Mandato de Carlos Costa chega ao fim. Amanhã também é dia de Centeno ir ao Parlamento

O dia 8 de julho ficará marcado pela saída de Carlos Costa do Banco de Portugal e pelo regresso do ex-ministro as Finanças, Mário Centeno, ao Parlamento.

Executive Digest

Esta quarta-feira, dia 8 de julho, Carlos Costa abandona oficialmente o cargo de governador do Banco de Portugal, segundo confirmou fonte oficial do banco central ao ‘DN’/’Dinheiro Vivo’.

Uma década depois (com o primeiro mandato a arrancar no verão de 2010), o percurso do ainda governador chega ao fim mas já se mostrou disponível para ficar em funções até que o seu sucessor esteja encontrado.

Neste mesmo dia, Mário Centeno, o seu mais provável sucessor, vai estar na Comissão de Orçamento e Finanças, no Parlamento, onde será ouvido pelos deputados no âmbito da proposta de designação para o cargo de governador.

Apesar de toda a polémica em torno desta nomeação, com Centeno a deixar a pasta das Finanças mais cedo e mesmo a tempo de substituir Carlos Costa, e mesmo levantando reservas sobre a garantia de independência do supervisor financeiro, conta com o apoio de peso de António Costa e nada deverá impedir a entrada do ex-ministro das Finanças no banco central.

Nem mesmo o projeto de lei do PAN que exige um período de nojo de cinco anos entre a saída do Executivo e passagem para o Banco de Portugal.

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Depois desta audição parlamentar, será elaborado um relatório e só depois é que o Conselho de Ministros poderá designar Centeno para o cargo de governador.

O grupo parlamentar do PS vai elaborar o relatório e o parecer será redigido pelo deputado socialista João Paulo Correia, nomeado relator.

 

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