Manuel Pinho terá recebido 230 mil euros de consultora que não encontra “evidências” do trabalho realizado

Antigo ministro da Economia do Governo José Sócrates indicou a Roland Berger para elaborar o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) para o Turismo de Portugal

Revista de Imprensa
Setembro 1, 2022
9:29

Manuel Pinho terá recebido 230 mil euros da consultora Roland Berger entre 2010 e 2013, embora não seja possível encontrar “evidências” do trabalho realizado, denunciou esta quinta-feira o jornal online ‘Observador’ – o antigo ministro da Economia, um ano depois de ter saído do Governo de José Sócrates, fundou uma empresa de consultadoria que foi posteriormente contratada por uma subsidiária espanhola da Roland Berger Portugal para prestar serviços de consultadoria na América Latina e África.

No entanto, segundo a consultadora, “não conseguiu encontrar documentação que comprove” os serviços prestados pelo antigo ministro.

Mas, durante o seu mandato à frente do Ministério da Economia, e segundo o jornal online, foi o próprio Manuel Pinho a indicar a Roland Berger para elaborar o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) para o Turismo de Portugal. O contrato custou aos cofres públicos cerca de um milhão de euros entre 2006 e 2008.

Recorde-se que o antigo ministro da Economia foi constituído arguido no âmbito do caso EDP no verão de 2017, por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo. Desde 15 de dezembro, Manuel Pinho está em prisão domiciliária, depois de o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, lhe ter imposto como medida de coação o pagamento de uma caução de 6 milhões de euros, que Pinho disse não ter meios para pagar.

Em causa estão valores pagos pelo Grupo Espírito Santo ao casal Pinho em troca de alegados favorecimentos do então ministro da Economia, Manuel Pinho, num processo que envolve crimes de corrupção ativa e passiva.

Recorde-se que Manuel Pinho recebeu, de forma ocultada às autoridades, uma avença de cerca de 15 mil euros mensais do chamado “saco azul” do Grupo Espírito Santo enquanto foi ministro no Governo de José Sócrates, tendo sido contratado pela BES Africa depois disso, e que Alexandra Pinho trabalhava na altura para o grupo de Salgado, no que o Ministério Público entende serem contrapartidas diretas e indiretas em troca de favores.Em causa estão valores pagos pelo Grupo Espírito Santo ao casal Pinho em troca de alegados favorecimentos do então ministro da Economia, Manuel Pinho, num processo que envolve crimes de corrupção ativa e passiva.

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