‘Malagate’, demissão de secretário de Estado ou mães despedidas: Partidos saem sem ‘danos’ nas intenções de voto, revela sondagem

A sondagem aponta para um empate técnico entre o Partido Socialista (PS) e a Aliança Democrática (AD), com uma ligeira vantagem de 0,3 pontos percentuais para os socialistas. O Chega mantém-se como terceira força política, subindo de 14,6% em novembro para 15,2% em janeiro.

Revista de Imprensa

Apesar das recentes polémicas que atingiram diferentes forças políticas, os partidos não sofreram danos de relevo nas intenções de voto, segundo revela o barómetro de janeiro da Intercampus, realizado para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios. Os casos que marcaram o mês – desde o escândalo ‘Malagate’ no Chega, à investigação ao secretário de Estado do governo e à polémica envolvendo mães despedidas no Bloco de Esquerda (BE) – parecem não ter abalado a preferência do eleitorado.

A sondagem aponta para um empate técnico entre o Partido Socialista (PS) e a Aliança Democrática (AD), com uma ligeira vantagem de 0,3 pontos percentuais para os socialistas. O Chega mantém-se como terceira força política, subindo de 14,6% em novembro para 15,2% em janeiro.

Já a Iniciativa Liberal registou uma quebra, passando de 7,5% para 6,1%. O BE manteve-se estável nos 5,2%, enquanto o Livre subiu ligeiramente para 3,4%, um aumento de 0,4 pontos percentuais. CDU e PAN mantiveram-se nos 3%, sem alterações.

Um dos dados mais relevantes da sondagem é o aumento do número de indecisos, que passou de 9,8% para 12,3%, um crescimento de 2,5 pontos percentuais.

Avaliação dos líderes partidários reflete ligeira descida geral
A avaliação dos líderes partidários registou um ligeiro decréscimo, mas sem alterações significativas. Luís Montenegro, que até agora era o único líder com uma nota positiva, viu a sua avaliação cair para um valor neutro de 3,0.

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As descidas mais expressivas foram as de Rui Rocha (Iniciativa Liberal) e Rui Tavares (Livre), que passaram ambos de 2,9 para 2,7 num período de dois meses.

O barómetro foi conduzido entre os dias 21 e 26 de janeiro, precisamente quando estas polémicas estiveram em maior destaque mediático.

Ministra da Saúde continua a ser a governante mais mal avaliada
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, mantém-se como a governante com a pior avaliação, sendo apontada como a pior ministra por 21% dos inquiridos.

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No segundo e terceiro lugares da lista dos mais mal avaliados surgem o ministro da Defesa, Nuno Melo, com 6%, e a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, com 5,5%.

Por outro lado, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, foi considerado o melhor governante por 5,8% dos inquiridos, seguido pelo ministro das Finanças, Miranda Sarmento, com 4,5%, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, com 3,8%. Este último, no entanto, divide opiniões, já que também foi apontado como o pior governante por 4,7% dos participantes.

Queda na avaliação das instituições e do primeiro-ministro
O primeiro-ministro registou a maior queda na avaliação das instituições, passando de uma nota positiva de 3,1 para uma avaliação negativa de 2,9.

As restantes instituições analisadas – Presidente da República, Parlamento e Governo – também registaram ligeiras descidas e mantiveram notas negativas.

O Ministério Público e o Banco de Portugal mantiveram as suas classificações inalteradas, com 2,9 e 3,0, respetivamente. Já a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal de Justiça registaram uma ligeira melhoria, alcançando os 2,9 pontos.

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Apesar do impacto mediático das polémicas, os dados do barómetro sugerem que o eleitorado se mantém relativamente estável nas suas intenções de voto, com as variações mais significativas a refletirem o aumento da indecisão entre os portugueses.

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