“Mantenha a calma e visite a Ucrânia”. País lança campanha turística apesar da ameaça de invasão russa

A fronteira do segundo maior país da Europa está atualmente ocupada por mais de 100 mil militares russos, mas nada disso parece abalar a vontade de o governo ucraniano de incentivar o seu turismo. 

Simone Silva

O conselho de turismo ucraniano está a incentivar os visitantes a “manter a calma e visitar a Ucrânia”, apesar da ameaça iminente de uma invasão russa, avança o ‘Independent’.

A fronteira do segundo maior país da Europa está atualmente ocupada por mais de 100 mil militares russos, mas nada disso parece abalar a vontade de o governo ucraniano de incentivar o seu turismo.

Num comunicado inserido na campanha ‘Visit Ukraine’, o Governo afirma que “não há motivos para pânico”, e que a “situação na fronteira ucraniana permanece sob controlo”.

Assim, os turistas são convidados a visitarem “a majestosa Kiev, a cidade que nunca dorme, Kharkiv, a perfumada Lviv, a aconchegante Chernivtsi, a emocionante Odesa, a poderosa Zaporizhzhia e a incrível Kherson”.

A Ucrânia atrai milhares de turistas todos os anos para as animadas e históricas cidades de Kiev e Odessa.

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Para além disso, o local do desastre nuclear de Chernobyl também atrai muitos turistas sob o que foi classificado de “turismo sombrio”. Uma minissérie de sucesso da HBO em 2019 sobre o incidente reacendeu o interesse pela “atração” incomum.

Contudo, nos últimos dias o país tem sido marcado por um conflito, que ameaça a segurança da nação. As tensões no leste da Ucrânia aumentaram com a morte de quatro soldados ucranianos e a troca de tiros de artilharia e metralhadoras na região de Donetsk.

A crise foi desencadeada com o envio, pela Rússia, de dezenas de milhares de soldados e armamento pesado para a fronteira da Ucrânia, ainda em 2021.

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A Ucrânia e os países ocidentais dizem que esta concentração de forças – que afirmam ultrapassar os 100.000 soldados – indicia que a Rússia pretende invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.

Moscovo tem repetidamente negado essa intenção e acusa os EUA e os seus aliados da NATO de armarem a Ucrânia.

A 18 de janeiro, a Rússia começou também a enviar soldados para a Bielorrússia para exercícios de combate nas fronteiras da UE e da Ucrânia.

Os EUA e a NATO manifestaram o apoio à Ucrânia e reforçaram o envio de equipamento militar para Kiev.

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