Manuel Lopes da Costa, Bearing Point: XIX Barómetro Executive Digest

De forma algo surpreendente, o painel de participantes no barómetro relata que as suas empresas cresceram face ao período homólogo do ano passado, mas também, e aqui pode residir alguma surpresa, face ao período homólogo de 2019. No entanto, não obstante este crescimento homólogo, os respondentes acreditam que só irão atingir o nível económico de anterior à pandemia em 2023 o que é um pouco antagónico. Para atingir esses objectivos a maioria (52,38%) revela a necessidade de melhorar a experiência do cliente como o factor prioritário e que, o PRR tem um impacto pouco relevante, directa ou indirectamente na actividade da empresa. Isto pode ser revelador da realidade das médias e grandes empresas, que são as que maioritariamente participam no painel dado que, como é sabido, o impacto e a importância do PRR para as pequenas empresas portuguesas é muito grande. O teletrabalho é algo que veio para ficar, uma realidade a levar em consideração no futuro embora com maior preponderância nuns sectores mais que outros. Por fim, é quase unânime que o apoio às empresas na saída das moratórias bem como a estabilização fiscal são os dois pontos fundamentais para garantir a solidez da recuperação da nossa economia. Felizmente, com menor ou maior grau de cepticismo todos acreditam na recuperação económica.

Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 185) da Executive Digest, no âmbito da XIX edição do seu Barómetro.



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