O conteúdo de marcas fintech encontra-se entre os menos consumidos pelos portugueses na hora de se informarem sobre finanças, poupança ou investimentos, apontou esta segunda-feira uma sondagem realizada pela Gestlifes, intermediadora de crédito online com atuação nacional.
Os grandes meios de comunicação social nacionais são a principal fonte de informação para quem procura aprender a gerir as suas finanças pessoais e desenvolver a sua literacia financeira. O YouTube ocupa o segundo lugar do pódio e logo a seguir estão os pequenos e médios blogs.
Na lista, constam ainda os jornais online internacionais. Os últimos lugares da lista são ocupados pelas redes sociais e, finalmente, pelo conteúdo de marcas de fintech.
“Este resultado deve-se à dúvida sobre a transparência dos conteúdos. Uma barreira legítima mas que tem de ser ultrapassada através de estratégias de visibilidade e criação de confiança delineadas pelas marcas desta área”, explicou João Pereira, CEO da Gestlifes, sublinhando haver ainda um trabalho de conquista de confiança a ser feito pelas empresas que atuam na área de fintech.
Assim, de acordo com dados da sondagem, 10% dos inquiridos não lê sobre finanças, poupança ou investimentos. Destes, 69% não mostra qualquer interesse em começar a fazê-lo; enquanto 32% tem planos para começar a consumir este tipo de conteúdo. Por outro lado, 90% dos inquiridos indicou ler sobre estes temas, sendo que 25% lê diariamente.
No seguimento da grande fatia de indivíduos que indicou ler sobre gestão de finanças pessoais e contrapondo com o reduzido número de pessoas que o faz através de marcas de fintech, João Pereira acrescentou o exemplo da empresa pelo qual é responsável.
“O conteúdo que produzimos é relacionado com a área em que atuamos – economia, gestão de finanças pessoais – mas isso não significa que seja promocional, muito pelo contrário. Escrevemos conteúdos completos que procuram responder às necessidades que prevemos existir sobre os tópicos abordados. Está a faltar-nos passar isto para o consumidor. Dar a conhecer a qualidade e intenção. Compete-nos ser ainda mais estrategas e mudar mindsets”, finalizou o responsável.












