A britânica Marks & Spencer Group (M&S) vai avançar com o corte de 950 postos de trabalho refletindo um ‘duro golpe’ que a pandemia do novo coronavíris está a infligir no setor no Reino Unido, noticia a ‘Bloomberg’.
A retalhista de vestuário e artigos para casa avançou que os cortes vão afetar as funções centrais de suporte, bem como a a sua rede de gestão de lojas. Os cortes representam cerca de 1,2% da força total de trabalho, que conta com cerca de 78 mil colaboradores.
A decisão da M&S de concretizar cortes drásticos nop emprego segue as pisadas de outras grandes do consumo diverso, nomeadamente da Debenhams, a cadeia de farmácias Walgreens Boots Alliance e da John Lewis Partnership, proprietária da mercearia de luxo Waitrose. Os retalhistas britânicos estão a lutar para voltar ao normal após meses de encerramento das lojas, à medida que as medidas de bloqueio vão sendo progressivamente aliviadas.
Contudo, esta medida pode ser controversa, dado que a M&S recebeu apoio do governo ao dispensar 27 mil trabalhadores durante a pandemia. Todos estes desenvolvimentos já chegaram aos mercados e as ações da empresa caíram 2,6% nas negociações de Londres.
Num esforço para evitar perdas significativas de empregos, o governo do Reino Unido ofereceu às empresas um bónus de 1.000 libras (cerca de 1.100 euros) por cada funcionário que regresse ao trabalho, mas a medida não conseguiu conter a maré de cortes de empregos.
A M&S já faze saber que ainda não decidiu se aceita o bónus para os funcionários que voltaram ao trabalho.
A retalhista tem enfrentado grandes desafios na última década. Quando em maio passado anunciou os seus resultados, através do CEO Steve Rowe, ficou clara a vontade de, com o impulso da crise, acelerar os esforços de recuperação de uma empresa com um “histórico de mudanças culturais lentas”.
A M&S tem lutado num mercado altamente competitivo, tendo ficado para trás na corrida com os rivais online de “fast fashion”. Em maio, a empresa disse que estava a superar o seu pior cenário, após reagir rapidamente à pandemia, cancelando cerca de 110 milhões de euros em roupas e artigos para a casa.



