A China tem simulado ataques a navios da Marinho dos Estados Unidos, acusou esta quinta-feira o Ministério da Defesa de Taiwan, que têm por objetivo impedir que forças estrangeiras venham em auxílio em caso de guerra.
As tensões entre Taiwan e a China aumentaram após uma visita a Taipei no mês passado da presidente da Câmara dos Representantes dos Estado unidoa, Nancy Pelosi, que enfureceu Pequim, que a via como uma interferência em seus assuntos. A China, que reivindica Taiwan como sua, apesar das fortes objeções do governo de Taipei, tem realizado jogos de guerra após a viagem de Pelosi e continua suas atividades militares perto da ilha.
A China tem “usado exercícios de combate para realizar ataques simulados a navios dos EUA que entram na primeira cadeia de ilhas”, apontou o relatório do ministério, que acusou a China de pretender obter o controlo estratégico dessa cadeia de ilhas até 2035.
O Ministério da Defesa de Taiwan revelou que a China continua a fortalecer a sua preparação de combate para um ataque à ilha – o foco estava na primeira cadeia de ilhas, que vai do Japão até Taiwan, Filipinas e Bornéu, abrangendo os mares costeiros da China.
Os Estados Unidos têm navegado regularmente com navios de guerra no Mar da China Meridional, por vezes perto de ilhas controladas pela China, e também pelo Estreito de Taiwan, naquilo que considera como ‘missões de liberdade de navegação’.
A China pode usar forças ou agentes especiais para “decapitar” os sistemas de comando de Taiwan e danificar a infraestrutura num ataque e é capaz de lançar ataques eletrónicos para interromper as comunicações e os sistemas de comando, descreveu o relatório. A China também pode bloquear Taiwan e cortar o seu abastecimento de energia e economia, acrescentou, mas observou que Pequim ainda tem restrições de transporte e logística para lançar uma invasão completa.
A China, no entanto, está a preparar navios de transporte civil para exercícios anfíbios para aumentar o apoio logístico a qualquer ataque a Taiwan, garantiu o ministério, acrescentando que espera que o mais novo porta-aviões da China entre em serviço em 2025.
Esta quinta-feira, o Ministério da Defesa de Taiwan revelou que as forças militares do país abateram, pela primeira vez, um drone civil não identificado que tinha entrado no seu espaço aéreo numa pequena ilha a cerca de quatro quilómetros da costa da China, no condado de Kinmen.








