urgências não referenciadas ou que não originem internamento.

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“Ter direito à Saúde é ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde”, apontou, no Parlamento, a ministra da Saúde, reconhecendo que existe um sentido de “urgência e responsabilidade” para com os utentes do SNS.

Os últimos tempos, segundo Marta Temido, tornaram a situação “mais aguda” em relação à necessidade de reforçar o serviço público de saúde. A responsável pela Saúde destacou o aumento de 3.836 efetivos no SNS face a dezembro de 2020.

No que diz respeito ao OE2022, a ministra garantiu que a dotação cresceu 6,7%, acima da variação prevista para o PIB:

“Já tínhamos dito que não nos arrependíamos do caminho percorrido mas ainda havia muito chão para andar”, garantiu Marta Temido, que frisou três pontos: o percurso recente marcado pela pandemia da Covid-19, o incremento da dotação orçamental para a saúde e algumas das propostas para 2022.

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A ministra sublinhou ainda que 33 mil refugiados da Ucrânia já estão inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e destacou o rEeforço de 700 milhões de euros para o SNS. “Temos a exata compreensão do muito que há por fazer, de quanto se espera de nós e dos quantos dependem de nós”, finalizou.

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