Mário Ferreira vai tornar-se o segundo maior accionista da Cofina. O empresário à frente da Douro Azul deverá investir até 20 milhões de euros para ficar com 15% do grupo de comunicação social, segundo adianta o Expresso com base em contas feitas pela própria Cofina.
À frente de Mário Ferreira ficará apenas Paulo Fernandes, o actual presidente executivo, que também deverá investir 20 milhões de euros para passar dos actuais 13,88% para mais de 20% da operação.
A mesma publicação indica que o Abanca também deverá ficar com 7,6% da dona do Correio da Manhã e Jornal de Negócios. Para isso, terá de investir 10 milhões de euros.
Os novos accionistas (e reforço dos actuais) chegam através de um ronda de aumento de capital que a Cofina ambiciona fazer ao longo do próximo mês de Março. Ao todo, o grupo espera angariar 85 milhões de euros, necessários para concluir a compra da Media Capital.
Num aumento de capital como este, as empresas oferecem aos accionistas existentes a possibilidade de subscreverem as novas acções emitidas e abrem a porta a que novos investidores façam parte da estrutura. No caso de Mário Ferreira, o Expresso indica que já anda a comprar a actuais accionistas direitos para subscrever as acções que serão emitidas.
A aquisição está a ser realizada através da Pluris Investments e segundo o compromisso de subscrição assinado, Mário Ferreira deverá ficar com 15,25% da Cofina.
Olhando para o leque actual de principais accionistas da Cofina (entre 10 e 20%), e excluindo Paulo Fernandes, as posições deverão ser de: 6,59% de Pedro Borges de Oliveira, 10% de Domingos Vieira de Matos, 10,84% de Ana Menéres de Mendonça (a maior accionista neste momento) e 12,01% de João Borges de Oliveira.
Os accionistas sem representação relevante representarão cerca de 17,58% do capital da Cofina, incluindo o Santander Asset Management (2%).
Todas estas mudanças apenas se concretizarão se o aumento de capital for totalmente subscrito nos 85 milhões de euros, ou seja, se todos os investidores cumprirem o que anunciaram.






