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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Soldados a controlar drones com a mente? Pentágono aposta em tecnologia que liga cérebro humano a máquinas de guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pentágono]]></category>
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					<description><![CDATA[O projeto chamava-se Next-Generation Nonsurgical Neurotechnology, ou N3, e tinha um objetivo ambicioso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia parece saída de um filme de ficção científica: soldados capazes de controlar drones e outros sistemas militares apenas com sinais cerebrais, sem cirurgia e sem implantes invasivos. Mas o &#8216;Daily Mail&#8217; relata que a Agência de Projetos de Investigação Avançada de Defesa dos Estados Unidos, conhecida como DARPA, publicou informação sobre um programa que procurava precisamente aproximar o cérebro humano das máquinas de guerra.</p>
<p>O projeto chamava-se Next-Generation Nonsurgical Neurotechnology, ou N3, e tinha um objetivo ambicioso: desenvolver uma interface cérebro-computador portátil, não cirúrgica, que permitisse a militares saudáveis comunicar diretamente com sistemas de segurança nacional.</p>
<p>Na prática, a tecnologia deveria ler sinais cerebrais do utilizador e, ao mesmo tempo, enviar informação de volta para o cérebro. A promessa era criar uma ligação direta entre militares e equipamentos como drones, reduzindo a dependência de comandos tradicionais.</p>
<p>A DARPA é muitas vezes descrita como a ‘fábrica de ideias’ do Pentágono. A agência esteve ligada ao desenvolvimento de tecnologias que acabaram por marcar o mundo moderno, como a internet, o GPS e sistemas furtivos. Desta vez, porém, o campo era mais delicado: não se tratava apenas de melhorar máquinas, mas de criar uma nova forma de interação entre humanos e armamento.</p>
<p>O programa foi anunciado em 2018 e financiou seis equipas de investigação a partir de 2019, incluindo grupos ligados ao Battelle Memorial Institute, Carnegie Mellon University, Johns Hopkins Applied Physics Laboratory, Rice University, Palo Alto Research Center e Teledyne Scientific.</p>
<p>O desenvolvimento foi dividido em três fases. A primeira procurava testar componentes capazes de ler e registar sinais cerebrais, bem como enviar sinais de volta ao cérebro. A segunda fase passou pela integração desses componentes num sistema funcional e por ensaios em animais, para perceber se a tecnologia podia funcionar de forma segura e eficaz.</p>
<p>A terceira fase era a mais sensível: aperfeiçoar o dispositivo, aumentar a velocidade da transmissão de sinais e iniciar testes em humanos.</p>
<p>É precisamente aqui que começa o mistério.</p>
<p>Segundo o &#8216;Daily Mail&#8217;, uma atualização da Carnegie Mellon University, datada de julho de 2023, indicava que a equipa já tinha iniciado testes em seres humanos. A universidade referia ainda uma técnica de estimulação cerebral não invasiva, apelidada de ‘SharpFocus’, apresentada como um avanço importante face ao que era possível até então.</p>
<p>Depois disso, porém, o rasto público do programa torna-se muito mais discreto. A página da DARPA dedicada ao N3 surge atualmente apenas como conteúdo de referência e indica que já não é mantida. A agência disse ao jornal que o esforço associado ao programa está concluído, acrescentando que não operacionaliza tecnologias.</p>
<p>Essa frase deixa espaço para uma pergunta inevitável: se a DARPA concluiu o programa, o que aconteceu à tecnologia?</p>
<p>A agência remeteu o conhecimento mais atualizado sobre a utilização dos dispositivos para as equipas de investigação envolvidas. Mas, até agora, não há uma explicação pública clara sobre o resultado dos testes humanos, sobre a eficácia dos equipamentos ou sobre uma eventual aplicação militar posterior.</p>
<p>O tema surge num contexto em que os Estados Unidos têm assumido publicamente a utilização de tecnologia militar avançada. O texto refere declarações de Donald Trump sobre armas que outros países desconheceriam, bem como relatos sobre alegadas armas sónicas e ferramentas secretas de deteção à distância.</p>
<p>Algumas dessas descrições devem, no entanto, ser lidas com cautela. Parte dos relatos citados envolve fontes anónimas, testemunhos não verificados ou episódios descritos sem confirmação independente. Ainda assim, ajudam a enquadrar o ambiente em que estas tecnologias são apresentadas: um campo onde propaganda, segredo militar e avanços reais se misturam com facilidade.</p>
<p>Entre os exemplos referidos está uma ferramenta conhecida como ‘Ghost Murmur’, que alegadamente usaria magnetometria quântica de longo alcance para detetar a assinatura eletromagnética de batimentos cardíacos. O sistema, segundo as descrições citadas, combinaria essa leitura com inteligência artificial para isolar uma pessoa no meio do ruído ambiente.</p>
<p>O ponto central, porém, continua a ser o N3: uma tentativa de tornar a interface cérebro-máquina suficientemente segura, portátil e prática para ser usada por pessoas saudáveis, começando pelo meio militar.</p>
<p>Até agora, tecnologias como a Neuralink, de Elon Musk, têm sido sobretudo associadas a pacientes com paralisia ou a contextos médicos e laboratoriais, muitas vezes com implantes colocados através de cirurgia. A proposta da DARPA era diferente: criar uma ligação não cirúrgica que pudesse ser usada em cenários reais.</p>
<p>Essa diferença é enorme. Um sistema implantado no cérebro já levanta debates éticos, médicos e técnicos. Um sistema portátil, capaz de ler sinais cerebrais sem cirurgia e de os transformar em comandos militares, abre uma discussão ainda mais ampla: até onde deve ir a fusão entre soldado e máquina?</p>
<p>O fascínio é evidente. Um militar que controle drones com a mente poderia reagir mais depressa, operar vários sistemas ao mesmo tempo e reduzir a distância entre intenção e ação. Mas os riscos também são claros: privacidade mental, autonomia humana, segurança dos dados cerebrais e possibilidade de erro num contexto de guerra.</p>
<p>É por isso que o silêncio em torno do desfecho do programa se torna tão relevante. O projeto foi apresentado, financiado, desenvolvido e levado até à fase de testes humanos. Depois, desapareceu da conversa pública.</p>
<p>No fim, a pergunta não é apenas se soldados já podem controlar drones com a mente. É outra, talvez mais inquietante: se essa tecnologia avançou, quem sabe hoje até onde chegou?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760140]]></sapo:autor>
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		<title>O que acontece se deixar a sua conta bancária sem movimentos durante meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[setor bancário]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o crescimento de bancos digitais como a Revolut, muitos portugueses passaram a manter contas antigas abertas em bancos tradicionais sem lhes dar uso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="204" data-end="431">Com o crescimento de bancos digitais como a Revolut, muitos portugueses passaram a manter contas antigas abertas em bancos tradicionais sem lhes dar uso. O problema é que estas contas esquecidas podem trazer custos inesperados.</p>
<p data-start="433" data-end="549">Em muitos casos, os titulares desconhecem o que acontece quando uma conta fica sem qualquer movimento durante meses.</p>
<p data-start="601" data-end="890">Em Portugal, uma conta pode ser considerada inativa quando não regista qualquer movimento entre seis meses e um ano, segundo o site 4gnews. No entanto, este critério não é uniforme e pode variar de banco para banco, pelo que é importante confirmar as condições definidas no contrato com a instituição financeira.</p>
<p data-start="892" data-end="1050">No caso das contas de serviços mínimos bancários, está previsto que o banco possa proceder ao encerramento da conta após 24 meses consecutivos sem movimentos.</p>
<p data-start="1093" data-end="1285">Uma das principais consequências de uma conta inativa é a aplicação de comissões de manutenção e inatividade. Estes valores variam normalmente entre 10 e 50 euros por ano, dependendo do banco.</p>
<p data-start="1287" data-end="1455">Com o passar do tempo, estes encargos podem acumular-se de forma silenciosa e levar a que uma conta que parecia inativa ou sem saldo acabe por ficar com saldo negativo.</p>
<p data-start="1457" data-end="1602">Mesmo quando existe saldo positivo, uma conta inativa pode ainda ser alvo de penhoras automáticas no caso de dívidas fiscais ou coimas judiciais.</p>
<p data-start="1646" data-end="1856">Existe ainda uma consequência menos conhecida: os valores depositados em contas sem movimentos durante 15 anos são considerados abandonados e revertem para o Estado, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 187/70.</p>
<p data-start="1897" data-end="2050">Os titulares podem consultar as contas associadas ao seu nome através da Base de Dados de Contas do Banco de Portugal, acessível via Portal das Finanças.</p>
<p data-start="2052" data-end="2215">Após autenticação com as credenciais pessoais, é possível consultar o Mapa de Responsabilidades, utilizado também em processos como pedidos de crédito à habitação.</p>
<p data-start="2217" data-end="2392" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Caso seja identificada uma conta inativa, a solução mais simples é solicitar o seu encerramento diretamente ao banco, sendo frequentemente recomendado fazê-lo presencialmente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759857]]></sapo:autor>
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		<title>Banco Central da Venezuela normaliza relações com instituições financeiras mundiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:18:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Central da Venezuela (BCV) participou hoje no 1º Fórum Económico da América Latina, em Espanha, considerando ser um "novo marco na normalização das suas relações com instituições financeiras" mundiais, após o alívio das sanções dos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco Central da Venezuela (BCV) participou hoje no 1º Fórum Económico da América Latina, em Espanha, considerando ser um &#8220;novo marco na normalização das suas relações com instituições financeiras&#8221; mundiais, após o alívio das sanções dos EUA.</P><br />
<P>&#8220;A Venezuela retornou ao circuito dos bancos centrais no Fórum Económico da América Latina&#8221;, declarou a instituição num comunicado de imprensa.</P><br />
<P>A delegação que viajou para a Catalunha (região nordeste da Espanha que sedia o evento), chefiada pelo presidente do BCV, Luis Pérez, participou ativamente em grupos de trabalho sobre temas como &#8220;tarifas e geoeconomia, taxas de câmbio e política monetária, gestão de fluxos de capital e o impacto das tarifas comerciais&#8221;, segundo o mesmo comunicado.</P><br />
<P>Em abril passado, os Estados Unidos emitiram a Licença Geral 57, que autorizou &#8220;transações de serviços financeiros envolvendo certos bancos venezuelanos e instituições do Governo venezuelano&#8221;, incluindo o BCV.</P><br />
<P>Posteriormente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial retomaram as suas relações com Caracas.</P><br />
<P>A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, celebrou o retorno do país ao FMI como &#8220;um passo muito importante&#8221; para a economia da nação produtora de petróleo, agradecendo ao Presidente dos EUA, Donald Trump, e a &#8220;todas as equipas que também estiveram envolvidas&#8221; no processo.</P><br />
<P>O vice-presidente para os Assuntos Económicos da Venezuela, Calixto Ortega, foi nomeado governador do país junto ao FMI, conforme o anunciado na segunda-feira pelo presidente do Banco Central da Venezuela (BCV).</P><br />
<P>No 1.º Fórum Económico Latino-Americano, organizado pelo Banco da Espanha, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, falou na sexta-feira sobre a importância de construir &#8220;uma base&#8221; e uma &#8220;infraestrutura&#8221; europeias para operar com &#8216;stablecoins&#8217; (criptomoedas desenhadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a um ativo de reserva como o dólar, euro ou ouro), em vez de replicar outros modelos. </P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760832]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Divulgadas na segunda-feira medidas de coação aos polícias detidos no caso da esquadra do Rato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os 14 polícias detidos no âmbito do caso de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, vão conhecer as medidas de coação na segunda-feira, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os 14 polícias detidos no âmbito do caso de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, vão conhecer as medidas de coação na segunda-feira, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.</P><br />
<P>A mesma fonte acrescentou que ao longo do dia de hoje foram ouvidas as alegações do Ministério Público (MP) e dos advogados, depois dos interrogatórios aos arguidos terem terminado na sexta-feira.</P><br />
<P>Segundo a fonte, o MP pediu prisão preventiva para quatro polícias, sendo um deles chefe da PSP, prisão domiciliária para três agentes e para os restantes suspensão de funções e proibição de contactos com as vítimas.</P><br />
<P>No total, foram detidos 15 polícias e um civil, segurança de um espaço noturno, tendo um dos agentes sido libertado logo depois da detenção, que aconteceu na terça-feira, e o civil libertado na quinta-feira, após o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal. </P><br />
<P>Dos 15 polícias detidos, 14 são suspeitos de 19 crimes de tortura, além de outros que incluem ofensas à integridade física, abuso de poder e falsificação de documento em nove casos apontados pelo Ministério Público, referiu à Lusa fonte próxima do processo.</P><br />
<P>Um dos polícias não terá participado nas agressões, sendo suspeito dos crimes de tortura, abuso de poder e ofensas à integridade física por omissão, uma vez que terá assistido às agressões, e outro polícia é suspeito dos crimes de ofensas à integridade física, falsificação de documento, furto e violação de correspondência. </P><br />
<P>Com a detenção de 15 polícias &#8211; 13 agentes e dois chefes -, aumenta para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.</P><br />
<P>Na terça-feira, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como &#8220;tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas&#8221;, segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760831]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A invenção que começou com um fracasso, passou pelas trincheiras da II Guerra Mundial e acabou nas suas calças</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-invencao-que-comecou-com-um-fracasso-passou-pelas-trincheiras-da-ii-guerra-mundial-e-acabou-nas-suas-calcas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fecho-éclair]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Origem desta peça remonta a 1893, na Feira Mundial de Chicago, quando Whitcomb Judson apresentou uma solução que prometia acabar com os incómodos atacadores das botas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está ali todos os dias, quase invisível, preso às calças, aos casacos, às malas ou às botas. Usa-se em segundos, sem grande pensamento, como se sempre tivesse existido. Mas o fecho-éclair tem uma história bem mais atribulada do que a sua simplicidade sugere: começou com uma invenção ridicularizada, atravessou guerras e acabou por mudar a forma como o mundo se veste.</p>
<p>O &#8216;ABC&#8217; recorda que a origem desta peça remonta a 1893, na Feira Mundial de Chicago, quando Whitcomb Judson apresentou uma solução que prometia acabar com os incómodos atacadores das botas. Chamou-lhe uma espécie de ‘fechadura de fecho’, feita com dentes de metal. A ideia era ambiciosa, mas a execução ainda estava longe de convencer.</p>
<p>O dispositivo era pesado, prendia com facilidade e, pior ainda, podia abrir-se sozinho. Em vez de aplausos, recebeu troça. Judson acabou por morrer em 1909, arruinado e praticamente esquecido, deixando para trás uma invenção inacabada e uma viúva ligada a uma promessa que ainda não tinha encontrado o seu momento.</p>
<p>Esse momento chegaria através de Gideon Sundback, engenheiro sueco e genro de Judson. Marcado pela morte da mulher durante o parto, Sundback fechou-se no trabalho e dedicou-se a aperfeiçoar o mecanismo criado pelo sogro.</p>
<p>Foi uma obsessão técnica e pessoal. Sundback redesenhou os dentes, tornou-os mais finos e precisos, criou tiras mais flexíveis e desenvolveu um cursor capaz de unir as duas partes com maior fiabilidade. Em 1913, nascia o chamado ‘Fecho sem Gancho’, uma versão muito mais próxima do fecho-éclair moderno.</p>
<p>A invenção, porém, ainda precisava de sair da oficina e entrar no mundo real. E foi a guerra que lhe abriu caminho.</p>
<p>Durante a Primeira Guerra Mundial, os soldados americanos nas trincheiras precisavam de soluções rápidas para fechar botas, bolsos e equipamento em condições duras, muitas vezes no meio da lama. O novo fecho revelou-se útil precisamente porque fazia em segundos aquilo que atacadores e botões tornavam mais lento.</p>
<p>Pouco depois, chegou aos casacos dos aviadores. Em grandes altitudes, onde o frio podia ser mortal, fechar rapidamente uma peça de roupa não era apenas uma questão de conforto: podia ser uma questão de sobrevivência.</p>
<p>Em 1923, a empresa BF Goodrich deu-lhe o nome pelo qual ficaria conhecido em inglês: ‘zipper’, inspirado no som rápido e seco do mecanismo. Em Portugal, o termo mais comum seria fecho-éclair, também associado à ideia de rapidez.</p>
<p>Mas a entrada no vestuário quotidiano não foi imediata. A alta costura resistiu. Alfaiates, casas de moda e setores mais conservadores da sociedade continuavam a preferir botões, vistos como mais elegantes e adequados. O fecho era prático, sim, mas também parecia demasiado mecânico, moderno e pouco refinado.</p>
<p>A década de 1930 mudou esse cenário. O fecho começou a conquistar as calças masculinas, primeiro por razões de conveniência e depois por pura eficácia. A empresa francesa Éclair aplicou-o em macacões de voo, enquanto a Talon, sucessora da empresa ligada a Sundback, ajudou a introduzi-lo nas calças com abertura frontal.</p>
<p>Os homens, cansados de botões pouco práticos, aderiram. O que antes parecia uma excentricidade técnica começou a transformar-se num gesto diário: puxar, fechar, seguir.</p>
<p>A II Guerra Mundial acelerou a mudança. Com o metal dos botões a tornar-se mais escasso e valioso, os Estados Unidos recorreram cada vez mais a fechos de náilon. A solução espalhou-se por casacos, calças, botas e equipamento militar, porque permitia vestir, fechar e proteger em poucos segundos.</p>
<p>O &#8216;ABC&#8217; sublinha que o fecho-éclair acabou por fazer muito mais do que unir tecidos. Ajudou crianças a vestirem-se sozinhas, deu novas possibilidades à moda feminina, permitiu cortes mais ajustados e peças mais rápidas de usar, e tornou-se indispensável em sectores tão diferentes como o vestuário, a bagagem, o desporto ou a indústria militar.</p>
<p>Hoje, produzem-se cerca de 10 mil milhões de fechos por ano. É um império silencioso, escondido em peças que usamos sem reparar. Mas por trás daquele gesto simples — subir ou descer um fecho — há uma história de fracasso, luto, guerra, engenho e velocidade.</p>
<p>No fim, talvez seja essa a força das grandes invenções: quando finalmente vencem, tornam-se tão comuns que quase deixam de ser vistas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760136]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Oliveirense despromovida à Liga 3 apesar de vitória frente ao Feirense</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/oliveirense-despromovida-a-liga-3-apesar-de-vitoria-frente-ao-feirense/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 16:40:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Oliveirense viu hoje confirmada a descida à Liga 3 de futebol na próxima época, apesar da vitória na visita ao Feirense, por 2-1, na 33.ª e penúltima jornada da II Liga.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Oliveirense viu hoje confirmada a descida à Liga 3 de futebol na próxima época, apesar da vitória na visita ao Feirense, por 2-1, na 33.ª e penúltima jornada da II Liga.</P><br />
<P>Em Santa Maria da Feira, a equipa da casa adiantou-se com um golo de Zé Ricardo, aos 26 minutos, mas a Oliveirense deu a volta, com tentos de Pedro Martelo, aos 76 e 84, numa altura em que o Feirense já jogava com menos um.</P><br />
<P>Com este resultado, a Oliveirense está no 18.º e último lugar, com 34  pontos, a dois pontos do Paços de Ferreira, 17.º, também em zona de descida, e a três do Portimonense, que é 16.º, lugar de play-off de manutenção.</P><br />
<P>No entanto, a Oliveirense tem desvantagem no confronto direto com o Portimonense e também num desempate a três, envolvendo Paços de Ferreira, o que significa que já não deixa a zona de despromoção direta.</P><br />
<P>A formação de Oliveira de Azeméis vai deixar os campeonatos profissionais depois de quatro épocas consecutivas na II Liga. Na época passada, a Oliveirense terminou o campeonato em 17.º, mas beneficiou do facto de o Boavista ter sido relegado para os campeonatos distritais para continuar no segundo escalão.</P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760830]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hantavírus: Sánchez diz ser &#8220;dever moral e legal&#8221; acolher navio nas Canárias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 16:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro espanhol considerou hoje um "dever moral e legal" a operação de desembarque e repatriamento de mais de 100 pessoas que estão no barco onde houve infeções com hantavírus, prevista para as próximas horas nas ilhas Canárias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro espanhol considerou hoje um &#8220;dever moral e legal&#8221; a operação de desembarque e repatriamento de mais de 100 pessoas que estão no barco onde houve infeções com hantavírus, prevista para as próximas horas nas ilhas Canárias.</P><br />
<P>&#8220;Aceitar a solicitação da OMS [Organização Mundial da Saúde e oferecer um porto seguro é um dever moral e legal para os nossos cidadãos, a Europa e o direito internacional&#8221;, disse Pedro Sánchez, numa publicação nas redes sociais.</P><br />
<P>&#8220;Espanha estará sempre ao lado de quem precisa de ajuda. Porque há decisões que definem o que somos como sociedade&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A acompanhar este texto, Sánchez publicou imagens do encontro que teve hoje, em Madrid, com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que está agora a caminho das Canárias, para acompanhar a operação de retirada de passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221;, que deverá chegar a um porto da ilha de Tenerife na próxima madrugada.</P><br />
<P>O Governo de Espanha disse hoje estar tudo preparado nas Canárias para o desembarque e repatriamento das pessoas que estão no navio, numa &#8220;operação inédita, de uma envergadura internacional sem precedentes&#8221;, nas palavras da ministra da Saúde espanhola, Mónica García.</P><br />
<P>Estão no &#8220;MV Hondius&#8221;, que esteve de quarentena em Cabo Verde, 147 pessoas, de 23 nacionalidades, incluindo passageiros, tripulação e pessoal médico da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).</P><br />
<P>Desembarcarão nas Canárias, em Tenerife, mais de 100 pessoas, que serão repatriadas a partir de um aeroporto desta ilha, em aviões de vários países e da União Europeia (UE).</P><br />
<P>Vão manter-se no barco 43 membros da tripulação, que seguirão viagem, na segunda-feira, para levar o paquete até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do &#8220;MV Hondius&#8221; e de onde é o armador.</P><br />
<P>A OMS considerou que as Canárias são o porto com todas as condições logísticas e de segurança para esta operação que estava mais próximo do local onde estava o barco quando foi declarado o alerta sanitário por casos de infeção e suspeita de infeção com hantavírus.</P><br />
<P>O desembarque e repatriamento das pessoas a bordo far-se-á em zonas reservadas e isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contacto com a população local.</P><br />
<P>Também o percurso de cerca de 10 quilómetros entre o porto e o aeroporto, em que serão usados veículos militares, estará isolado.</P><br />
<P>Tripulantes e passageiros só sairão do barco quando o avião que os vai repatriar estiver já preparado para descolar e serão levados diretamente à pista do aeroporto.</P><br />
<P>A previsão neste momento é que o &#8220;MV Hondius&#8221; chegue ao porto de Granadilla entre as 04:00 e as 06:00 de domingo (mesma hora em Lisboa).</P><br />
<P>O barco não vai tocar na costa e ficará ancorado, pelo que serão usadas lanchas para retirar as pessoas, em pequenos grupos, e por nacionalidades.</P><br />
<P>A operação será coordenada por Espanha, Países Baixos, a OMS e o ECDC.</P><br />
<P>O diretor-geral da OMS dirigiu-se hoje à população de Tenerife, numa carta aberta em que afastou o cenário de &#8220;uma nova covid&#8221; e reiterou que &#8220;o risco atual para a saúde pública causado pelo hantavírus mantém-se baixo&#8221;.</P><br />
<P>A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.</P><br />
<P>O barco viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.</P><br />
<P>O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavirus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa. </P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760829]]></sapo:autor>
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		<title>Estaciona o Lamborghini no lugar errado. Quando volta, tinha uma lição de um milhão à espera&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 16:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Episódio ganhou força nas redes sociais através de um vídeo em que o proprietário surge a inspecionar o carro, visivelmente irritado, enquanto lamenta os danos causados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um Lamborghini Revuelto preto mate, avaliado em cerca de um milhão de dólares (aproximadamente 880 mil euros), bastou para chamar atenções num parque de estacionamento. Mas, desta vez, não foi pelo V12 híbrido nem pelo design de nave espacial. A história que o &#8216;Motor1&#8217; conta tornou-se viral por uma razão bem menos glamorosa: o superdesportivo apareceu parado num lugar reservado a pessoas com deficiência e acabou coberto de autocolantes humilhantes.</p>
<p>O episódio ganhou força nas redes sociais através de um vídeo em que o proprietário surge a inspecionar o carro, visivelmente irritado, enquanto lamenta os danos causados. O Revuelto estava estacionado num lugar acessível e, pior do que isso, parcialmente sobre a zona riscada lateral — o espaço extra que permite, por exemplo, abrir uma rampa de cadeira de rodas ou facilitar a entrada e saída de pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>Os autocolantes deixavam pouca margem para dúvidas quanto à mensagem. Eram uma reprimenda pública, colada diretamente à carroçaria, com frases a acusar o condutor de estacionar mal e de não respeitar pessoas com deficiência. A ‘vingança’ era, acima de tudo, pensada para humilhar.</p>
<p>A história complica-se porque o proprietário do Lamborghini não negou totalmente o problema. Pelo contrário: admitiu que tinha estacionado mal. Ainda assim, tentou justificar-se, dizendo que tinha uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, que estava “temporariamente incapacitado” e que possuía autorização para usar aquele lugar.</p>
<p>Ou seja, a polémica não estava apenas no uso do lugar reservado, mas no facto de o Revuelto estar também a invadir a chamada access aisle, a zona riscada ao lado da vaga. E é precisamente aí que a discussão muda de figura.</p>
<p>Esse espaço não é decorativo, nem uma margem de manobra opcional. É uma área essencial para quem precisa de abrir totalmente a porta, usar cadeira de rodas, desdobrar uma rampa ou sair do carro com equipamento de apoio. Bloqueá-la, mesmo que só em parte, pode tornar aquele lugar inútil para quem realmente dele precisa.</p>
<p>O Motor1 sublinha esse ponto com clareza e é por aí que a internet acabou por se dividir menos do que seria de esperar. Houve quem achasse a resposta do ‘justiceiro dos autocolantes’ excessiva, até porque continua a ser uma forma de vandalismo. Mas também houve muitos comentários a aplaudir a reprimenda, precisamente por entenderem que o Lamborghini estava a ocupar um espaço que não devia.</p>
<p>A cena ganhou um novo capítulo quando surgiu um segundo vídeo, publicado por uma conta que se identificava como autora da operação. Nessa gravação, o alegado ‘bumper sticker bandit’ escolhe os autocolantes, aproxima-se do carro e filma depois a reação do proprietário. A mensagem era quase de super-herói de parque de estacionamento: justiça rápida, colada e altamente visível.</p>
<p>É precisamente esse contraste que transforma a história numa peça tão eficaz para fim de semana. De um lado, um dos superdesportivos mais desejados do momento, símbolo de excesso, estatuto e espetáculo. Do outro, um gesto banal — estacionar mal — que bastou para o transformar num alvo.</p>
<p>O Lamborghini Revuelto, convém lembrar, não é um carro qualquer. É o sucessor eletrificado dos grandes V12 da marca, um híbrido com números absurdos e uma presença que praticamente exige ser filmada. Mas bastaram alguns minutos num parque e alguns autocolantes bem escolhidos para que todo esse glamour passasse para segundo plano.</p>
<p>Mais à frente no texto, o &#8216;Motor1&#8217; lembra ainda que as multas por uso indevido de estacionamento acessível, nos Estados Unidos, podem facilmente chegar a várias centenas de dólares. E, em muitos locais, ocupar a zona riscada lateral pode dar origem a uma infração própria, separada da multa principal.</p>
<p>No fim, esta não é apenas uma história sobre um Lamborghini ‘castigado’. É uma história sobre a facilidade com que um carro de sonho pode transformar-se em símbolo de arrogância — e sobre como, na era das redes sociais, um erro de estacionamento pode valer mais atenção do que qualquer arranque de 0 aos 100 km/h.</p>
<p>O dono do Revuelto queria provavelmente mostrar um carro de exceção. Acabou, isso sim, por oferecer à internet mais uma fábula moderna sobre luxo, mau estacionamento e justiça improvisada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760148]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mulher apresenta queixa por violação no Queimódromo do Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mulher-apresenta-queixa-por-violacao-no-queimodromo-do-porto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 16:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mulher de 22 anos apresentou queixa por violação contra um homem, de 25 anos, crime que afirmou ter ocorrido na madrugada de sexta-feira no Queimódromo do Porto, disse à Lusa fonte policial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma mulher de 22 anos apresentou queixa por violação contra um homem, de 25 anos, crime que afirmou ter ocorrido na madrugada de sexta-feira no Queimódromo do Porto, disse à Lusa fonte policial. </P><br />
<P>&#8220;A mulher disse ter sido violada por um homem de 25 anos, no Queimódromo [espaço para concertos no âmbito da queima das fitas no Porto], de 7 para 8 de maio, entre as 04:45 e as 05:00&#8221;, detalhou a fonte.</P><br />
<P>Segundo a fonte da Polícia, a vítima teve de receber assistência hospitalar no Pedro Hispano, em Matosinhos.</P><br />
<P>A fonte da PSP acrescentou que a Polícia Judiciária está a investigar a denúncia.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760828]]></sapo:autor>
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		<title>África está a “partir-se ao meio” e pode redesenhar o mapa do mundo mais depressa do que se pensava</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 16:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[quénia]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigação analisou a zona do Rift de Turkana, no Quénia, uma região que se estende por centenas de quilómetros entre o Quénia e a Etiópia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>África está a dividir-se mais depressa do que os cientistas pensavam. A descoberta, divulgada pelo &#8216;ScienceAlert&#8217; a partir de um estudo publicado na revista &#8216;Nature Communications&#8217;, indica que uma zona ativa de rift no leste do continente atingiu um ponto crítico e deverá, no futuro, dar origem a um novo oceano.</p>
<p>Mas há uma ressalva importante: “mais depressa” não significa amanhã, nem sequer nos próximos séculos. Em geologia, o tempo conta-se de outra forma. O processo ainda deverá demorar alguns milhões de anos, mas, à escala da Terra, isso é quase um instante.</p>
<p>A investigação analisou a zona do Rift de Turkana, no Quénia, uma região que se estende por centenas de quilómetros entre o Quénia e a Etiópia. Os cientistas concluíram que a crosta terrestre nessa área está muito mais fina do que se pensava, sinal de que a separação continental está numa fase mais avançada.</p>
<p>“Descobrimos que o rifting nesta zona está mais avançado, e que a crosta é mais fina, do que qualquer pessoa tinha reconhecido”, explicou Christian Rowan, geocientista da Universidade de Columbia. “A África Oriental progrediu mais no processo de rifting do que se pensava anteriormente.”</p>
<p>A Terra parece estável quando vista à escala de uma vida humana, mas os continentes estão sempre em movimento. Há mais de 200 milhões de anos, estavam unidos num supercontinente. No futuro distante, poderão voltar a aproximar-se. Pelo caminho, as placas tectónicas chocam, afastam-se e redesenham o planeta.</p>
<p>Quando duas placas se encontram, podem formar montanhas. Quando se afastam, podem abrir espaço para oceanos. É precisamente isso que está em curso no Sistema de Rift da África Oriental.</p>
<p>A placa africana está a dividir-se em duas grandes partes: a placa Núbia, a oeste, que inclui a maior parte do continente, e a placa Somali, a leste, que inclui grande parte da costa oriental africana e Madagáscar.</p>
<p>No Rift de Turkana, a equipa analisou medições sísmicas já recolhidas na região e calculou a espessura da crosta. O resultado surpreendeu: no centro da fenda, a crosta tem apenas cerca de 13 quilómetros de espessura. Nas margens da região, ultrapassa os 35 quilómetros.</p>
<p>Este dado é essencial porque, quando a crosta numa zona de rift fica abaixo dos 15 quilómetros, entra numa fase conhecida como ‘necking’. A partir daí, a rutura continental torna-se praticamente inevitável.</p>
<p>Quanto mais fina fica a crosta, mais fraca se torna. E, quanto mais fraca, mais fácil é a continuação da separação. O processo alimenta-se a si próprio, até que a crosta se estique ao ponto de permitir a subida de magma.</p>
<p>Será essa a fase seguinte: a ‘oceanização’. O magma vindo do interior da Terra emerge, arrefece e forma uma nova bacia oceânica. Com o tempo, a água do Oceano Índico deverá avançar para essa depressão e criar um novo fundo marinho.</p>
<p>Este processo já começou noutra zona próxima: a Depressão de Afar, no nordeste de África, junto ao Mar Vermelho. O que o novo estudo sugere é que o Rift de Turkana também está mais próximo dessa transição do que se julgava.</p>
<p>A descoberta tem ainda uma segunda leitura, talvez menos espetacular, mas muito importante para a história humana. O Rift de Turkana é uma das regiões mais ricas do mundo em fósseis de hominíneos, antepassados e parentes antigos da espécie humana.</p>
<p>Durante muito tempo, essa abundância de fósseis foi interpretada como sinal de que a região teria tido uma importância especial na evolução humana. Mas o novo estudo propõe uma hipótese diferente: talvez Turkana não tenha sido necessariamente mais importante para os nossos antepassados do que outras zonas de África; talvez tenha sido apenas melhor a preservar vestígios.</p>
<p>A explicação está na própria geologia. Os investigadores estimam que o Rift de Turkana entrou nesta fase de afinamento há cerca de quatro milhões de anos, depois de um período prolongado de atividade vulcânica. Essa transição coincidiu com o aparecimento de camadas sedimentares espessas e contínuas, ideais para conservar fósseis.</p>
<p>Ou seja, a mesma força que está lentamente a rasgar África poderá também ter ajudado a guardar algumas das pistas mais valiosas sobre a origem humana.</p>
<p>O &#8216;ScienceAlert&#8217; sublinha que a coincidência temporal entre a transformação tectónica e a preservação de fósseis pode mudar a forma como os cientistas interpretam o registo paleoantropológico da região. Turkana pode não ser apenas um berço da evolução humana; pode ser também um dos lugares onde a Terra melhor soube arquivar essa história.</p>
<p>No fim, a descoberta junta duas escalas difíceis de imaginar: a de um continente que se separa ao longo de milhões de anos e a de uma espécie que tenta reconstruir a sua própria origem a partir de ossos presos na rocha.</p>
<p>África ainda não vai partir-se amanhã. Mas, algures no tempo profundo da Terra, um novo oceano já começou a nascer.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760126]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>E se descobrisse que os seus avós foram nazis? Alemanha lança motor de busca que permite saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Moura Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Die Zeit]]></category>
		<category><![CDATA[famílias]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[plataforma]]></category>
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					<description><![CDATA[Lançada por um jornal alemão, a nova ferramenta digital reúne milhões de registos do partido nazi preservados após a Segunda Guerra Mundial e permite aos utilizadores identificar possíveis ligações familiares ao regime. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo motor de busca desenvolvido na Alemanha está a despertar grande interesse ao permitir que qualquer pessoa descubra se os seus familiares foram membros do partido nazi. A ferramenta, lançada pelo jornal <a href="https://www.zeit.de/wissen/2026-04/nsdap-mitgliederkartei-karteikarten-familienmitglieder-suche" target="_blank" rel="noopener">Die Zeit</a>, já foi utilizada milhões de vezes desde o seu lançamento, refletindo uma crescente vontade de confrontar o passado.</p>
<p>De acordo com a CNN, esta plataforma reúne registos do partido fundado por Adolf Hitler, permitindo aos utilizadores pesquisar nomes e verificar ligações familiares ao regime nazi. O objetivo, segundo o próprio jornal alemão, é “acabar com o silêncio nascido de uma vergonha mal colocada”.</p>
<p>A base de dados resulta de uma colaboração entre arquivos alemães e norte-americanos. Estes documentos incluem milhões de cartões de filiação do partido nazi, que foram preservados no final da Segunda Guerra Mundial, apesar das tentativas de destruição por parte dos nazis.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, o interesse por este tipo de informação parece estar a aumentar, especialmente numa altura em que a maioria dos envolvidos diretos no regime já não está viva. Antes desta ferramenta, cerca de 75 mil pessoas por ano procuravam este tipo de informação junto dos Arquivos Federais Alemães.</p>
<p>Christian Staas, responsável pela área de História do Die Zeit, explica que esta nova acessibilidade permite uma visão mais realista do passado. Muitos alemães acreditam que os seus familiares não apoiaram o regime nazi, mas os números históricos mostram uma realidade diferente.</p>
<p>Entre 1925 e o final da Segunda Guerra Mundial, cerca de 10,2 milhões de alemães aderiram ao partido nazi, que chegou a ter aproximadamente 9 milhões de membros no seu auge. No final da década de 1930, a maioria da população alemã apoiava o regime de Hitler.</p>
<p>A adesão ao partido teve várias motivações, desde dificuldades económicas até à influência do nacionalismo e da liderança carismática, bem como convicções antissemitas.</p>
<p><strong>Reações emocionais às descobertas</strong></p>
<p>Os utilizadores que recorreram à plataforma têm partilhado reações intensas. Alguns confirmaram suspeitas antigas sobre familiares, enquanto outros ficaram surpreendidos com as descobertas.</p>
<p>De acordo com a CNN, há relatos de pessoas que lidam com sentimentos contraditórios ao descobrir que familiares próximos aderiram ao partido nazi, questionando até o momento em que essas decisões foram tomadas.</p>
<p>Especialistas consideram esta ferramenta um avanço significativo para o estudo do período nazi e para a compreensão coletiva da história. A acessibilidade aos documentos originais permite combater a desinformação e reforça a importância da evidência histórica.</p>
<p>Esta iniciativa surge também como um contributo relevante num contexto em que persistem tentativas de distorcer ou negar os acontecimentos do Holocausto.</p>
<p>Ao tornar esta informação acessível ao público, o projeto pretende incentivar uma reflexão mais honesta sobre o passado. Para muitos, trata-se de um passo essencial para lidar com a herança histórica e promover uma maior consciência coletiva.</p>
<p>A ferramenta do Die Zeit mostra que, mesmo décadas depois, a história continua a ter impacto nas gerações atuais e que o conhecimento pode ser fundamental para compreender o presente e evitar erros do passado.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_757735]]></sapo:autor>
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		<title>Não abrir até 4 de julho de 2276”: EUA enterram cápsula do tempo “à prova de zombies”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:00:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cápsula]]></category>
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					<description><![CDATA[Cápsula será colocada no Independence National Historical Park, o mesmo espaço histórico associado aos documentos fundadores dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos vão assinalar os 250 anos da independência com uma cápsula do tempo pensada para resistir a cheias, incêndios, terramotos improváveis e até, pelo menos em tom de brincadeira, a zombies. A &#8216;Popular Science&#8217; conta a história deste objeto de quase 900 quilos que será enterrado em Filadélfia no dia 4 de julho de 2026, para só voltar a ser aberto em 2276.</p>
<p>A cápsula será colocada no Independence National Historical Park, o mesmo espaço histórico associado aos documentos fundadores dos Estados Unidos. A ideia é guardar uma espécie de retrato da América atual para as gerações que, daqui a 250 anos, celebrarem os 500 anos do país.</p>
<p>À primeira vista, enterrar objetos para o futuro parece simples. Na prática, o projeto obrigou engenheiros do National Institute of Standards and Technology, especialistas da Biblioteca do Congresso e o National Park Service a resolver um problema muito concreto: como construir uma cápsula capaz de atravessar dois séculos e meio debaixo de terra sem deixar entrar água.</p>
<p>A água foi, desde o início, o grande inimigo. O engenheiro Jay Nanninga, responsável pelo desenho da cápsula, explicou que tudo foi pensado para manter o interior seco. A solução passa por um sistema com duas partes: um cilindro onde ficarão os objetos e uma estrutura exterior semelhante a uma campânula, capaz de criar uma bolsa de ar e impedir a entrada de água se o solo ficar saturado.</p>
<p>A imagem usada para explicar o sistema é quase de filme: como um balde virado ao contrário dentro de uma piscina, ou como a cena de ‘Piratas das Caraíbas’ em que Jack Sparrow e Will Turner caminham debaixo de água respirando o ar preso num barco invertido.</p>
<p>O resultado deverá permitir que a cápsula resista a inundações fortes. Incêndios florestais também não deverão ser problema, por ficar enterrada, e o risco sísmico na Pensilvânia é considerado muito baixo. E se o cenário extremo envolver zombies? Nanninga brinca que teriam dificuldades, porque aço inoxidável “não é divertido de comer”.</p>
<p>A cápsula final terá forma cilíndrica. O engenheiro chegou a imaginar uma versão em estrela, mais simbólica, mas a ideia foi abandonada por ser demasiado complexa. O cilindro venceu por uma razão prática: pode ser feito a partir de um tubo industrial, é mais barato, mais eficiente e tem menos zonas soldadas por onde a água poderia entrar.</p>
<p>O fecho também exigiu cuidado. Em vez de soldar a cápsula depois de colocar os objetos no interior, a equipa optou por um sistema com fio de índio, um metal que pode unir-se a frio quando pressionado. O fio será esmagado numa ranhura entre a tampa e o corpo da cápsula, criando uma vedação circular sem expor os objetos ao calor da soldadura.</p>
<p>O projeto inicial nem sequer previa que a cápsula fosse enterrada. A intenção era integrá-la numa futura escultura do parque, inspirada no famoso desenho “Join, or Die”, de Benjamin Franklin. Mas a empresa responsável pelo granito concluiu que abrir espaço para a cápsula fragilizaria a estrutura. A equipa teve então de redesenhar o plano.</p>
<p>A &#8216;Popular Science&#8217; sublinha que a adaptação constante foi uma das maiores dificuldades do projeto. A própria lista de objetos a guardar foi mudando, obrigando a alterar o espaço interior e a separar materiais que poderiam degradar-se ou interagir entre si ao longo do tempo.</p>
<p>A cápsula vai incluir objetos dos 50 estados americanos e de seis territórios, além de contributos dos três ramos do Governo federal e da comissão America250. A lista completa deverá ser conhecida em junho.</p>
<p>Há, no entanto, regras rígidas. Os objetos de papel serão guardados num compartimento separado dos restantes. Plásticos ficam de fora, porque libertam gases com o passar do tempo. Eletrónica também não entra. E, naturalmente, há limites de tamanho.</p>
<p>Quando estiver concluída, a cápsula vazia, juntamente com a campânula protetora, pesará cerca de 2.000 libras, aproximadamente 907 quilos. Terá 53 polegadas de altura, cerca de 1,35 metros, e será enterrada a 10 pés de profundidade, ou seja, pouco mais de três metros.</p>
<p>A inscrição podia ser simples: não abrir antes de 4 de julho de 2276. Até lá, a cápsula ficará debaixo de terra com cartas, objetos e símbolos de uma América que tenta explicar a si própria quem era em 2026.</p>
<p>E se tudo correr como previsto, nem a água, nem o tempo, nem os zombies chegarão primeiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760119]]></sapo:autor>
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		<title>Biblioteca móvel do rapper moçambicano Azagaia promove memória e intervenção social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os organizadores da segunda edição da exposição móvel do rapper Azagaia, ícone moçambicano, defenderam hoje que abrir a residência do músico ao público é devolver o seu pensamento às raízes populares e ao quotidiano, de onde nasceu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os organizadores da segunda edição da exposição móvel do rapper Azagaia, ícone moçambicano, defenderam hoje que abrir a residência do músico ao público é devolver o seu pensamento às raízes populares e ao quotidiano, de onde nasceu.</P><br />
<P>&#8220;Abrir a residência no Khongolote [arredores de Maputo] é tirar o Azagaia do pedestal institucional e devolvê-lo à sua raiz. É mostrar que o pensamento que mudou Moçambique nasceu aqui, no quotidiano&#8221;, disse hoje à Lusa Morgado Mbalate, gestor cultural e um dos promotores da iniciativa, durante o evento realizado na casa do artista, naquele bairro da capital moçambicana.</P><br />
<P>Edson da Luz &#8216;Azagaia&#8217; nasceu em 06 de maio de 1984 e foi encontrado morto, em casa, em 09 de março de 2023, após uma crise de epilepsia, segundo a família, consternando milhares de fãs em toda a lusofonia, onde o seu nome era e ainda é conhecido.</P><br />
<P>Ficou célebre pela crítica aberta à governação, de tal forma que, em 2008, na sequência de três dias de violentas manifestações que paralisaram a capital, foi chamado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após lançar o tema &#8220;Povo no Poder&#8221;, uma música gravada pouco depois dos episódios, alertando para a possibilidade de uma paralisação geral face à subida de preços de produtos básicos no país.</P><br />
<P>Ainda hoje, &#8220;Povo no Poder&#8221; é a música tocada ou entoada em qualquer protesto ou manifestação em Moçambique e a sua morte inspirou a criação da autodenominada geração 18 de março, dia do seu funeral em que se registaram cargas policiais com vários feridos durante o cortejo fúnebre, em Maputo.</P><br />
<P>A segunda edição da Biblioteca Azagaia reuniu hoje familiares, admiradores, ativistas e jovens, numa iniciativa dedicada à preservação do legado intelectual e artístico do músico.</P><br />
<P>A exposição incluiu livros da biblioteca pessoal de Azagaia, manuscritos, fotografias inéditas, vestuário e outros objetos ligados ao percurso artístico e pessoal do músico, considerado uma das principais vozes da intervenção social em Moçambique.</P><br />
<P>Segundo os organizadores, muitas das obras expostas influenciaram diretamente a construção das letras e mensagens transmitidas por Azagaia ao longo da carreira, marcada pela crítica política e social.</P><br />
<P>&#8220;Queremos que o público sinta a intimidade do artista para compreender a profundidade do cidadão&#8221;, afirmou Morgado Mbalate.</P><br />
<P>Os promotores explicaram que a atividade integrou as celebrações do aniversário do músico, nascido em 06 de maio de 1984, defendendo que esta biblioteca móvel deve funcionar como espaço de reflexão social, cultural e política.</P><br />
<P>&#8220;Não estamos a chorar uma ausência, estamos a celebrar uma permanência. Reviver a sua arte no dia do seu aniversário, dentro da sua própria casa, é afirmar que o seu Verbo continua a caminhar connosco&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Além da preservação do espólio, os organizadores pretendem usar o arquivo do artista para incentivar debates sobre cidadania, juventude e participação política, temas frequentemente associados às músicas de Azagaia.</P><br />
<P>&#8220;O nosso foco é usar esse arquivo vivo para incentivar debates urgentes sobre cidadania e intervenção social(&#8230;) Estamos aqui para formar novos cidadãos, não apenas visitantes de museu&#8221;, declarou.</P><br />
<P>Os promotores avançaram ainda que pretendem levar a biblioteca móvel para outras cidades do país, incluindo a Beira, capital provincial de Sofala centro de Moçambique, aguardando resposta das autoridades municipais locais para a realização da próxima edição.</P><br />
<P>O trabalho que deu corpo à carreira de Azagaia foi o &#8216;single&#8217; &#8220;As Mentiras da Verdade&#8221;, de 2007, por muitos classificado como &#8220;manifesto crítico&#8221; à narrativa oficial da história de Moçambique, em que o músico chegou a questionar as causas da morte do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel.</P><br />
<P>A faixa, banida na altura na rádio e TV públicas, surgiria no seu primeiro álbum: &#8220;Babalaze&#8221; (que significa &#8220;ressaca&#8221; na língua changana), uma adaptação da obra poética &#8220;Babalaze das Hienas&#8221;, do escritor moçambicano José Craveirinha.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760827]]></sapo:autor>
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		<title>O semáforo fica amarelo e acelera? O gesto pode dizer mais sobre si do que imagina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:00:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[semáforos]]></category>
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					<description><![CDATA[Há uma cena que quase todos os condutores conhecem. O semáforo está verde, o carro aproxima-se, a velocidade parece certa e, de repente, a luz passa a amarelo...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma cena que quase todos os condutores conhecem. O semáforo está verde, o carro aproxima-se, a velocidade parece certa e, de repente, a luz passa a amarelo. Durante uma fração de segundo, instala-se a dúvida: travar ou acelerar para tentar passar antes do vermelho?</p>
<p>Esse pequeno momento, aparentemente banal, pode revelar mais do que simples pressa.</p>
<p>O &#8216;El Economista&#8217; lembra que muitos condutores reagem de forma quase automática, pisando um pouco mais o acelerador para evitar ficar parados. Mas, para os psicólogos, esse impulso não é tão inocente como parece.</p>
<p>A explicação está menos no semáforo e mais no comportamento de quem está ao volante. Especialistas em psicologia do trânsito associam este gesto a uma maior tendência para assumir riscos, sobretudo quando o condutor acredita que ainda controla perfeitamente a situação.</p>
<p>O psicólogo Manuel Fernández, especialista em psicologia do tráfego, explica que muitos automobilistas &#8220;subestimam sistematicamente o risco&#8221;. Essa perceção distorcida leva-os a sobrevalorizar a própria capacidade de reação e a tomar &#8220;decisões potencialmente perigosas&#8221;.</p>
<p>Na prática, quem acelera perante o amarelo pode estar a agir movido por uma mistura de autoconfiança excessiva, impulsividade e baixa tolerância à frustração. A espera de alguns segundos no semáforo parece pequena, mas para certos condutores é suficiente para despertar irritação ou vontade de evitar a paragem a todo o custo.</p>
<p>A impulsividade é um dos fatores mais apontados. Vários estudos citados no texto indicam que condutores com menor autocontrolo têm maior probabilidade de acelerar quando o sinal passa a amarelo. Pelo contrário, quem tem mais capacidade de travar o impulso tende a escolher a opção mais segura: abrandar e parar.</p>
<p>Há ainda outro elemento: o efeito de imitação. Alguns condutores constroem a sua forma de conduzir a partir do que veem nos outros. Se é comum ver carros a passar no amarelo, esse comportamento pode acabar por ser normalizado, mesmo quando aumenta o risco de infração ou acidente.</p>
<p>O &#8216;El Economista&#8217; sublinha também o peso das emoções. O stress, a ansiedade ou a sensação de estar atrasado podem tornar o condutor mais disponível para arriscar. Nesses momentos, o amarelo deixa de ser um aviso para abrandar e passa a ser visto como uma última oportunidade para avançar.</p>
<p>A tolerância à frustração é outro ponto central. Quanto menor for a capacidade de aceitar a espera, maior tende a ser a probabilidade de cometer pequenas infrações. Ou seja, o problema não está apenas no semáforo: está na forma como cada pessoa gere a pausa, o atraso e a perda momentânea de controlo.</p>
<p>No fim, acelerar no amarelo pode parecer apenas um reflexo de condução. Mas, visto pela psicologia, é também um retrato rápido de como se decide sob pressão. E, na estrada, esses segundos entre o amarelo e o vermelho podem ser suficientes para mostrar muito mais do que pressa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760085]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>FC Porto vence Óquei de Barcelos e está na final da Liga dos Campeões de hóquei em patins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:35:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O FC Porto apurou-se hoje para a final da Liga dos Campeões de hóquei em patins, depois de vencer o Óquei de Barcelos, detentor do troféu, por 3-1, nos penáltis, após 2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O FC Porto apurou-se hoje para a final da Liga dos Campeões de hóquei em patins, depois de vencer o Óquei de Barcelos, detentor do troféu, por 3-1, nos penáltis, após 2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento.</P><br />
<P>Em Coimbra, a formação do Óquei de Barcelos adiantou-se na meia-final com um golo de Miguel Vieira, mas o FC Porto chegou ao empate com um tento de Ezequiel Mena antes do intervalo. Na segunda parte, Miguel Rocha adiantou novamente a formação de Barcelos, com um golo de penálti, mas Gonçalo Alves restabeleceu o empate, levando o jogo para prolongamento. </P><br />
<P>No tempo extra, Miguel Rocha bisou na partida, antes de Gonçalo Alves também fazer um &#8216;bis&#8217; e voltar a igualar. Nos penáltis, os &#8216;dragões&#8217; marcaram por três vezes, contra apenas uma do Óquei de Barcelos, e &#8216;vingaram&#8217; a derrota sofrida frente ao mesmo adversário na final da época passada, também decidida nos penáltis.</P><br />
<P>O FC Porto vai enfrentar na final de domingo o vencedor da outra meia-final, que vai opor ainda hoje o Benfica aos espanhóis do FC Barcelona, recordistas de troféus na competição, com 22 cetros.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760826]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hungria/Eleições: Novo primeiro-ministro promete servir e não governar o país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:21:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, prometeu hoje "servir" a Hungria e não "governar" como um monarca, após ser empossado perante o parlamento, na sequência da vitória esmagadora nas eleições legislativas contra o ultranacionalista Viktor Orbán.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, prometeu hoje &#8220;servir&#8221; a Hungria e não &#8220;governar&#8221; como um monarca, após ser empossado perante o parlamento, na sequência da vitória esmagadora nas eleições legislativas contra o ultranacionalista Viktor Orbán. </P><br />
<P>&#8220;Não reinarei sobre a Hungria, mas servirei o meu país. Servi-lo-ei enquanto os meus serviços forem úteis e a nação precisar deles&#8221;, disse, sublinhando que &#8220;milhões de pessoas escolheram a mudança&#8221; após 16 anos com Viktor Orbán como primeiro-ministro.</P><br />
<P>Na sessão inaugural do novo parlamento, o conservador pró-europeu Péter Magyar foi eleito primeiro-ministro, com 140 votos a favor, 54 contra e uma abstenção. </P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760825]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sindicato do INEM alerta para &#8220;redução grave da capacidade de resposta da emergência médica&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:06:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alertou hoje para "os riscos imediatos" da nova lei orgânica do INEM, considerando que poderá traduzir-se numa "redução grave da capacidade de resposta da emergência médica" no país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alertou hoje para &#8220;os riscos imediatos&#8221; da nova lei orgânica do INEM, considerando que poderá traduzir-se numa &#8220;redução grave da capacidade de resposta da emergência médica&#8221; no país.</P><br />
<P>&#8220;O sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) manifesta profunda preocupação perante a interpretação que, até ao momento, é possível fazer da nova lei orgânica do INEM, conjugada com os despachos publicados esta semana&#8221;, refere aquele sindicato, em comunicado, sublinhando que &#8220;poderá representar um sério retrocesso na prestação de cuidados de emergência médica em Portugal, com impacto direto na segurança e na qualidade da resposta prestada às populações&#8221;. </P><br />
<P>Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou quatro diplomas na área da saúde, nomeadamente a nova lei orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica e os novos regimes de trabalho para médicos tarefeiros e de horas extraordinárias nas urgências.</P><br />
<P>Para o STEPH, em causa estará a afetação das cerca de 54 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) do INEM &#8212; atualmente tripuladas por aproximadamente 550 técnicos de emergência pré-hospitalar &#8212; sobretudo ao transporte inter-hospitalar de doentes, &#8220;deixando estes meios de assegurar, prioritariamente, o socorro de emergência às populações&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Esta alteração suscita preocupações muito sérias, desde logo porque não existem, atualmente, alternativas equivalentes no sistema, nem em quantidade nem em qualidade&#8221;, refere o sindicado, sublinhando que muitas regiões do país &#8220;já enfrentam tempos de resposta superiores aos padrões internacionalmente recomendados&#8221; e &#8220;a retirada destes meios agravará inevitavelmente as assimetrias existentes, deixando vastas zonas do território nacional ainda mais desprotegidas&#8221;.</P><br />
<P>O STEPH acrescenta que os parceiros do sistema de emergência em diversas regiões, nomeadamente os bombeiros voluntários, &#8220;já operam no limite da sua capacidade de resposta&#8221;. </P><br />
<P>O sindicato recorda que os técnicos de emergência pré-hospitalar são &#8220;os únicos profissionais do sistema, além de médicos e enfermeiros, habilitados a administrar medicação de emergência por delegação médica e a realizar eletrocardiogramas de 12 derivações em situações de suspeita de enfarte agudo do miocárdio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Embora reconhecendo e respeitando profundamente o papel dos bombeiros no sistema de socorro, importa salientar que a replicação destas competências em outros meios exige processos formativos altamente especializados, prolongados e exigentes, bem como a implementação de circuitos de medicamento rigorosos, envolvendo farmacêuticos e estruturas formalmente constituídas, por forma a garantir a segurança dos profissionais e dos utentes&#8221;, precisa. </P><br />
<P>Aquela estrutura sindical salienta que os técnicos do INEM aguardam &#8220;com elevada preocupação a publicação da versão final da nova lei orgânica&#8221; e alerta &#8220;desde já para os riscos imediatos desta alteração, que poderá traduzir-se numa redução efetiva da capacidade operacional e da qualidade da emergência médica pré-hospitalar em Portugal&#8221;. </P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760824]]></sapo:autor>
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		<title>Starmer promete &#8220;definir com clareza&#8221; plano para revitalizar Partido Trabalhista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai fazer um discurso na segunda-feira para "definir com clareza" o que pretende para transmitir "esperança" aos britânicos após as derrotas do Partido Trabalhista nas eleições autárquicas e regionais.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai fazer um discurso na segunda-feira para &#8220;definir com clareza&#8221; o que pretende para transmitir &#8220;esperança&#8221; aos britânicos após as derrotas do Partido Trabalhista nas eleições autárquicas e regionais.  </P><br />
<P>&#8220;É muito importante que reflitamos e reajamos quando o eleitorado nos envia uma mensagem como esta. É certo que o façamos. Penso que temos de traçar o caminho a seguir, e é isso que pretendo fazer&#8221;, afirmou, em declarações aos jornalistas transmitidas pela BBC. </P><br />
<P>Starmer falou na necessidade de apoiar os jovens e as pessoas mais pobres para &#8220;que não se sintam constantemente limitados pelo custo de vida&#8221; e para &#8220;terem orgulho do lugar onde vivem e trabalham&#8221;. </P><br />
<P>Segundo a imprensa britânica, o discurso vai tentar tranquilizar os deputados trabalhistas ao demonstrar que tem um plano para revitalizar o partido, nomeadamente através do reforço das relações com a União Europeia.</P><br />
<P>&#8220;Nos últimos anos, tomámos uma série de medidas importantes, sobre a estabilização da economia, o investimento nos nossos serviços públicos e a necessidade de não nos deixarmos arrastar para a guerra no Irão. Temos de associar a isso os argumentos que defendemos sobre a esperança e o futuro, sobre os jovens e sobre o nosso lugar no mundo&#8221;, vincou.</P><br />
<P>O primeiro-ministro anunciou hoje o antigo primeiro-ministro Gordon Brown como enviado especial para as finanças internacionais e a antiga ministra Harriet Harman para assessora sobre mulheres e raparigas. </P><br />
<P>O mau desempenho do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais de quinta-feira levou cerca de 20 deputados do &#8216;Labour&#8217; a pedirem a demissão de Keir Starmer. </P><br />
<P>Clive Lewis afirmou que o primeiro-ministro não vai conseguir recuperar das derrotas do partido nas eleições locais, e urgiu-o a estabelecer um calendário para uma eleição interna. </P><br />
<P>&#8220;A questão é se, ao permanecer no cargo, causará danos duradouros à capacidade do Partido Trabalhista de governar, reconstruir a confiança e travar o avanço da direita&#8221;, escreveu na rede social X</P><br />
<P>Na opinião de Lewis, &#8220;quanto mais se adiar esta decisão, maiores serão os danos para o partido e para o país&#8221;.</P><br />
<P>Mas vários ministros saíram em defesa, incluindo a ministra das Finanças, Rachel Reeves, o ministro da Defesa, John Healey, e a ministra da Cultura, Lisa Nandy. </P><br />
<P>&#8220;Estes são resultados eleitorais difíceis para o Partido Trabalhista&#8221;, admitiu Reeves, mas &#8220;Keir Starmer conquistou um mandato para mudar o nosso país&#8221;, vincou.  </P><br />
<P>Segundo os resultados apurados em 131 das 136 autarquias que foram a votos, o principal vencedor foi o Partido Reformista, ao conquistar 1.444 dos cerca de 5.000 lugares em disputa.</P><br />
<P>O Partido Trabalhista elegeu 999 representantes, mas registou uma perda de 1.408 eleitos locais. </P><br />
<P>O Partido Conservador também recuou, enquanto os Verdes e os Liberais Democratas registaram subidas.</P><br />
<P>O fraco desempenho dos trabalhistas repetiu-se nas eleições para o parlamento autónomo do País de Gales, onde sofreram uma derrota histórica, ao perder pela primeira vez a maioria desde a criação do parlamento autónomo, em 1999, caindo para a terceira posição.</P><br />
<P>A liderança foi assumida pelo partido nacionalista Plaid Cymru, seguido pelo Partido Reformista.</P><br />
<P>Na Escócia, o Partido Nacional Escocês (SNP), no poder desde 2007, voltou a ser a força mais votada, deixando o &#8216;Labour&#8217; em segundo, com os mesmos 17 deputados que o Reform UK.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760823]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus: OMS confirma seis casos e afasta &#8220;uma nova covid&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para seis os casos confirmados de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro "MV Hondius", onde foram registadas três mortes, enquanto o líder desta organização afastou o cenário de "uma nova covid".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para seis os casos confirmados de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221;, onde foram registadas três mortes, enquanto o líder desta organização afastou o cenário de &#8220;uma nova covid&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Preciso que me ouçam claramente: isto não é uma nova covid. O risco atual para a saúde pública causado pelo hantavírus mantém-se baixo&#8221;, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa carta aberta à população da ilha espanhola de Tenerife, onde se espera que o &#8220;MV Hondius&#8221;, com bandeira neerlandesa, chegue na madrugada de domingo.</P><br />
<P>&#8220;Os meus colegas e eu afirmámo-lo de forma inequívoca, e repito-o agora&#8221;, insistiu, na sua mensagem publicada na rede X, antes de viajar para a ilha espanhola para supervisionar a operação de evacuação do navio em conjunto com as autoridades regionais e nacionais. </P><br />
<P>Entretanto, a OMS adiantou hoje que oito casos relacionados com o surto foram reportados até sexta-feira passada, dos quais seis foram confirmados como infeções com a variante dos Andes do hantavírus &#8212; a única estirpe da qual foi documentada a transmissão de pessoa para pessoa &#8212; e também houve três mortes (duas confirmadas e uma provável).</P><br />
<P>Outros quatro pacientes permanecem hospitalizados e as investigações prosseguem para determinar a origem exata do surto.</P><br />
<P>Um caso anteriormente reportado como suspeito foi reclassificado após testar negativo para a variante dos Andes, após ter recebido uma PCR e serologia. </P><br />
<P>Um especialista da OMS e outro do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças estão a bordo do navio de cruzeiro para apoiar passageiros, tripulação e operadores durante a viagem.</P><br />
<P>A OMS recomenda que os países envolvidos neste evento continuem os seus esforços de coordenação e gestão da saúde pública, tanto a bordo dos meios de transporte como nos países onde existam casos e/ou contactos ou onde irão regressar. </P><br />
<P>A agência das Nações Unidas acrescenta ainda que a prevenção e o controlo de infeções continuam a ser essenciais para proteger os profissionais de saúde e os passageiros.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760822]]></sapo:autor>
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		<title>O homem que enganou a central nuclear do apartheid: deixa quatro bombas, bebe um copo com os colegas e foge de bicicleta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Apartheid]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rodney Wilkinson]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, ninguém soube quem tinha estado por trás do ataque. Houve suspeitas sobre grupos estrangeiros, sobre militantes europeus e sobre eventuais falhas internas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Rodney Wilkinson tinha 21 anos quando era já o melhor esgrimista da África do Sul. Campeão nacional em florete e sabre, segundo em espada, tinha talento suficiente para sonhar com os Jogos Olímpicos. Mas vivia num país excluído do palco olímpico por causa do apartheid. Décadas depois, o &#8216;The Guardian&#8217; recupera a história deste homem que passou de atleta promissor a protagonista de uma das mais ousadas ações de sabotagem contra o regime sul-africano.</p>
<p>Antes da central nuclear, houve a tragédia. Em 1971, durante um treino de esgrima na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, a lâmina de Wilkinson partiu-se e atingiu o treinador Vincent Bonfil no peito. O golpe foi acidental, mas fatal. Bonfil morreu a caminho do hospital. A justiça concluiu que tinha sido um acidente, mas Wilkinson nunca se libertou totalmente desse momento.</p>
<p>Onze anos depois, o mesmo homem trabalhava como engenheiro contratado na central nuclear de Koeberg, a cerca de 30 quilómetros da Cidade do Cabo. A central era uma peça simbólica do regime: a joia tecnológica do Estado do apartheid, a prova de modernidade que Pretória queria exibir ao mundo.</p>
<p>Wilkinson, porém, estava cada vez mais distante desse país oficial. Tinha sido recrutado pelo Exército aos 18 anos, enviado para Angola numa guerra que não queria combater e estava furioso com o regime que transformara a África do Sul num Estado pária.</p>
<p>A entrada no mundo clandestino começou quase por acaso. Anos antes, quando trabalhara no projeto de Koeberg como desenhador técnico, Wilkinson conseguira retirar centenas de páginas com plantas detalhadas da central. Mais tarde, com a companheira Heather Gray, levou esses documentos para o Congresso Nacional Africano, então proibido na África do Sul e a operar no exílio.</p>
<p>A partir daí, a história parece saída de um romance de espionagem. Wilkinson e Gray foram observados, testados, treinados e integrados numa operação do braço armado do ANC. O plano era atacar Koeberg antes de a central entrar em funcionamento e antes de o combustível nuclear ser carregado, para evitar uma catástrofe radioativa.</p>
<p>O risco era enorme. Wilkinson teria de regressar à central como trabalhador contratado, atravessar controlos de segurança, esconder explosivos e colocá-los em pontos estratégicos: junto dos reatores e nas zonas de cablagem das salas de controlo.</p>
<p>Em julho de 1982, conseguiu voltar a Koeberg com um contrato de curta duração. Durante meses, estudou rotinas, entradas, horários e falhas de vigilância. O seu disfarce era simples: parecia pertencer àquele lugar. Era branco, engenheiro, conhecido pelos colegas e aparentemente inofensivo.</p>
<p>As bombas eram minas magnéticas com temporizadores de 24 horas. Tinham também termite, uma mistura incendiária capaz de atingir temperaturas altíssimas e de destruir cablagens e estruturas metálicas. O objetivo não era provocar vítimas, mas atrasar e danificar profundamente o projeto nuclear do regime.</p>
<p>Nos dias anteriores à operação, Wilkinson foi levando os engenhos para dentro da central, escondidos no seu Renault 5 amarelo. No parque, passava-os para uma mala e depois guardava-os numa gaveta metálica da secretária. Os guardas não desconfiaram. O cão de segurança nunca reagiu.</p>
<p>Na sexta-feira, 17 de dezembro de 1982, último dia do seu contrato, começou a movimentar as quatro bombas para os locais definidos. Fez o percurso uma a uma. Passou controlos, atravessou corredores, aproximou-se das zonas sensíveis da central e colocou os engenhos onde conseguiu.</p>
<p>Depois veio o momento mais perigoso: puxar os pinos. Se o temporizador funcionasse, teria 24 horas até à explosão. Se falhasse, a bomba podia detonar nas suas mãos. Wilkinson puxou o primeiro. Continuou vivo. Depois o segundo. Depois o terceiro. Depois o quarto.</p>
<p>No final da tarde, fez algo quase inacreditável: juntou-se aos colegas para uma bebida de despedida. Tinha dito que ia viajar para Londres. Eles desejaram-lhe boa sorte, sem imaginar que, por baixo dos seus pés, havia quatro bombas armadas.</p>
<p>Pouco depois, saiu da central de bicicleta.</p>
<p>A fuga foi tão improvável como a operação. Wilkinson foi levado até ao aeroporto da Cidade do Cabo, voou para Joanesburgo, encontrou-se com a irmã e seguiu para a fronteira com a Suazilândia. Sem encontrar o posto oficial, acabou por atravessar uma zona de arame farpado. Do outro lado, deitou-se num ribeiro, vestido, a rir-se enquanto as pessoas passavam.</p>
<p>As explosões começaram no dia seguinte. A primeira ocorreu às 15h23 de 18 de dezembro. A segunda às 20h40. A terceira às 23h24. A quarta às 2h53 da madrugada de domingo. Ninguém ficou ferido.</p>
<p>O &#8216;The Guardian&#8217; escreve que os danos foram enormes: cerca de 500 milhões de rands, valor próximo de 500 milhões de dólares na altura, quando as duas moedas estavam praticamente em paridade. O arranque da central foi atrasado 18 meses.</p>
<p>Durante anos, ninguém soube quem tinha estado por trás do ataque. Houve suspeitas sobre grupos estrangeiros, sobre militantes europeus e sobre eventuais falhas internas. A identidade de Wilkinson só foi revelada publicamente em 1995, 13 anos depois, numa reportagem do &#8216;Mail &#038; Guardian&#8217;.</p>
<p>Para o ANC, a operação tinha um valor simbólico enorme. Mostrava que o regime podia ser atingido no centro das suas infraestruturas estratégicas. Koeberg, pensada como monumento à força tecnológica do apartheid, tornara-se prova da sua vulnerabilidade.</p>
<p>Wilkinson acabou por se instalar no Reino Unido com Heather Gray. Mais tarde, regressou à África do Sul, já depois da libertação de Nelson Mandela e da legalização do ANC. Viveu durante décadas em Knysna, uma cidade costeira onde muitos vizinhos nunca souberam quem ele era.</p>
<p>Hoje, aos 76 anos, Rodney Wilkinson é um homem de saúde frágil, marcado pela tuberculose e por uma vida que oscilou entre acidente, guerra, clandestinidade e silêncio. O antigo esgrimista que um dia matou sem querer, e que anos depois colocou bombas procurando não matar ninguém, continua a ser uma figura difícil de encaixar numa só palavra.</p>
<p>Sabotador, resistente, imprudente, corajoso, inconsequente ou herói: a sua história cabe talvez melhor numa imagem. Um homem entra numa central nuclear com quatro bombas, puxa os pinos, bebe com os colegas e desaparece de bicicleta.</p>
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