O Ministério Público marroquino acusou 86 pessoas no âmbito da travessia em massa de migrantes para Ceuta, registada na passada quinta-feira.
Entre as acusações estão a organização de passagens ilegais da fronteira, o transporte de passageiros sem licença, a sobrelotação de embarcações, a permanência no país para além do prazo autorizado, insultos e agressões contra as forças de segurança e a destruição deliberada de bens públicos.
De acordo com a Euronews, as acusações foram divulgadas esta semana pelo meio de comunicação marroquino Hespress.
Marrocos rejeita ter cedido na vigilância da fronteira
O Governo marroquino negou, na segunda-feira, ter cedido a qualquer tipo de pressão ou chantagem durante a crise migratória, que levou dezenas de milhares de pessoas a entrar no território espanhol de Ceuta.
Rabat manifestou também desilusão com as reações de vários dirigentes europeus, acusando-os de tentarem explorar a situação para obter vantagens políticas internas.
Fontes diplomáticas marroquinas rejeitaram igualmente as alegações de que as autoridades teriam reduzido a vigilância da fronteira.
Em declarações à imprensa espanhola, insistiram que qualquer pessoa que tente atravessar sabe que será devolvida e que Marrocos aceitará o seu regresso, uma prática que, segundo as mesmas fontes, tem sido mantida ao longo dos últimos anos.
52 pessoas foram processadas em Nador
Segundo a Euronews, a Associação Marroquina dos Direitos Humanos revelou que 52 pessoas foram processadas na cidade de Nador por alegado envolvimento na crise recente.
Onze jovens compareceram perante a secção criminal do Tribunal de Recurso de Nador, enquanto outras 41 pessoas foram apresentadas ao Tribunal de Primeira Instância da cidade.
Todos permanecem em prisão preventiva.
Alguns enfrentam acusações de natureza criminal, embora a Associação Marroquina dos Direitos Humanos não tenha especificado os crimes concretos que lhes são imputados.














