Manifestação da Função Pública traz “milhares de trabalhadores” de todo o país a Lisboa esta sexta-feira

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública realiza uma manifestação nacional esta sexta-feira, 20 de maio.

Simone Silva

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública realiza uma manifestação nacional esta sexta-feira, 20 de maio, em Lisboa, que se espera que conte com “milhares de trabalhadores”.

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“Vamos ter milhares de trabalhadores em Lisboa, muitos irão em transportes organizados e outros vêm espontaneamente, nomeadamente na área da Grande Lisboa”, refere Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, à Multinews.

O responsável diz que não tem “números exatos mas vêm autocarros de todo o país, de Faro a Braga, estamos a contar com trabalhadores de todas as regiões de Portugal”.

“Vai ser uma grande ação de luta, vai demonstrar aquilo que é o descontentamento dos trabalhadores da administração pública, que neste momento está muito longe de ser pequeno”, sublinha.

Em causa está, explica, “a proposta de orçamento que nos mantém os salários nos 0,9% ao mesmo tempo que faz crescer rúbricas como aquisição de serviços em 7,5%”.

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“Esses 7,5% representam quase mil milhões de euros. Só esse valor dava para pagar o aumento que exigimos. É uma questão de opção política”, lamenta Sebastião Santana.

Prevê-se que a ação de amanhã afete sobretudo escolas, bem como tribunais e outros serviços centralizados, nomeadamente a Segurança Social. Também os hospitais poderão ser afetados.

Recorde-se que a Frente Comum convocou no passado dia 26 de abril uma manifestação nacional em Lisboa, para esta sexta-feira às 14h30.

Em conferência de imprensa na altura, Sebastião Santana explicou que o objetivo, é “lutar por um aumento de salários que faça face ao aumento do custo de vida, garantir a discussão de matérias fundamentais como a correção da tabela remuneratória única, a questão do sistema de avaliação, da efetiva valorização das carreiras e do reforço das funções sociais do estado e serviços públicos”.

Além do aumento geral dos salários em 90 euros, a Frente Comum reivindica a correção da Tabela Remuneratória Única, o descongelamento efetivo das promoções e das progressões nas posições remuneratórias e a revisão do sistema de avaliação.

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