O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira que a Rússia aplicou sanções a Portugal, ao expulsar cinco diplomatas, ainda assim foi “metade” do que o nosso país expulsou, numa resposta “não muito drástica”.
Em declarações aos jornalistas em Timor, o Chefe de Estado considerou que “vários países tomaram uma decisão na UE em conjunto de sancionar a Rússia com a saída forçada de diplomatas. De uma maneira geral a resposta russa foi paridária”.
Contudo, Portugal foi dos últimos países a ser atingido e Rússia expulsou apenas metade” (cinco) do total de diplomatas expulsos por Portugal (10), o que “significa que a Rússia não deixou de responder com sanções”, mas não de forma tão agressiva.
“Não sei se não terá tido influência o facto de o secretário geral da ONU ser português e de a Rússia achar que embora sabendo que Portugal não está no seu lado, não devia ser muito drástica no tratamento dado a Portugal”, sublinhou.
Questionado sobre a coincidência de o primeiro-ministro estar na Roménia e a caminho da Ucrânia na luta pela paz ao mesmo tempo que ele está em Timor pelo mesmo motivo, Marcelo sublinhou que isso “é o alinhamento de Portugal”.
“Todos os órgãos do poder político em Portugal condenaram desde o primeiro momento a invasão russa e portanto a presença do primeiro-ministro, aceitando o convite do homologo ucraniano, mostra que Portugal está alinhado com a Ucrânia e era inevitável que fosse sancionado pela Rússia”, referiu.
Vacinação é “mais duradoura” do que restrições
Marcelo foi ainda questionado sobre a Covid-19, mas não se quis alongar muito. “Eu prefiro respostas pela positiva do que pela negativa”, disse referindo-se à decisão do Governo de não recuar, aplicando medidas mais restritivas perante o aumento de casos.
“Isto é respostas no sentido de que aumentar a vacinação pode ser mais importante e ter efeitos mais duradouros, do que apenas aplicar restrições, porventura é essa a justificação da senhora ministra da saúde”, concluiu.














