Após o ataque de 29 de outubro, onde navios russos na baía de Sevastopol foram atacados por 16 drones ucranianos, a frota da Marinha russa está ‘escondida’ na base da Crimeia e, sublinha a mais recente análise do Instituto Naval dos EUA, tem estado “particularmente tímida” deste a ofensiva, o último revés aos planos da invasão da Rússia à Ucrânia.
Na altura, na sequência do ataque, a Rússia anunciou a suspensão temporária doa cordo dos cereais.
Destacam os responsáveis norte-americanos que a grande, poderosa e afamada frota naval russa deveria ser capaz de, mesmo com todas a perdas em combate, lançar mísseis e participar em ofensivas com relativa impunidade. No entanto, são já várias as ‘baixas’ nas embarcações desde o início da guerra.
Thread 3 (short one) about the Sevastopol attack.
One of the Ukrainian USVs penetrated the harbor so deep, that it was able to attack a ship at the missile loading dock. It even had time to pick a target.
Continue a ler após a publicidadeVery special thanks to @romankappa for good investigative work!
— GeoConfirmed (@GeoConfirmed) November 3, 2022
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Em março um navio russo foi atingido no porto de Berdyansk com um míssil balístico. Um mês depois as forças ucranianas conseguiram afundar o famoso cruzador de mísseis Moskva. Nos últimos meses uma série de ataques da Ucrânia destruíram ou danificaram muitas outras embarcações da Marinha russa, que ainda não foram substituídas.
Moscovo não pode simplesmente enviar mais navios para o Mar Negro, uma vez que a Turquia controla o estreito que liga ao Mediterrâneo e tem direitos legais para restringir acesso e passagem durante uma guerra. Como a passagem está proibida, a frota que a Rússia tem atualmente no Mar Negro é a que se manterá, pelo menos até a Turquia mudar de ideias e deixar passar as embarcações.
No ataque com drones, a Ucrânia conseguiu levar a cabo explosões próximas de navios e até de submarinos. Não é claro os danos causados na frota russa mas, já que os drones enviados pela Ucrânia conseguiram penetrar as defesas russas, há poucas certezas de que os navios russos estejam de facto seguros quando não estão no porto.
Outro aspeto que, segundo especialistas ouvidos pelo Daily Beast, pode ajudar a explicar a ‘retirada’ da frota naval russa para o porto da Crimeia, são os recorrentes ataques da Ucrânia com Veículos de Superfície Explosivos Não-tripulados (USV), que desde setembro têm dado trabalho à Rússia no Mar Negro.
Topical -> https://t.co/YWqnJAeuhK#Ukrainian explosive drone boat (USV) size comparison to other explosive boats pic.twitter.com/3VRYewq7No
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Estes USVs, que consistem em pequenas embarcações sem tripulante e que transportam uma grande carga explosiva, são habitualmente usados para defender navios e portos de ataques com outras embarcações e USVs mais baratos. Neste caso, têm sido usados pela Ucrânia para danificar a frota naval russa e desestabilizar as operações no mar.
Tudo parece piorar para a Rússia, no que diz respeito ao combate marítimo, já que a frota naval ucraniana está a crescer novamente, ao fim de mais de oito meses de conflito. A Ucrânia está a receber embarcações de patrulha dos EUA e a Marinha Real Britânica está a treinar marinheiros ucranianos.
Tendo em conta o uso inovador que tem sido feito, pela Ucrânia, das armas e equipamentos disponibilizados, e o inesperado sucesso das forças ucranianas no mar, é expectável que os aliados do Ocidente continuem a reforçar a frota naval, também para manter a pressão sobre a Rússia no Mar Negro, onde não pode colocar mais navios.
Assim, enquanto a Rússia luta para ajustar a resposta as novas ameaças, por terra e mar, Moscovo tenta arranjar formas de lidar com os ataques da Ucrânia com mísseis, drones, novo armamento, novos veículos e embarcações.
Na análise do Instituto Naval dos EUA, destaca-se que os pequenos navios-patrulheiros da Rússia tem sido recentemente substituídos por embarcações maiores, capazes de deter ataques e que alguns navios estão a ser movidos de Sevastopol para Novorossiysk, uma zona ainda mais longínqua da frente de guerra no mar, o que poderá indicar uma mudança de estratégia das forças de Putin.






