Portugal está novamente em ‘risco muito elevado’ nos mapas do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) sobre decisões de viagens na União Europeia (UE), onde todo todo o país está pintado a vermelho escuro, pela 5.ª semana consecutiva.
Em causa estão os mapas do ECDC de indicadores combinados, abrangendo as taxas de notificação de casos de covid-19 nos últimos 14 dias, o número de testes realizados e o total de positivos, que são atualizados semanalmente, todas as quintas.
Depois de uma semana em que a região Norte registou uma melhoria e passou para o ‘laranja’, um nível menos grave de risco (pela primeira vez em 3 meses), voltou a piorar e a estar pintada de vermelho escuro, em conjunto com todas as outras regiões. Há cinco semanas que o cenário se repete, sem sinais de melhoria.
No resto da Europa depois de na semana passada se observar uma inversão da tendência de desaceleração dos contágios, a situação parece melhorar novamente, voltando a haver uma região pintada de verde, que na semana passada já estava a amarelo.
Estes mapas da agência europeia seguem um sistema de semáforos sobre a propagação da covid-19 na UE, a começar no verde, passando pelo amarelo, laranja e vermelho escuro.
O vermelho escuro é o nível máximo de risco e diz respeito a territórios com taxa cumulativa de notificação de casos de infeção nos últimos 14 dias superior a 300 casos por 100 mil habitantes.
Já o laranja é o segundo nível máximo de risco e diz respeito a territórios com taxa cumulativa de notificação de infeção nos últimos 14 dias entre 100 e 300 casos por 100 mil habitantes.
O amarelo corresponde taxa cumulativa de notificação de infeção nos últimos 14 dias entre 40 e 100 casos por 100 mil habitantes. E o verde, o menos grave diz respeito a menos de 40 casos por 100 mil habitantes.
Os mapas servem de auxílio aos Estados-membros sobre as restrições a aplicar às viagens no espaço comunitário. Em meados de junho, o Conselho da UE adotou uma recomendação para abordagem coordenada nas viagens, propondo que vacinados e recuperados da covid-19 não sejam submetidos a medidas restritivas como quarentenas ou testes.














