Marcelo confirma que não vai revalidar estado de emergência. Nova fase é de “retoma por pequenos passos”

O Presidente da República fala em quatro fases nesta pandemia, sendo que a partir de agora não será o regresso à normalidade mas sim o continuar da contenção e controlo da situação.

Sónia Bexiga

“Passamos por algumas fases nesta pandemia mas neste processo os portugueses aderiram voluntariamente. O Estado de emergência foi uma arma extrema face à necessidade e preocupação de fechar e os portugueses compreenderam isso”, afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à saída da reunião desta terça-feira, no Infarmed, em Lisboa, com especialistas.

Depois de uma fase de contenção, fundamental em seu entender, levou ao tomar de medidas importantes como o encerramento de escolas, conduzindo ao confinamento. Seguiu-se uma segunda fase, de reforço da contenção e controlo da situação, fazendo baixar números, nomeadamente os de internados, de internados em cuidados intensivos e os de óbitos.

“Foi um processo contínuo, num planalto mas com uma evolução descendente. Ainda que tenham surgido as questões próprias do surto como foi a situação da Região de Lisboa e Vale do Tejo , na qual o indicador de transmissibilidade do vírus subiu e esteve um pouco acima de 1 mas que teve a ver com uma questão pontual”, sublinhou o Presidente.

Chegados à terceira fase deste percurso, que continua a ser de controlo da situação, não podendo ser encarada como a normalidade e a estabilização definitiva, será sobretudo de controlo, o Presidente anunciou que o estado de emergência não será renovado, terminado assim no próximo dia 2 de maio, à meia-noite.

“Para além do controlo da situação, será uma retoma com pequenos passos, que são indissociáveis. A ideia agora já não é de fechar, do encerramento drástico, é a da utilização de outros instrumentos. Espera-se não ter de recorrer novamente ao estado de emergência mas se for necessário,será ponderado”.

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“O fim do estado de emergência, não é o fim do surto, nem o fim da responsabilidade. Não se entendam estes passos como facilitismo, porque não haverá facilitismo algum. Os portugueses não podem deitar tudo a perder e, saindo das suas casas, desrespeitar este instrumento e os seus poderes, já que poderá a ser usado novamente, por exemplo, em caso de um segundo surto. Por isso, os passos vão sendo avaliados constantemente”, ressalvou ainda.

Marcelo Rebelo de Sousa deu ainda nota de haverá uma nova avaliação da situação, daqui a 15 dias.

A quarta fase deverá ser aquela em que, segundo espera Marcelo Rebelo de Sousa, estejamos já na aproximação ao fim do surto “tal como ele nasceu e o conhecemos até agora”.

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