Manuel Lopes da Costa, BearingPoint: XVII Barómetro Executive Digest

Deste 17.º questionário do barómetro inferimos que de acordo com os respondentes, a incerteza deu lugar agora à resiliência. Nada de mais verdadeiro, porque de facto só os mais resilientes, só os que conseguirem adaptarem- -se ao “novo normal” apresentando maior flexibilidade e adaptabilidade bem como conhecimento tecnológico é que conseguirão sobreviver. Quanto a este último ponto, há uma clara preferência pelo advance analytics e pela inteligência artificial, algo há cinco anos desconhecido que hoje começa cada vez mais a entrar no léxico das nossas empresas. Assustador é verificar que a larga maioria antevê que só dentro de 12 a 24 meses será possível voltar à normalidade, e que mesmo assim, só através de muito investimento e inovação financiados pela “bazuca” europeia. Preocupante é o facto de mais de 3/4 dos empresários acharem que a administração pública não tem capacidade para fazer chegar rapidamente esses mesmos fundos a quem deles precisa. Por isso não admira que as medidas governamentais mais desejadas são as que reduzem a pressão na tesouraria, ou seja layoff simplificado, moratórias de credito e acesso a novos créditos. Andamos todos moderadamente esperançosos. Ânimo precisa-se.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 181) da Executive Digest, no âmbito da XVII edição do seu Barómetro.



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