Alguns fabricantes automóveis querem restringir a quantidade de informação que é transmitida aos parceiros tecnológicos como a Apple ou Google, que actualmente fornecem os dois principais sistemas operativos para utilização em veículos automóveis.
Os construtores pretendem, um dia, rentabilizar essa mesma informação de forma a poderem lucrar com o comércio electrónico e preferências dos condutores enquanto estão ao volante, de acordo com o Automotive News Europe, e a passagem de toda a informação de viagens para os parceiros tecnológicos poderia ser um entrave, já que estariam a oferecer essa possibilidade a terceiros.
Daí que algumas marcas não queiram transmitir dados de sistemas como direcção, travões ou acelerador à Apple e a Google, com um responsável da área da conectividade da Ford Motor Co, Don Butler, a referir que “temos de controlar o acesso a esse tipo de informação. Temos de proteger a nossa capacidade para criar valor” a partir de serviços digitais associados a dados dos veículos.
A este respeito, o site da Automotive News Europa dá conta do potencial de negócio em mãos para o sector automóvel, com aquele meio de comunicação a dar conta do valor que a General Motors comunicou aos seus investidores no início deste ano, num total que poderia ascender aos 350 milhões de dólares a partir de ligação de alta velocidade embutida nos seus veículos.
Os grandes construtores esperam retirar lucro a partir de diversas formas relacionadas com a conectividade digital, tal como inclusão de informação sobre oficinas e centro de reparação autorizados (de forma a ‘atrair’ proprietários para os seus agentes autorizados).
A consultora AlixPartners estima que os lucros globais com os serviços digitais relacionados com a conectividade automóvel cresça para os 40 mil milhões de dólares em 2018, aumentando substancialmente face aos 16 mil milhões previstos de 2013, pelo que as grandes marcas pretendem assim controlar pelo seu lado a possibilidade de lucrar a este nível.
“O risco é que, caso as marcas abdiquem do controlo e alguém mais perceba o modelo de negócio, então perde-se o lucro potencial no futuro”, é citado Friedman Rumpel, vice-presidente da área de estudo automóvel da AlixPartners.














