Mark Zuckerberg admite que o Facebook copiou os seus rivais

O Facebook «certamente adaptou características que outros lideraram».

Executive Digest

O Facebook «certamente adaptou características que outros lideraram». A confissão chega pela voz de Mark Zuckerberg, que ontem enfrentou o Congresso dos Estados Unidos da América numa audição que junta também a Google, Apple e Amazon. Questionado directamente sobre a estratégia do Facebook no sentido de copiar as aplicações e ferramentas da concorrência, o CEO admitiu que existe um trabalho de adaptação.

Contudo, adianta o TechCrunch, Mark Zuckerberg negou que o Facebook recorra a ameaças assentes nesta possibilidade de cópia enquanto táctica de negociação. Ou seja, o Facebook não tentará pressionar uma empresa a aceitar uma proposta de aquisição em vez de competir com a mesma.

Com a porta aberta para este tema, Pramila Jayapal, membro do Partido Democrata e representante do estado de Washington, tentou perceber melhor como decorreu a compra do Instagram em 2012. Emails trocados entre Mark Zuckerbeg e Sheryl Sandberg, COO do Facebook, indiciam que a estratégia de copiar os rivais terá começado por esta altura.

De acordo Pramila Jayapal, os emails dão conta de reuniões entre o Facebook e os fundadores da Renren e um executivo do Baidu. O objectivo seria aprender a clonar produtos rapidamente – à semelhança do que aconteceu, por exemplo, com a Renren que criou a sua própria versão do Pinterest e do Tumblr.

«O nosso trabalho é garantir que construímos os melhores serviços para as pessoas se ligarem a todas as pessoas de quem gostam. E muito disso é feito através de inovação e construção de novas coisas», afirmou Mark Zuckeberg, recusando-se a indicar quando empresas o Facebook copiou desde os emails de 2012.

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Questionado sobre se o Facebook já ameaçou copiar um produto de outra empresa enquanto tentava adquiri-lo, o CEO afirmou: «Que me recorde, não.» Mas a congressista atacou de novo, indicando que o Facebook terá recorrido a esta técnica precisamente com o Instagram, ameaçando usar a sua aplicação Facebook Camera.

«Acredito que a questão aqui, novamente, é quando a plataforma dominante ameaça os potenciais rivais… Isso não deveria ser uma prática de negócio comum. O Facebook é um caso de estudo, na minha opinião, sobre o poder do monopólio porque a sua companhia recolhe e monetiza os nossos dados, e depois usa esses dados para espiar a concorrência e para copiar, adquirir e matar os rivais», afirmou ainda Pramila Jayapal, dirigindo-se a Mark Zuckerberg.

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