Marcelo pediu, empresas respondem: Jerónimo Martins aplica lucros em iniciativas de responsabilidade corporativa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na semana passada que as empresas que tenham registado lucros extraordinários “devem ser as primeiras a tomarem iniciativa de maior responsabilidade social”, acrescentando que estas “têm de investir mais em termos sociais, sacrificando dividendos, distribuição de lucros”.

A Executive Digest quis perceber junto das empresas quais as iniciativas de responsabilidade social estão a desenvolcer, e apesar de não comentar diretamente as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, o grupo Jerónimo Martins admite que todos os anos realizam um investimento expressivo nos negócios em Portugal, este ano cerca de 175 milhões de euros, sendo que parte deste valor é investido em programas e iniciativas de responsabilidade corporativa, explica a empresa em declarações à ‘Executive Digest’.

“Mesmo tendo em conta a muito elevada representatividade das companhias que operam fora do país – em particular da Biedronka – na atividade e nos resultados financeiros do Grupo, a Jerónimo Martins é uma empresa portuguesa, com sede em Lisboa há exatamente 230 anos, o que contribui decisivamente para o sentido de compromisso com Portugal”.

A Jerónimo Martins destaca que em 2021 distribuiu pelos colaboradores das suas três geografias um total de 217 milhões de euros em prémios, o equivalente a 70% dos lucros obtidos no ano anterior.

“No primeiro semestre deste ano investimos 92,7 milhões de euros em prémios extraordinários para colaboradores das operações e de performance para managers em Portugal, Polónia e Colômbia”, sublinham.

O Grupo explica que entre 2011 e 2021 investiram mais de 140 milhões de euros em iniciativas de apoio aos colaboradores e suas famílias (responsabilidade social interna), quer em apoio a carência alimentar, violência doméstica e familiar, desalojamento, desemprego de um familiar, divórcio, entre outras.

Em Portugal, a Jerónimo Martins trabalha diariamente com cerca de 600 instituições de apoio social (mais de 1.100 no total dos três países), através de donativos em géneros alimentares e de apoios financeiros.

“No primeiro semestre deste ano investimos cerca de 13,2 milhões de euros (45,1 milhões de euros no total dos três países) em apoios diretos (apoios em géneros alimentares contabilizados a preço de custo da mercadoria e apoios financeiros em que se incluem apoios fixos, cartões-presente e patrocínios a projetos de conservação ambiental ou de sensibilização para causas), o que corresponde a um aumento de 64,5% face ao primeiro semestre de 2021”, explicam à ‘Executive Digest’,

A Jerónimo Martins destaca ainda o donativo monetário de 5 milhões de euros para contribuir para a ajuda humanitária aos refugiados ucranianos na Polónia, na sequência do ataque da Rússia sobre a Ucrânia.

Ainda no contexto de ajuda humanitária, em abril de 2020, no início da crise pandémica, o Grupo viabilizou, com um investimento superior a 320 mil euros, a conclusão da montagem de uma segunda unidade de cuidados intensivos no Hospital do Espírito Santo de Évora. De destacar ainda que o Pingo Doce se associou à Biosurfit (no âmbito de uma campanha da Cruz Vermelha Portuguesa) e financiou em cerca de 30 mil euros um equipamento inovador para a deteção precoce dos casos de infeção.

No âmbito ambiental, o Grupo Jerónimo Martins doou 5 milhões de euros para a realização de projeto de longo-prazo de reflorestação da Serra do Açor, destruída pelos incêndios de 2017 em Portugal que prevê a plantação de árvores de espécies resistentes ao fogo e novas fontes de rendimento para as populações.

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