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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Jun 2026 17:52:38 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Passageiros ajudam a imobilizar piloto após emergência médica em voo da Air Canada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bordo seguiam 61 passageiros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um voo da Air Canada foi desviado para Boston depois de o comandante ter sofrido uma emergência médica em pleno voo, levando vários passageiros a ajudar a tripulação a imobilizá-lo, segundo relata o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>O incidente ocorreu esta quarta-feira no voo AC7664, uma ligação regional operada pela PAL Airlines, que tinha partido do aeroporto internacional Newark Liberty, nos Estados Unidos, com destino a Halifax, na Nova Escócia, no Canadá. A bordo seguiam 61 passageiros.</p>
<p>De acordo com o testemunho de Rodney McDonald, passageiro que viajava com os filhos, o comandante terá aparentado sofrer uma convulsão, numa altura em que o avião começou a desviar-se de forma repentina em pleno voo.</p>
<p>“No momento em que o avião se desviou, percebi que algo estava errado, porque não era turbulência”, contou McDonald à &#8216;ABC News&#8217;. “Parecia mesmo que alguém tinha mexido bruscamente nos comandos e isso voltou a acontecer várias vezes. Passa-nos tudo pela cabeça, começamos a rezar. Os meus filhos começaram imediatamente a rezar.”</p>
<p>O passageiro relatou ainda que uma assistente de bordo entrou no cockpit de forma apressada e, poucos momentos depois, estava a retirar um dos pilotos da cabine de comando para o corredor do avião.</p>
<p>Segundo McDonald, ele e mais quatro pessoas ajudaram a controlar e a imobilizar o comandante, enquanto o copiloto assumiu o controlo da aeronave e desviou o voo para Boston. O avião aterrou em segurança às 13h37, hora local.</p>
<p>“Trabalhámos para o manter controlado. Foram cerca de 40 minutos bastante exigentes, a mantê-lo imobilizado e a usar o maior número possível de cintos de segurança para prender as pernas, os braços e o peito”, contou o passageiro.</p>
<p>À chegada, equipas de emergência esperavam a aeronave. De acordo com a &#8216;CBS News&#8217;, uma pessoa foi retirada do avião numa maca e transportada de ambulância para o Mass General Hospital. O estado clínico do comandante não foi divulgado.</p>
<p>A Air Canada não confirmou a natureza da emergência médica sofrida pelo piloto. Em comunicado citado pela &#8216;WCVB&#8217;, a companhia aérea afirmou que, “durante o voo, o comandante sofreu um problema médico e foi retirado da cabine de comando de acordo com os protocolos de segurança”. A empresa acrescentou que “o copiloto assumiu o controlo da aeronave e desviou o voo para Boston, onde aterrou em segurança”.</p>
<p>O caso levanta também uma nota de cautela sobre a forma de agir perante uma eventual convulsão. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos recomenda que não se tente imobilizar uma pessoa que possa estar a sofrer uma convulsão nem impedir os seus movimentos, uma vez que isso pode aumentar o risco de lesões. A recomendação é manter a calma, permanecer junto da pessoa e afastar objetos próximos que possam causar ferimentos.</p>
<p>Ainda assim, segundo McDonald, uma enfermeira registada que seguia a bordo ajudou a prestar assistência ao piloto e a orientar os passageiros. O passageiro elogiou também a atuação dos assistentes de bordo, afirmando que a tripulação conseguiu manter a calma durante o incidente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782622]]></sapo:autor>
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		<title>Pequeno, elétrico e português: o BEN vai trabalhar para a Lufthansa nos aeroportos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pequeno-eletrico-e-portugues-o-ben-vai-trabalhar-para-a-lufthansa-nos-aeroportos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:48:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Lufthansa Ground Services Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A parceria entre a Lufthansa Ground Services Portugal e o CEiiA prevê a utilização de uma frota de veículos elétricos BEN em operações de apoio de rampa às aeronaves e em serviços personalizados de assistência em escala]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Lufthansa Ground Services Portugal escolheu o BEN, o primeiro carro elétrico desenvolvido de raiz em Portugal pelo CEiiA, para integrar a sua operação de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa e do Porto. O veículo será testado em setembro, com entrada em operação prevista para 2027.</p>
<p>A parceria entre a Lufthansa Ground Services Portugal e o CEiiA prevê a utilização de uma frota de veículos elétricos BEN em operações de apoio de rampa às aeronaves e em serviços personalizados de assistência em escala. Segundo as entidades, é a primeira vez que um grupo aéreo da dimensão da Lufthansa adota o veículo português, projetando a engenharia nacional no contexto da mobilidade aeroportuária europeia.</p>
<p>O BEN foi desenvolvido como uma solução elétrica, compacta e digital, pensada para ambientes onde a agilidade e a eficiência operacional são determinantes. Com cerca de 2,5 metros de comprimento, até três lugares e capacidade de carga entre 100 e 400 litros, o veículo foi concebido para circular em espaços restritos, como áreas aeroportuárias, zonas técnicas e infraestruturas com elevada exigência logística.</p>
<p>Já homologado pela União Europeia, o BEN pode circular em todos os Estados-membros. O veículo integra ainda um contador de emissões de dióxido de carbono evitadas, que mede em tempo real o impacto ambiental positivo da sua utilização.</p>
<p>A partir de uma plataforma digital, o BEN permite também uma gestão otimizada da operação, incluindo a personalização em tempo real no transporte de passageiros em escala nos aeroportos. Para a Lufthansa Ground Services Portugal, esta dimensão tecnológica será aplicada tanto no apoio operacional às aeronaves como em serviços personalizados de assistência.</p>
<p>A Lufthansa Ground Services Portugal é a primeira empresa portuguesa totalmente detida pelo Lufthansa Group. Com sede no Porto e uma equipa de mais de 360 profissionais, presta apoio operacional a mais de 350 aeroportos e agentes de handling em todo o mundo, através de um modelo de gestão remota de estações desenvolvido a partir de Portugal.</p>
<p>A introdução do BEN na operação da LGSP pretende reforçar a aposta da empresa em inovação, eficiência e descarbonização. Os serviços de assistência em escala implicam deslocações constantes entre aeronaves, terminais e áreas operacionais, e a utilização de um veículo elétrico, compacto e modular poderá contribuir para reduzir o consumo energético, os custos de operação e a pegada ambiental.</p>
<p>A parceria contempla ainda o uso da tecnologia AYR, desenvolvida pelo CEiiA, para promover a neutralidade carbónica nas operações da companhia, com potencial de replicação noutros aeroportos e infraestruturas em Portugal e na Europa.</p>
<p>“A parceria com a Lufthansa Ground Services Portugal é uma excelente oportunidade para o nosso BEN mostrar o potencial para contribuir para uma mobilidade mais sustentável nos aeroportos e em outras infraestruturas em Portugal e toda a Europa”, afirma Helena Silva, CTO do CEiiA.</p>
<p>O acordo associa também as emissões evitadas pela utilização do BEN à Help Alliance Portugal. O valor dos créditos de carbono gerados poderá ser devolvido às comunidades locais, através do financiamento de projetos com impacto social.</p>
<p>A Help Alliance, organização sem fins lucrativos do Lufthansa Group, inaugura esta segunda-feira, na Casa da Música, no Porto, a sua primeira associação fora da Alemanha. A Help Alliance Portugal nasce com a missão de promover a educação, a inclusão social e a criação de oportunidades para crianças, jovens e comunidades vulneráveis.</p>
<p>Segundo o comunicado, 100% dos donativos angariados pela Help Alliance Portugal serão aplicados diretamente nos projetos, uma vez que os custos administrativos são suportados pelas empresas do Lufthansa Group.</p>
<p>“Escolher o BEN foi uma decisão estratégica e, ao mesmo tempo, uma declaração de confiança no melhor que se faz em Portugal. Queremos descarbonizar a nossa operação em terra sem abdicar de eficiência, e o BEN responde exatamente a esse desafio. Mais importante ainda: cada emissão evitada converte-se em valor que devolvemos às comunidades através da Help Alliance Portugal”, afirma Paulo Geisler, CEO da Lufthansa Ground Services Portugal.</p>
<p>O acordo entre a LGSP e o CEiiA será assinado a 29 de junho, na Casa da Música, no Porto, numa cerimónia que junta a inauguração oficial da Help Alliance Portugal, a assinatura do protocolo de cooperação com o CEiiA e a apresentação e demonstração do veículo BEN.</p>
<p>A ambição de longo prazo passa também pelo investimento social. Até 2029, a Help Alliance Portugal prevê investir mais de 500 mil euros em projetos sociais no país, incluindo o apoio à Associação Bagos d’Ouro, na região do Douro, o programa Her Story Lab com a Associação MEERU, no Porto, e o Impact Lab de inovação social, que regressa em 2026 em parceria com a Porto Business School.</p>
<p>Com esta parceria, o BEN passa a integrar um ecossistema que cruza mobilidade elétrica, eficiência aeroportuária, descarbonização e impacto social, ligando a operação em terra da Lufthansa Ground Services Portugal a projetos de apoio às comunidades.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782617]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: ONU aponta para mais de 50.000 desaparecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:45:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O coordenador das operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, estimou hoje que mais de 50 mil pessoas estarão desaparecidas na sequência dos dois sismos que devastaram a Venezuela, advertindo que o número de mortos deverá "aumentar consideravelmente".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O coordenador das operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, estimou hoje que mais de 50 mil pessoas estarão desaparecidas na sequência dos dois sismos que devastaram a Venezuela, advertindo que o número de mortos deverá &#8220;aumentar consideravelmente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Trata-se de uma operação de socorro extremamente complexa. Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas e mais de 500 morreram. A busca nos escombros representa, por isso, uma tarefa colossal&#8221;, declarou Tom Fletcher, em declarações a agência noticiosa France-Presse (AFP) em Genebra.</P><br />
<P>&#8220;Naturalmente que existe também a ameaça de réplicas, pelo que as equipas de socorro trabalham em condições de enorme complexidade&#8221;, acrescentou o também subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários.</P><br />
<P>O mais recente balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta para pelo menos 589 mortos, mas a dimensão da destruição observada pelos jornalistas da AFP faz antever um número de vítimas mortais muito superior.</P><br />
<P>A título de comparação, sismos de magnitude semelhante provocaram mais de 200.000 mortos no Haiti, em janeiro de 2010, 73.000 mortos na Caxemira, em outubro de 2005, e cerca de 53.500 mortos na fronteira entre a Turquia e a Síria, em fevereiro de 2023.</P><br />
<P>&#8220;Cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas. A nossa missão é encontrar o maior número possível de sobreviventes e manter o número de mortos o mais baixo possível, mas é evidente que esse número vai aumentar consideravelmente&#8221;, reconheceu Fletcher.</P><br />
<P>Equipas de busca e salvamento provenientes de, pelo menos, 17 países estão a ser mobilizadas para participar nas operações de procura de sobreviventes, adiantou Fletcher.</P><br />
<P>&#8220;Temos atualmente 35 equipas destacadas no terreno. Isso representa mais de 1.600 operacionais especializados em busca e salvamento urbano e mais de 100 cães de salvamento&#8221;, precisou.</P><br />
<P>No terreno, sublinhou a ONU, estão já equipas de resgate do Chile, Colômbia, El Salvador, Espanha, Itália, México, Suíça e Estados Unidos.</P><br />
<P>Portugal, Reino Unido, República Checa, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos e Qatar estão igualmente a mobilizar equipas adicionais para reforçar as operações de busca.</P><br />
<P>&#8220;Estamos também a utilizar drones para aceder a edifícios inacessíveis às pessoas e localizar sobreviventes. Trata-se, por isso, de uma operação de grande envergadura&#8221;, acrescentou o responsável da ONU.</P><br />
<P>Também a partir da cidade suíça de Genebra, as agências das Nações Unidas e outras organizações humanitárias apelaram hoje à solidariedade, defendendo a necessidade de um &#8220;acesso humanitário rápido e sem entraves&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O povo venezuelano precisa de solidariedade agora. A comunidade internacional não deve permitir que esta emergência se transforme numa tragédia humana ainda maior&#8221;, advertiu, em comunicado, o Comité Permanente Interagências (IASC, na sigla em inglês), que reúne organizações não-governamentais (ONG) e agências da ONU.</P><br />
<P>Segundo o comité, a catástrofe &#8220;agrava uma situação humanitária já muito difícil&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mesmo antes dos sismos, milhões de pessoas em toda a Venezuela enfrentavam insegurança alimentar, o colapso dos serviços de saúde, riscos em matéria de proteção e acesso limitado aos serviços básicos. Para muitas comunidades já vulneráveis, este novo choque é catastrófico&#8221;, referiu o mesmo comunicado.</P><br />
<P>Recordando que as organizações humanitárias estão a colaborar na avaliação das necessidades e na prestação de ajuda vital, o IASC defendeu que &#8220;o acesso humanitário rápido e sem entraves, condições operacionais seguras e uma partilha transparente de informação são essenciais para que a ajuda chegue às pessoas que mais necessitam&#8221;.</P><br />
<P>O comité exortou igualmente &#8220;todas as autoridades competentes a facilitar as operações humanitárias&#8221; e a permitir &#8220;uma coordenação íntegra, inclusiva e eficaz, garantindo, ao mesmo tempo, que as mulheres e as raparigas tenham acesso prioritário aos serviços&#8221;.</P><br />
<P>O IASC apelou ainda à comunidade internacional para que &#8220;atue de forma rápida e decisiva, disponibilizando financiamento flexível e atempado para reforçar a resposta de emergência, incluindo abrigo, alimentação, cuidados de saúde, proteção, água e saneamento, bem como apoio psicossocial&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782598]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Militar da GNR efetua disparos para o ar no Centro de Formação de Portalegre: Luís Neves estava presente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:44:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Formação de Portalegre]]></category>
		<category><![CDATA[GNR]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Um militar da GNR efetuou hoje disparos para o ar, com a arma de serviço, nas instalações do Centro de Formação de Portalegre, sem causar "quaisquer feridos ou danos materiais", segundo fonte daquela força de segurança. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um militar da GNR efetuou hoje disparos para o ar, com a arma de serviço, nas instalações do Centro de Formação de Portalegre, sem causar &#8220;quaisquer feridos ou danos materiais&#8221;, segundo fonte daquela força de segurança.</p>
<p>Questionada pela Lusa sobre este caso, a Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR indicou que o episódio ocorreu &#8220;durante a manhã&#8221; de hoje e que o militar da guarda se encontrava em serviço interno no centro de formação.</p>
<p>O Ministro da Administração Interna esteve hoje em Portalegre na da cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR.</p>
<p>No entanto, a cerimónia decorreu no Estádio Municipal de Portalegre, que fica numa zona da cidade distinta e ainda longe do Centro de Formação da Guarda, onde o militar efetuou os disparos.</p>
<p>Nas informações enviadas à Lusa, a GNR explicou que o militar, no momento dos disparos, &#8220;aparentava instabilidade do foro psicológico&#8221;, e após o incidente, foi de &#8220;imediato acompanhado&#8221; pelos serviços clínicos da guarda, tendo a situação sido prontamente controlada&#8221;.</p>
<p>Uma outra fonte policial contactada pela Lusa acrescentou que o militar que efetuou os disparos foi &#8220;encaminhado para internamento compulsivo, numa unidade hospitalar em Lisboa&#8221;.</p>
<p>Sem especificar se Luís Neves assistiu ou não a estes factos, a GNR apenas esclareceu que a ocorrência &#8220;foi de imediato&#8221; comunicada às entidades competentes, nomeadamente à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público.</p>
<p>A Rádio Renascença adiantou que, após a cerimónia, o ministro da Administração Interna almoçou com o Comandante-Geral da GNR no Centro de Formação de Portalegre quando o incidente ocorreu.</p>
<p>A Lusa contactou mais fontes da GNR, mas não foi possível obter, até ao momento, esclarecimentos adicionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782599]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Petróleo Brent recua para níveis pré-conflito ao cotar-se a 71,82 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:42:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo Brent]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em agosto, caiu 4,57% para 71,82 dólares por barril, depois de ter recuado mais de 5%, regressando a valores pré-conflito no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em agosto, caiu 4,57% para 71,82 dólares por barril, depois de ter recuado mais de 5%, regressando a valores pré-conflito no Médio Oriente. </P><br />
<P>Por volta das 16:05 GMT, o crude West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês, recuou 4,05% para 69,01 dólares por barril, com o mercado a manter o otimismo em relação à circulação no estreito de Ormuz, apesar da suspensão do plano de evacuação da Organização Marítima Internacional (OMI). </P><br />
<P>Antes de ser suspenso, na sequência de um ataque contra um cargueiro ao largo de Omã, a OMI anunciou que o plano permitiu que 115 navios e 2.500 marinheiros abandonassem o Golfo Pérsico. </P><br />
<P>&#8220;Embora tenhamos interrompido a evacuação, alguns navios continuam a transitar pela parte sul do estreito de Ormuz&#8221;, afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, numa conferência de imprensa.</P><br />
<P>Depois da passagem de 57 navios na quarta-feira &#8212; incluindo petroleiros, navios-tanque de gás e outros que transportavam mercadorias como fertilizantes &#8212;, pelo menos outros 42 navios atravessaram o estreito na quinta-feira, de acordo com a plataforma de rastreio Kpler. </P><br />
<P>O fluxo é muito maior do que o observado durante toda a duração da guerra no Médio Oriente e, apesar do ataque de quinta-feira, &#8220;o tráfego marítimo (&#8230;) continua com poucas interrupções&#8221;, estando a incentivar a descida dos preços, segundo explicaram analistas da IG citados pela AFP.</P><br />
<P>&#8220;A libertação dos barris bloqueados criou um excesso de oferta temporário de curto prazo que os mercados físicos precisam de absorver&#8221;, avançou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.</P><br />
<P>Além disso, as reservas de crude continuam a alimentar o mercado, a procura chinesa mantém-se abaixo dos níveis anteriores à guerra, e os Estados Unidos levantaram as sanções ao comércio de hidrocarbonetos pelo Irão. </P><br />
<P>O Iraque também solicitou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) um aumento das quotas de produção para compensar as perdas sofridas durante a guerra no Médio Oriente, anunciou o Ministério do Petróleo iraquiano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782604]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Está mais irritado com o calor? A ciência explica&#8230;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/esta-mais-irritado-com-o-calor-a-ciencia-explica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:41:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[À medida que as temperaturas extremas se tornam mais frequentes na Europa, os especialistas alertam que nem todas as pessoas reagem da mesma forma ao calor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As vagas de calor têm efeitos conhecidos no corpo, da desidratação às queimaduras solares, mas o impacto das temperaturas extremas não fica apenas pela saúde física. O calor intenso pode também afetar a saúde mental, aumentando a irritabilidade, a ansiedade, a agressividade e até a procura de cuidados de urgência por problemas psicológicos.</p>
<p>À medida que as temperaturas extremas se tornam mais frequentes na Europa, os especialistas alertam que nem todas as pessoas reagem da mesma forma ao calor. Em declarações à &#8216;Euronews Health&#8217;, Susan Albers, psicóloga clínica na Cleveland Clinic, explicou que a investigação mostra um aumento dos níveis de agressividade, violência e agressividade ao volante nos dias mais quentes.</p>
<p>O desconforto físico é uma das explicações. Quando o corpo está demasiado quente, a capacidade de tolerância diminui e as reações emocionais tornam-se mais rápidas. “Quando estamos fisicamente desconfortáveis, temos menos paciência, ficamos mais irritáveis e reagimos mais depressa do ponto de vista emocional”, explicou Albers.</p>
<p>A psicóloga acrescenta que o cérebro também fica sob pressão. Em situações de stress térmico, parte dos recursos do organismo é desviada para tentar manter o corpo fresco, o que deixa menos margem para a concentração, o autocontrolo e a regulação emocional.</p>
<p>A hidratação é, por isso, uma das principais medidas de proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em períodos de calor intenso é recomendável beber líquidos regularmente, cerca de um copo de água por hora e pelo menos dois a três litros por dia.</p>
<p>Quando o corpo está desidratado, perde capacidade de regular a temperatura e podem surgir sonolência, tonturas e dores de cabeça. Mas a desidratação também interfere com o funcionamento do cérebro. “Mesmo uma desidratação ligeira pode afetar as partes do cérebro responsáveis pela atenção, pela tomada de decisões e pela gestão das emoções. Pode sentir-se mais ansioso, confuso ou irritável antes mesmo de perceber que tem sede”, referiu Albers.</p>
<p>Entre as medidas simples para aliviar o desconforto estão beber algo fresco, procurar ambientes mais frescos e aplicar um pano frio ou uma bolsa de gelo em zonas onde os vasos sanguíneos estão mais próximos da pele, como o pescoço, os pulsos e os tornozelos. “O excesso de calor pode deixar o cérebro demasiado estimulado. Se der por si mais irritável, ansioso ou com uma sensação de sobrecarga, mude de ambiente”, recomendou a especialista.</p>
<p>O sono é outro fator decisivo. Durante as ondas de calor, as chamadas noites tropicais, em que a temperatura não desce abaixo dos 20 ºC, impedem muitas vezes o corpo de recuperar. Embora sejam mais comuns em climas quentes, este fenómeno tem-se tornado mais frequente também em países europeus tradicionalmente mais frios.</p>
<p>É durante a noite que o organismo deveria baixar a temperatura interna, descansar o sistema cardiovascular e reduzir o stress acumulado ao longo do dia. Quando a temperatura permanece elevada, essa recuperação fica comprometida.</p>
<p>“Quando dormimos, a temperatura central do corpo desce, o sistema cardiovascular repousa e o stress acumulado ao longo de um dia quente começa a diminuir”, explicou Armel Castellan, conselheiro técnico para serviços em situações de calor extremo na Organização Meteorológica Mundial e na OMS.</p>
<p>Uma má noite de sono pode, por si só, desencadear alterações de humor e dificultar a regulação emocional. A falta de descanso aumenta a reatividade, reduz a paciência e diminui a capacidade de lidar com frustrações quotidianas.</p>
<p>As pessoas com perturbações de saúde mental estão entre os grupos mais vulneráveis ao calor extremo. Estudos anteriores associaram as temperaturas elevadas a efeitos imediatos e diferidos, incluindo maior risco de suicídio e agravamento de sintomas de esquizofrenia, ansiedade, depressão e perturbações relacionadas com o consumo de substâncias.</p>
<p>No caso da ansiedade, o calor pode criar um ciclo difícil de controlar. Sensações físicas comuns em situações de sobreaquecimento, como batimentos cardíacos acelerados, transpiração ou falta de ar, são semelhantes às manifestações da própria ansiedade. Isso pode levar algumas pessoas a interpretar o desconforto térmico como sinal de crise, intensificando ainda mais os sintomas.</p>
<p>Há ainda cuidados acrescidos para quem toma medicação. Alguns antidepressivos, estimulantes, anti-histamínicos e medicamentos para a tensão arterial podem dificultar a capacidade do corpo para se arrefecer ou aumentar o risco de desidratação. Em certos casos, o calor e a desidratação podem também alterar a eficácia dos tratamentos ou aumentar a probabilidade de efeitos secundários.</p>
<p>Os especialistas recomendam, por isso, atenção redobrada aos sinais físicos e emocionais durante períodos de calor extremo. Irritabilidade fora do habitual, ansiedade, confusão, fadiga, dificuldade de concentração ou sensação de sobrecarga podem ser sinais de que o corpo e o cérebro estão sob pressão térmica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782602]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 15, revela Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Subiu para 15 o número de mortos portugueses e lusodescendentes na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela, anunciou hoje, em Beja, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Subiu para 15 o número de mortos portugueses e lusodescendentes na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela, anunciou hoje, em Beja, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.</p>
<p>O secretário de Estado falava aos jornalistas, na base aérea de Beja, antes da partida &#8211; prevista entre entre as 19:30 e as 20:00 &#8211; de dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa que transportam um total de 64 pessoas.</p>
<p>Seguem ainda a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, referiu o governante.</p>
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		<title>Chega vai pedir fiscalização da constitucionalidade da PSU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:19:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O líder do Chega anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder do Chega anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.</p>
<p>&#8220;O Chega vai pedir, caso não seja possível antes, logo que entre em vigor a legislação, a sua fiscalização abstrata sucessiva ao Tribunal Constitucional nesta questão específica da obrigatoriedade de doentes com cancro, portugueses, serem obrigados a trabalhar para receberem subsídios em Portugal&#8221;, afirmou.</p>
<p>O anúncio foi feito por André Ventura em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.</p>
<p>Na quinta-feira, o Parlamento aprovou, na generalidade e em votação final global, a proposta de lei que autoriza o Governo a criar a PSU, após um acordo entre PSD/CDS-PP e PS. O Chega foi um dos partidos que votou contra.</p>
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		<title>&#8220;O Brexit falhou”: antigo primeiro-ministro britânico quer Reino Unido de volta ao mercado único da UE em cinco anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antigo líder conservador apelou ao Governo britânico para ser “honesto” com os cidadãos sobre os danos provocados pelo Brexit e defendeu que uma aproximação à Europa deve estar no centro da ação do próximo primeiro-ministro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O antigo primeiro-ministro britânico John Major defendeu que o Reino Unido deve regressar ao mercado único da União Europeia nos próximos cinco anos, numa crítica dura ao impacto do Brexit e aos responsáveis pela campanha que levou à saída britânica do bloco europeu.</p>
<p>Em entrevista ao &#8216;The Independent&#8217;, a propósito do 10º aniversário do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, o antigo líder conservador apelou ao Governo britânico para ser “honesto” com os cidadãos sobre os danos provocados pelo Brexit e defendeu que uma aproximação à Europa deve estar no centro da ação do próximo primeiro-ministro.</p>
<p>“O objetivo nos próximos cinco anos deve ser regressar ao mercado único”, afirmou John Major. O antigo chefe do Governo britânico reconheceu, contudo, que esse caminho teria custos políticos e exigiria uma explicação clara ao eleitorado. “Teremos de ser absolutamente honestos com o povo britânico. Se voltarmos ao mercado único, teremos de dizer: estes são os ganhos que propomos e este é o preço que teremos de pagar.”</p>
<p>A adesão ao mercado único implicaria aceitar um conjunto alargado de regras europeias e o regresso da liberdade de circulação de pessoas entre o Reino Unido e a União Europeia, dois pontos que continuam politicamente sensíveis no debate britânico. Ainda assim, Major considera que esse passo seria essencial para reparar a relação com a Europa e poderia abrir caminho, a longo prazo, a um eventual regresso pleno à UE.</p>
<p>Na entrevista, John Major lançou críticas severas aos líderes da campanha pró-Brexit, incluindo Nigel Farage, Boris Johnson e Michael Gove. Recordando a promessa de que o Reino Unido ficaria com “todas as cartas” depois da saída da União Europeia, o antigo primeiro-ministro respondeu: “As únicas cartas que tinham eram cartas de despedimento para pessoas que perderam o emprego.”</p>
<p>Para Major, a ideia de “retomar o controlo” foi apenas um slogan vazio. O antigo primeiro-ministro acusou os defensores do Brexit de terem prometido uma “terra de leite e mel”, mas afirmou que, na prática, milhões de pessoas acabaram prejudicadas.</p>
<p>O antigo líder conservador, que esteve em Downing Street entre 1990 e 1997, defendeu que todos os cidadãos britânicos estão financeiramente pior por causa do Brexit. Major citou análises recentes do Banco de Inglaterra segundo as quais a economia britânica será hoje entre 6% e 8% mais pequena devido à saída da União Europeia.</p>
<p>Mesmo usando a estimativa mais baixa, afirmou, o Reino Unido perdeu cerca de 100 mil milhões de libras, aproximadamente 117 mil milhões de euros, em comércio por ano. Segundo Major, essa perda teria gerado cerca de 40 mil milhões de libras, cerca de 47 mil milhões de euros, em receitas fiscais anuais para o Tesouro britânico. Com essa verba, acrescentou, muitas decisões difíceis e impopulares tomadas nos últimos anos poderiam ter sido evitadas.</p>
<p>John Major criticou ainda as promessas que classificou como “impossíveis” feitas pelos defensores do Brexit, nomeadamente em torno da soberania. “Sabemos quem são os perdedores. São todas as carteiras, todas as bolsas e todos os balanços do país. Só há um país no mundo que é completamente soberano, e esse país é a Coreia do Norte”, afirmou.</p>
<p>O antigo primeiro-ministro disse acreditar que muitos defensores do Brexit sabem, “no seu íntimo”, que a saída da União Europeia falhou. “Se ao fim de dez anos se continua a tentar fazer do Brexit um sucesso, está-se a admitir tacitamente que até agora falhou. Falhou até agora e penso que continuará a falhar”, declarou.</p>
<p>Major disse ainda manter-se “zangado” com a forma como o voto no referendo foi condicionado por promessas sobre as consequências da saída da União Europeia. Para o antigo primeiro-ministro, foi transmitida aos eleitores a ideia de que o país ficaria mais forte e mais soberano, algo que, na sua opinião, não aconteceu.</p>
<p>Apesar de defender uma reaproximação profunda à Europa, John Major reconheceu que não existe uma perspetiva “iminente” de regresso pleno do Reino Unido à União Europeia. Ainda assim, considera que a mudança virá da próxima geração. Segundo o antigo primeiro-ministro, a maioria dos votos a favor da saída veio de eleitores mais velhos, enquanto as gerações mais jovens tendem a ter uma posição mais favorável à Europa.</p>
<p>Major afirmou que 68% dos britânicos consideram hoje que sair da União Europeia foi um erro, contra 32% que mantêm a posição contrária. “Penso que voltaremos à Europa”, disse, embora admita que as negociações seriam difíceis e teriam de ser feitas de forma gradual.</p>
<p>“Teremos de avançar devagar e garantir que todos estão plenamente envolvidos. Por isso, não é cedo demais para começar a defender esse caminho, porque levará muito tempo”, afirmou.</p>
<p>Na mesma entrevista, John Major criticou também o Reform UK, partido liderado por Nigel Farage, acusando-o de oferecer apenas “hostilidade crua” e pouca “positividade”. Para o antigo primeiro-ministro, o partido não oferece inspiração nem esperança e depende sobretudo do tema da imigração.</p>
<p>Major exigiu ainda que Farage esclareça melhor uma doação de cinco milhões de libras, cerca de 5,9 milhões de euros, recebida do milionário britânico Christopher Harborne, ligado ao setor das criptomoedas e residente fora do Reino Unido. O antigo primeiro-ministro afirmou que, por ser uma figura pública que ambiciona chegar ao poder, Farage deve explicar se existem ou não obrigações associadas a esse apoio financeiro.</p>
<p>Para Major, a dimensão da doação justifica escrutínio público. O antigo primeiro-ministro comparou o valor ao rendimento total de cinco vidas de trabalho de cidadãos que recebam cerca de 20 mil libras por ano depois de impostos e contribuições. “Se eu recebesse cinco milhões de libras, acho que me sentiria um pouco obrigado perante o doador. Então, o que se passa?”, questionou.</p>
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		<title>Venezuela/Sismo: Missão portuguesa parte ao fim da tarde de Beja em aviões da Força Aérea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:07:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A missão portuguesa para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após os sismos na Venezuela parte hoje ao fim da tarde de Beja, com os 64 elementos transportados em dois aviões da Força Aérea, anunciou o Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A missão portuguesa para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após os sismos na Venezuela parte hoje ao fim da tarde de Beja, com os 64 elementos transportados em dois aviões da Força Aérea, anunciou o Governo.</p>
<p>Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) refere que Portugal acionou &#8220;a força conjunta nacional para apoiar a missão de busca, salvamento e primeiros socorros na Venezuela na sequência dos sismos que abalaram a região&#8221;.</p>
<p>O MNE avança que está previsto que dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa saiam hoje à tarde, entre as 19:30 e as 20:00 (hora apenas indicativa), da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando os 64 elementos que fazem parte da missão portuguesa.</p>
<p>Fazem parte da força conjunta elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que reúnem &#8220;capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência&#8221;, segundo o MNE.</p>
<p>O ministério tutelado por Paulo Rangel indica também que seguem a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas.</p>
<p>O MNE refere ainda que a cooperação portuguesa resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde.</p>
<p>Em declarações à Lusa, o segundo comandante nacional de emergência e proteção civil, José Ribeiro, afirmou que os elementos da missão têm &#8220;muita experiência&#8221; em cenários de sismos.</p>
<p>Segundo José Ribeiro, o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.</p>
<p>Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela.</p>
<p>Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Segundo o último balanço oficial, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, com 38 segundos de intervalo, provocaram pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital, Caracas, e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<title>Barragem de Alvorninha apta a funcionar em pleno 20 anos depois de concluída</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:04:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Barragem de Alvorninha, nas Caldas da Rainha, que há duas décadas estava condicionada por problemas de impermeabilização, já pode trabalhar em pleno, informou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Barragem de Alvorninha, nas Caldas da Rainha, que há duas décadas estava condicionada por problemas de impermeabilização, já pode trabalhar em pleno, informou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).</p>
<p>A comissão indicou ter concluído o processo que &#8220;permite a entrada em fase de exploração sem restrições da Barragem de Alvorninha&#8221;, localizada na freguesia com o mesmo nome, no concelho das Caldas da Rainha, distrito de Leiria.</p>
<p>A barragem estava concluída desde 2005, mas funcionava há duas décadas com limitações na sua cota de enchimento, devido a problemas de impermeabilização, detetados depois de concluída a estrutura.</p>
<p>A autorização para o funcionamento em pleno &#8220;foi concedida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no dia 01 de junho, na sequência de uma visita de inspeção realizada após o reenchimento da albufeira&#8221;, informou a CCDRLVT em comunicado.</p>
<p>A inspeção foi solicitada pela comissão, enquanto dona da obra, depois de assumir competências na área da Agricultura e Pescas, em 2024, e contou com a intervenção da APA e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).</p>
<p>Com esta decisão, a barragem &#8220;passa finalmente a poder desempenhar em pleno as funções para as quais foi projetada, nomeadamente o apoio ao abastecimento de água para rega no aproveitamento hidroagrícola de Alvorninha, com particular importância para os agricultores da região e para a atividade frutícola do Oeste&#8221;.</p>
<p>Com um investimento superior a seis milhões de euros, a barragem e a respetiva rede de rega foram concluídas em 2005, devendo a albufeira conseguir armazenar um volume de 711 mil metros cúbicos de água, numa área inundada de 11,8 hectares.</p>
<p>A barragem deveria ainda permitir um escoamento até 823 mil metros cúbicos num ano, possibilitando que a rede de rega distribuísse água por 127 hectares de terrenos, em benefício de duas centenas de agricultores das freguesias de Alvorninha, Vidais e Salir de Matos, todas no concelho das Caldas da Rainha.</p>
<p>Porém, após o primeiro enchimento, na sequência de uma inspeção realizada pelo LNEC em 2006, foi determinada pelo então Instituto da Água uma limitação à cota de armazenamento da albufeira, que não deveria ultrapassar os 93 metros.</p>
<p>Esta limitação impediu a utilização da infraestrutura em toda a sua capacidade, tendo posteriormente sido desenvolvido um projeto de reforço da cortina de fundação da barragem, aprovado e apoiado no âmbito do PRODER &#8212; Programa de Desenvolvimento Rural.</p>
<p>A conclusão da empreitada, em 2024, permitiu iniciar um novo processo de reenchimento da albufeira, acompanhado pela CCDRLVT, com supervisão técnica e análise periódica dos dados recolhidos.</p>
<p>Em abril deste ano, &#8220;foi concluído o último patamar de enchimento, correspondente ao nível pleno de armazenamento&#8221;, informou hoje o organismo público, explicando &#8220;a água pode ser armazenada na albufeira em condições normais de exploração, garantindo a segurança da infraestrutura e a gestão eficiente dos recursos hídricos&#8221;.</p>
<p>A autorização agora concedida confirma que a Barragem de Alvorninha &#8220;reúne as condições necessárias para funcionar em plena capacidade, reforçando a disponibilidade de água para rega e contribuindo para o desenvolvimento agrícola deste território do Oeste&#8221;, conclui a CCDRLVT.</p>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa e segue tendência negativa da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:04:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,23% para 9.136,18 pontos, em linha com a tendência negativa da restante Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,23% para 9.136,18 pontos, em linha com a tendência negativa da restante Europa.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, 10 desceram e seis subiram.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Semapa, que totalizou menos 1,86% para 21,20 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Frankfurt retrocedeu 1,29%, Paris 0,55%, Madrid 0,45% e Londres 0,21%.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782529]]></sapo:autor>
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		<title>Sindicato acusa ANA/VINCI de desrespeitar negociação salarial e admite greve se impasse continuar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SITAVA]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) afirma que a atualização salarial "é justa", mas considera "inaceitável" o método seguido pela concessionária dos aeroportos nacionais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O SITAVA acusou hoje a ANA/VINCI de tentar contornar a negociação coletiva, após uma atualização salarial por ato de gestão, e admitiu greve se o impasse no acordo de empresa continuar.</p>
<p>Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) afirma que a atualização salarial &#8220;é justa&#8221;, mas considera &#8220;inaceitável&#8221; o método seguido pela concessionária dos aeroportos nacionais.</p>
<p>&#8220;A ANA Aeroportos anunciou ontem [quinta-feira] em comunicado que decidiu implementar, por ato de gestão, uma atualização salarial para os seus trabalhadores&#8221;, refere o SITAVA, sustentando que os trabalhadores &#8220;merecem esta atualização e muito mais&#8221;.</p>
<p>Contactado pela Lusa para esclarecer o valor em causa, fonte oficial do SITAVA disse desconhecer o montante do aumento salarial decidido pela empresa.</p>
<p>Questionada sobre a possibilidade de greve, a mesma fonte oficial adiantou que, nesta fase, não. &#8220;Mas se o impasse na negociação do acordo de empresa (AE) se mantiver, tudo pode acontecer&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para o sindicato, o anúncio revela &#8220;o profundo desprezo da ANA/VINCI pelos trabalhadores, pelos sindicatos e pelo próprio processo negocial&#8221;.</p>
<p>No mesmo comunicado, o SITAVA afirma ter enviado à empresa propostas de atualização salarial no início do ano e diz que, perante a &#8220;total ausência de resposta&#8221;, decidiu desencadear um processo na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).</p>
<p>Segundo a estrutura sindical, a empresa &#8220;em vez de assumir as responsabilidades a que estava obrigada, fugiu ao processo, atrasou tudo o que pôde, apresentou justificações que enganaram o Governo e tentou transformar uma obrigação negocial num mero ritual burocrático&#8221;.</p>
<p>&#8220;Agora, depois de meses de recusa à negociação, a ANA/VINCI aparece com um ato de gestão como se estivesse a fazer um favor aos trabalhadores. Não está&#8221;, acusa o sindicato.</p>
<p>O SITAVA considera que a empresa está a tentar &#8220;esvaziar o papel dos sindicatos&#8221;, &#8220;contornar a negociação coletiva&#8221; e &#8220;a impor unilateralmente aquilo que deveria resultar de um acordo digno, transparente e equilibrado&#8221;.</p>
<p>No comunicado, o sindicato acusa ainda a ANA/VINCI de seguir uma estratégia de &#8220;atrasar processos&#8221;, &#8220;desrespeitar interlocutores&#8221; e &#8220;ignorar a lei quando convém&#8221;.</p>
<p>O SITAVA diz que continuará a denunciar a postura da empresa e a defender que a negociação coletiva &#8220;não é um obstáculo&#8221;, mas &#8220;um pilar fundamental das relações laborais num Estado democrático&#8221;.</p>
<p>A ANA &#8212; Aeroportos de Portugal gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, bem como o Terminal Civil de Beja.</p>
<p>A concessionária passou a integrar a VINCI Airports em 2013, na sequência do processo de privatização.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782542]]></sapo:autor>
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		<title>Livre/Congresso: Tavares nega afastamento e defende necessidade de novas &#8220;caras e vozes&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
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					<description><![CDATA[O porta-voz do Livre Rui Tavares negou hoje que a saída do cargo signifique um afastamento, acreditando que será "mais útil" ao partido na estratégia e "formação de lideranças" e realçando a necessidade de surgirem novas "caras e vozes".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O porta-voz do Livre Rui Tavares negou hoje que a saída do cargo signifique um afastamento, acreditando que será &#8220;mais útil&#8221; ao partido na estratégia e &#8220;formação de lideranças&#8221; e realçando a necessidade de surgirem novas &#8220;caras e vozes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;[A saída do cargo de porta-voz] não significa um afastamento, significa uma redistribuição do jogo dentro da equipa e a assunção de funções e de responsabilidades que são novas, mas que não deixam de ser centrais&#8221;, defendeu Rui Tavares, em entrevista à agência Lusa, a primeira desde que foi noticiada a sua saída do cargo de porta-voz do partido. </P><br />
<P>Depois de um período de quatro anos à frente do Livre como co-porta-voz, numa liderança partilhada primeiro com Teresa Mota e depois com Isabel Mendes Lopes, Rui Tavares deixará o cargo na 17.ª reunião magna do partido, agendada para julho, em Sintra, continuando como deputado no Parlamento.</P><br />
<P>Isabel Mendes Lopes recandidata-se ao cargo, mas desta vez propõe-se a partilhá-lo com Jorge Pinto, deputado e candidato às eleições presidenciais de janeiro.</P><br />
<P>Na lista ao Grupo de Contacto (direção), Rui Tavares surge em terceiro lugar, mantendo-se no órgão, mas com o pelouro da &#8220;estratégia, comunicação e formação&#8221;.</P><br />
<P>Depois de assinalar que não queria deixar de ser porta-voz por imposição de limite de mandatos na direção &#8212; uma vez que vai desempenhar o seu terceiro mandato neste órgão, número máximo definido pelos estatutos do partido &#8212; Tavares disse ter manifestado internamente a sua preferência por outras funções, que ajudassem a pensar o Livre, &#8220;não só nos próximos dois anos, mas também nos próximos 10 ou 20&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O campo progressista em Portugal, e o Livre em particular, vai precisar que as pessoas conheçam várias caras, conheçam várias vozes e mantenham a confiança de que há um alinhamento, em termos ideológicos, e que há uma consistência naquilo que estamos a fazer&#8221;, sublinhou. </P><br />
<P>O fundador disse acreditar que será &#8220;mais útil&#8221; ao partido num cargo de definição de estratégia a longo prazo e &#8220;formação de lideranças&#8221;, com vários objetivos, desde logo &#8220;fazer crescer o Livre para que possa haver uma governação progressista em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Aquilo que o Livre pode e tem que fazer é a formação de lideranças e de protagonismos que permitam à esquerda crescer e que nos permitam derrotar a deriva para uma direita radicalizada que temos vindo a ver nos últimos tempos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Rui Tavares realçou que a liderança do partido continua a ser &#8220;coletiva&#8221; e que a novidade na lista apresentada é a da atribuição de &#8220;pelouros&#8221;, nos quais se inclui a criação do cargo de &#8220;secretário-geral&#8221;, ao qual se candidata Tomás Cardoso Pereira.</P><br />
<P>Apesar de reconhecer que &#8220;visto de fora&#8221; é tido em conta como a figura central do partido, o deputado lembrou que tanto Isabel Mendes Lopes como Jorge Pinto estão no Livre desde a sua fundação e integraram direções em momentos nos quais foi preciso afirmar o partido &#8212; como na polémica com Joacine Katar Moreira, que passou a deputada não inscrita em 2020.</P><br />
<P>Questionado sobre as expectativas que tem numa liderança partilhada entre Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, o historiador começou por sublinhar que a também líder parlamentar é &#8220;uma pessoa extraordinária&#8221; com &#8220;enorme dedicação à causa pública&#8221;.</P><br />
<P>Já sobre Jorge Pinto, Rui Tavares destacou a sua &#8220;cultura política&#8221;, &#8220;grande capacidade comunicacional&#8221; e &#8220;enorme generosidade&#8221;.</P><br />
<P>Nos últimos quatro anos, Rui Tavares foi eleito deputado único pelo Livre em 2022, marcando o regresso do partido ao parlamento depois da estreia com Joacine Katar Moreira, e desde então o partido foi aumentando a sua representação parlamentar e ganhando mais espaço à esquerda.</P><br />
<P>Atualmente, conta com uma bancada de seis deputados e registou o seu melhor resultado de sempre em legislativas no ano passado.</P><br />
<P>Com 53 anos, Rui Tavares nasceu em Lisboa, é historiador e já desempenhou funções como eurodeputado entre 2009 e 2014, eleito como independente pelas listas do BE.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782549]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Novo OMODA 7 SHS-P promete 90 km elétricos e mais de 1.200 km de autonomia por menos de 45 mil euros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/novo-omoda-7-shs-p-promete-90-km-eletricos-e-mais-de-1-200-km-de-autonomia-por-menos-de-45-mil-euros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Posicionado entre o OMODA 5 e o OMODA 9 SHS-P, o novo modelo foi desenvolvido para clientes que procuram uma proposta versátil para utilização diária, mas também capaz de responder a viagens de longo curso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OMODA reforçou a sua ofensiva no segmento dos SUV eletrificados com o lançamento do novo OMODA 7 SHS-P, um modelo híbrido plug-in que combina tecnologia, eficiência e uma nova linguagem de design. Disponível em Portugal na versão Premium, o novo SUV tem um preço de 44.900 euros.</p>
<p>Posicionado entre o OMODA 5 e o OMODA 9 SHS-P, o novo modelo foi desenvolvido para clientes que procuram uma proposta versátil para utilização diária, mas também capaz de responder a viagens de longo curso. Para isso, combina uma autonomia elétrica até 90 quilómetros com uma autonomia total superior a 1.200 quilómetros.</p>
<p>O OMODA 7 SHS-P mede 4.660 mm de comprimento, 1.875 mm de largura e 1.670 mm de altura, com uma distância entre eixos de 2.720 mm. A silhueta robusta e equilibrada é marcada pela filosofia de design “Art in Motion”, com grelha frontal paramétrica sem moldura, assinatura luminosa avançada, puxadores semi-embutidos e perfil fastback.</p>
<p>Na fase de lançamento em Portugal, o SUV estará disponível apenas no nível de equipamento Premium. A bordo, aposta numa experiência digital avançada, com painel de instrumentos de 8,88 polegadas, Head-Up Display e um ecrã central deslizante de 15,6 polegadas com resolução 2.5K, tecnologia que, segundo a marca, chega pela primeira vez ao mercado português num automóvel.</p>
<p>O sistema digital é suportado por um processador Qualcomm Snapdragon 8155, com 12 GB de memória e 128 GB de armazenamento, concebido para garantir maior rapidez, fluidez e estabilidade na utilização das funções de bordo. O modelo inclui ainda controlo por voz inteligente de quatro zonas.</p>
<p>O conforto é outro dos argumentos do novo OMODA 7 SHS-P. O SUV oferece espaço para cinco ocupantes, bancos dianteiros aquecidos, climatização automática bi-zona, isolamento acústico reforçado e uma bagageira com 537 litros de capacidade, que pode aumentar até 1.294 litros com os bancos traseiros rebatidos.</p>
<p>A tecnologia híbrida plug-in SHS combina um motor 1.5 TGDI DHE de quinta geração, uma transmissão híbrida dedicada DHT e uma bateria de 18,4 kWh. O conjunto desenvolve 205 kW, o equivalente a 279 cv, e 365 Nm de binário máximo.</p>
<p>Em termos de desempenho, o OMODA 7 SHS-P acelera dos 0 aos 100 km/h em 8,4 segundos e atinge uma velocidade máxima de 180 km/h. O consumo homologado em ciclo combinado WLTP é de 2,3 l/100 km.</p>
<p>O carregamento pode ser feito em corrente alternada até 6,6 kW ou em corrente contínua até 40 kW. Neste último caso, a bateria pode passar dos 30% aos 80% em menos de 20 minutos. O modelo inclui ainda tecnologia V2L, que permite fornecer energia a equipamentos externos até 3,3 kW, transformando o automóvel numa fonte de energia móvel.</p>
<p>Na segurança, o novo SUV integra uma carroçaria composta por 72,1% de aço de alta resistência e 19 sistemas avançados de assistência à condução de série. Entre eles estão Travagem Autónoma de Emergência, Cruise Control Adaptativo, Monitorização de Ângulo Morto, Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro, Assistente de Manutenção da Faixa de Rodagem e Monitorização da Fadiga do Condutor.</p>
<p>O OMODA 7 SHS-P apresenta uma garantia mecânica de sete anos ou 150.000 quilómetros. A bateria tem garantia de oito anos ou 160.000 quilómetros.</p>
<p>Com o novo SUV híbrido plug-in, a OMODA procura reforçar a sua presença no mercado português, combinando autonomia elétrica para o dia a dia, capacidade para viagens longas, digitalização avançada e uma proposta de equipamento alargado no segmento dos SUV eletrificados.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782541]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Petróleo caiu a pique, mas os combustíveis não mexem: porque Portugal paga até 40 cêntimos a mais do que Espanha?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/petroleo-caiu-a-pique-mas-os-combustiveis-nao-mexem-porque-portugal-paga-ate-40-centimos-a-mais-do-que-espanha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:33:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mafalda Trigo]]></category>
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					<description><![CDATA[Brent recuou e chegou a ser negociado abaixo dos valores pré-guerra mas os preços dos combustíveis vão ficar inalterados nos postos de abastecimento nacionais. Especialista explica os fatores que travam a descida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de três semanas consecutivas de descidas, os preços dos combustíveis deverão chegar à próxima semana <a href="https://executivedigest.sapo.pt/queda-do-petroleo-nao-chega-as-bombas-gasoleo-e-gasolina-mantem-precos-na-proxima-semana/">praticamente sem mexidas</a>. A expectativa de uma nova descida mais expressiva foi travada, apesar de o Brent ter recuado e chegado a negociar abaixo dos 75 dólares por barril, regressando a valores anteriores ao agravamento da tensão no Médio Oriente.</p>
<p>A Executive Digest apurou que a orientação para a próxima semana aponta para uma descida no preço do gasóleo inferior a meio cêntimo por litro e para uma subida da gasolina 95 na mesma ordem de grandeza, também abaixo de meio cêntimo. Nos postos de marca própria, normalmente associados a hipermercados, a tendência é semelhante: desvalorização de 0,0014 euros no gasóleo e subida de 0,0021 euros na gasolina 95.</p>
<p>Assim, o preço médio por litro deverá fixar-se em 1,768 euros no gasóleo e 1,879 euros na gasolina 95, valores que ainda poderão ser alterados caso o Governo decida mexer no ISP. Na prática, o gasóleo deverá manter o preço, depois de três semanas de descidas, enquanto a gasolina 95 deverá registar uma subida praticamente residual, também depois de três semanas de ligeiras reduções.</p>
<p>A ausência de uma descida mais visível surge como surpresa, uma vez que o preço do petróleo Brent, referência para a Europa, chegou na quarta-feira, a cair abaixo dos 75 dólares por barril. Pelas 13h10, hora de Lisboa, o Brent do Mar do Norte para entrega em agosto descia 3,05%, para 74,73 dólares. Já o West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, recuava 2,94%, para 71,06 dólares.</p>
<p>Mas, segundo Mafalda Trigo, vice-presidente da ANAREC — Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis —, a descida do Brent não foi suficiente para gerar uma alteração relevante nos preços finais. “Embora tenha descido um bocadinho o Brent relativamente à semana passada, a diferença não foi muito e, portanto, optaram por fazer uma estabilização dos preços”, explica à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>A responsável lembra que o preço dos combustíveis não depende apenas da cotação internacional do petróleo. “É preciso terem atenção que o preço do combustível não é só as cotações internacionais. Tem também os aditivos. Há muitos aditivos que são colocados no combustível, aditivos esses que aumentaram de uma forma muito diferencial e que ainda não se faz refletir abaixo”, sublinha.</p>
<p>Mafalda Trigo insiste que o combustível “não é só feito de petróleo puro” e que há uma série de componentes adicionais que continuam a pesar no preço final. “Para além das cotações internacionais, o combustível não é só feito de petróleo puro, tem uma série de aditivos de vários níveis e o preço desses aditivos, infelizmente, ainda não baixou. E não será para baixar tão cedo”, acrescenta.</p>
<p>O problema não se limita aos combustíveis. A vice-presidente da ANAREC aponta também dificuldades no mercado dos lubrificantes, onde há não só preços elevados, mas também falhas de disponibilidade. “Temos um problema bastante complicado em termos dos preços de lubrificantes, em que, para além do preço estar elevadíssimo, neste momento há falhas aditivas e, portanto, estamos com muitas contingências em termos de disponibilidade de produto”, afirma.</p>
<p>A responsável dá mesmo um exemplo concreto de racionamento no fornecimento. “Não é só o preço. Estamos a falar de algumas situações em que não há aditivos suficientes para fazer face à procura e estamos a ser rateados. Imaginemos que mandamos vir 100 tambores e entregam-nos 10”, explica. Embora os aditivos dos combustíveis e dos lubrificantes não sejam exatamente os mesmos, Mafalda Trigo sublinha que existem situações paralelas e pressões semelhantes na cadeia de abastecimento.</p>
<p><strong>Diferença dos combustíveis no outro lado da fronteira &#8220;é chocante&#8221;</strong></p>
<p>A estabilização dos preços em Portugal contrasta com a diferença que continua a verificar-se face a Espanha. No mais recente boletim da Comissão Europeia, Portugal surge em sexto lugar entre os países da União Europeia com a gasolina 95 mais cara, 12,1 cêntimos acima da média europeia e 42,2 cêntimos acima do preço praticado em Espanha. No gasóleo simples, Portugal ocupa a nona posição entre os mais caros, 24,2 cêntimos acima do preço espanhol e 4,9 cêntimos acima da média europeia.</p>
<p>Questionada sobre esta diferença, Mafalda Trigo não hesita em classificá-la como “chocante”. Para a vice-presidente da ANAREC, o principal problema está na fiscalidade. “É uma situação antiga para nós solicitarmos ao Governo uma mexida nos impostos que são pagos pelo combustível. Sessenta por cento do preço do combustível são impostos. Para lhe dar uma ideia, se o combustível tiver dois euros, 1,20 euros são impostos”, afirma.</p>
<p>Os dados ajudam a explicar a dimensão do problema. Antes de impostos, a gasolina e o gasóleo até são mais caros em Espanha do que em Portugal: 968,28 euros e 1.068,62 euros por mil litros, respetivamente, contra 904,66 euros e 936,26 euros em Portugal. Mas, depois de aplicada a carga fiscal, a situação inverte-se de forma expressiva: em Portugal, a gasolina passa para 1.882 euros por mil litros e o gasóleo para 1.779 euros, enquanto em Espanha ficam nos 1.460,01 euros e 1.538,48 euros. Ou seja, a diferença não está no produto antes de impostos, mas sobretudo na fiscalidade aplicada à bomba.</p>
<p>Por isso, a responsável lembra ainda que Espanha mantém uma carga fiscal mais baixa sobre os combustíveis, agravando a perda de competitividade dos postos portugueses nas zonas de fronteira. Segundo Mafalda Trigo, os postos junto à fronteira estão, nas palavras dos próprios proprietários, “às moscas”, porque muitos consumidores preferem andar mais um ou dois quilómetros e abastecer do outro lado.</p>
<p>“Abastecem com entre 40 e 50 cêntimos mais barato. Quem é que vai abastecer deste lado?”, questiona. Para a ANAREC, a solução passa por uma redução da carga fiscal em Portugal. A associação defende que o Estado poderia receber menos por litro, mas compensar essa perda com um aumento significativo do volume abastecido em território nacional.</p>
<p>“O que não é abastecido cá rende zero”, resume Mafalda Trigo. A associação insiste que uma descida dos impostos poderia recuperar consumidores que hoje atravessam a fronteira para abastecer em Espanha e, no final, aumentar a receita global obtida com os combustíveis. Até agora, conclui, o Governo não deu resposta a essa reivindicação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782513]]></sapo:autor>
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		<title>Sem ar condicionado e com edifícios pouco preparados: onda de calor avança para leste e ameaça hospitais, escolas e transportes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:17:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As previsões apontam para uma subida acentuada das temperaturas na Europa Central nos próximos dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Depois de dias de calor recorde em vários países da Europa Ocidental, a onda de calor que tem atingido o continente deverá deslocar-se para leste, levando temperaturas próximas dos 40 °C a países habitualmente mais frios e menos preparados para fenómenos extremos deste tipo.</p>
<p class="isSelectedEnd">As previsões apontam para uma subida acentuada das temperaturas na Europa Central nos próximos dias, com especialistas a alertarem para a pressão sobre hospitais, escolas, serviços de emergência, trabalhadores ao ar livre e redes ferroviárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Europa Ocidental, a atual vaga de calor já provocou perturbações significativas. Em França, as mortes por afogamento aumentaram, numa altura em que muitos cidadãos procuram refrescar-se em rios e canais. Milhares de casas ficaram também sem eletricidade depois de o calor intenso ter provocado um incidente no departamento de Finistère, no noroeste do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">França registou esta terça-feira o dia mais quente desde o início das medições. O serviço meteorológico Météo-France registou 44,3 °C em Possos, enquanto várias regiões em alerta vermelho enfrentaram máximas inéditas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Reino Unido, as autoridades preparam-se para temperaturas que podem chegar aos 38 °C. O país já tinha registado o dia de junho mais quente de sempre, com os termómetros a atingirem 36,1 °C. Centenas de escolas encerraram devido a receios sobre a segurança dos alunos em edifícios sobreaquecidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Espanha, as temperaturas deverão descer ligeiramente, depois de dias em que o sul da Andaluzia enfrentou máximas de 44 °C. Ainda assim, o calor deverá continuar a fazer-se sentir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Onda de calor desloca-se para leste</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os meteorologistas alertam agora que a cúpula atmosférica que tem aquecido a Europa Ocidental deverá deslocar-se para leste, atingindo países menos habituados a calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo as previsões mais recentes da WFY24, as temperaturas deverão chegar aos 40 °C em Budapeste e aos 39 °C em Praga durante o fim de semana, valores cerca de 15 °C acima da média para um dia de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bratislava, na Eslováquia, poderá atingir os 39 °C, cerca de 17 °C acima da média diária, enquanto a planície do Danúbio, na Bulgária, poderá chegar aos 41 °C este domingo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas regiões deverão também enfrentar noites tropicais, uma designação usada quando a temperatura não desce abaixo dos 20 °C num período de 24 horas. Este fator agrava os riscos para a saúde, porque impede o corpo de recuperar durante a noite.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque é que a Europa Central está menos preparada?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A onda de calor já causou perturbações e mortes na Europa Ocidental, apesar dos esforços feitos nos últimos anos por países mediterrânicos para se adaptarem melhor a temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Espanha, por exemplo, dispõe atualmente de uma das maiores redes de abrigos climáticos do mundo, espaços criados para permitir que comunidades vulneráveis se refresquem e se hidratem. O país também introduziu mudanças nas condições de trabalho ao ar livre, com o objetivo de reforçar a proteção dos trabalhadores, enquanto a tradição da sesta ajuda a evitar a exposição durante as horas mais quentes do dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em França, Paris tem tentado combater o efeito de ilha de calor urbana, fenómeno que faz com que as cidades permaneçam mais quentes do que as zonas rurais. A capital francesa tem removido betão e asfalto que retêm calor e, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, plantou mais de 100 mil árvores desde 2020, incluindo 40 mil no inverno de 2023, criando mais sombra em espaço urbano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Europa Central e de Leste, porém, a adaptação é menor, em parte porque estes países têm historicamente climas mais frios. A combinação de edifícios antigos, blocos de habitação em betão e pouca climatização torna várias cidades particularmente vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os núcleos de alvenaria anteriores à guerra e os blocos de painéis de betão da era comunista na Europa Central têm uma massa térmica muito elevada, mas nunca foram concebidos para dissipar o calor do verão”, explicou à Euronews Earth Ioanna Vergini, fundadora da WFY24.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a especialista, estes edifícios, muitas vezes com pouca sombra, ventilação limitada e sem sistemas de arrefecimento, absorvem calor durante o dia e libertam-no para o interior durante a noite. Os apartamentos nos pisos superiores são os mais afetados, e os blocos pré-fabricados são repetidamente identificados como alguns dos tipos de habitação mais vulneráveis ao calor na região.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pouco ar condicionado e noites demasiado quentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O ar condicionado, que pode ser essencial durante episódios de calor extremo, é muito menos comum na Europa Central do que nos destinos mais soalheiros do Mediterrâneo. A diferença é visível mesmo quando comparada com países onde a instalação de ar condicionado continua relativamente baixa, como França.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Para a maioria das famílias da Europa Central, o único alívio é abrir uma janela à noite, precisamente o alívio que este episódio retira”, afirmou Ioanna Vergini.</p>
<p class="isSelectedEnd">As noites tropicais impedem que as casas arrefeçam depois do pôr do sol e reduzem a capacidade de recuperação do organismo. A especialista sublinha que as noites quentes são, por si só, um fator de mortalidade associado às ondas de calor na Europa, a par dos picos de temperatura durante o dia.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Investigação recente aponta precisamente para estes episódios combinados de calor diurno e noturno como os mais perigosos”, acrescentou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais, escolas e transportes sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Bulgária, a Hungria e a Chéquia enfrentam agora o risco de forte pressão sobre hospitais e serviços de emergência, que normalmente registam aumento da procura durante períodos de calor intenso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tal como aconteceu no Reino Unido, escolas e instituições públicas sem infraestruturas de arrefecimento poderão ser obrigadas a encerrar ou a alterar horários de funcionamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agricultura, a construção e a rede ferroviária estão entre os setores mais expostos. “O trabalho na construção e na agricultura nas planícies do Danúbio, juntamente com a rede ferroviária, são os pontos habituais de pressão operacional”, alertou Vergini.</p>
<p>O calor pode obrigar à imposição de limites de velocidade nos comboios e aumentar o risco de deformação dos carris à medida que a temperatura das linhas sobe. Segundo a especialista, vários operadores ferroviários da Europa Central já sinalizaram medidas relacionadas com o calor durante este episódio.</p>
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		<title>Mais um bebé morre dentro de carro em França durante onda de calor: é o quarto caso fatal esta semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um bebé de 18 meses morreu em França depois de ter sido encontrado inconsciente dentro de um carro sobreaquecido, em Marselha, durante a onda de calor que atinge o país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um bebé de 18 meses morreu em França depois de ter sido encontrado inconsciente dentro de um carro sobreaquecido, em Marselha, durante a onda de calor que atinge o país. Segundo o hospital, citado pela Euronews, a criança foi localizada na terça-feira, no parque de estacionamento do campus médico de La Timone, onde terá sido deixada por um dos progenitores enquanto este ia trabalhar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O bebé foi encontrado com sinais de hipertermia e transportado em estado crítico para o serviço de pediatria do hospital La Timone, em Marselha. A morte foi anunciada esta sexta-feira, embora ainda não seja conhecido o momento exato em que a criança morreu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na terça-feira, dia em que o bebé foi encontrado, as temperaturas em Marselha chegaram aos 33 °C. O departamento de Bouches-du-Rhône encontrava-se sob alerta laranja devido à onda de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quarta morte de uma criança em França esta semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Este é já o quarto caso de morte de uma criança em França, esta semana, associado ao calor e a veículos. Antes do caso de Marselha, tinha sido registada uma morte em Val-d’Oise, na quinta-feira, e duas mortes em Carpentras, na segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Saint-Gratien, no departamento de Val-d’Oise, perto de Paris, uma criança de três anos morreu depois de ficar presa dentro de um carro durante o calor extremo. Segundo o procurador de Pontoise, o menino terá entrado no veículo da família enquanto o pai pensava que estava a dormir a sesta. A criança acabou por não conseguir sair devido ao bloqueio de segurança infantil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na segunda-feira, foram encontrados os corpos de duas crianças, de dois e quatro anos, dentro do carro da família num parque de estacionamento residencial em Carpentras, no sul de França. As autoridades admitem que as crianças tenham entrado no veículo depois de se afastarem da vigilância da mãe e tenham ficado presas no interior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Universidade manifesta pesar e apoio a testemunhas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Universidade de Aix-Marseille, à qual pertence o campus de La Timone, lamentou a morte do bebé e anunciou apoio psicológico para funcionários e testemunhas afetados pelo caso.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Foi com profunda tristeza que tomámos conhecimento do trágico acontecimento ocorrido no campus de Timone. Apresentamos as nossas mais sinceras condolências à família e aos entes queridos da vítima. Manifestamos também o nosso apoio a todos os que testemunharam ou foram afetados por este trágico acontecimento”, afirmou Éric Berton, presidente da Universidade de Aix-Marseille, numa declaração enviada à AFP.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição criou uma unidade de aconselhamento e apoio psicológico para funcionários e testemunhas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Investigação aberta para apurar circunstâncias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público abriu uma investigação para determinar as circunstâncias da morte da criança em Marselha. O caso foi entregue à divisão territorial de criminalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com relatos citados pela comunicação social, um dos progenitores da criança poderá ter-se esquecido do bebé dentro do carro depois de se dirigir para o trabalho no campus.</p>
<p>A morte ocorre num momento em que França enfrenta uma forte onda de calor, com várias regiões sob alerta e temperaturas elevadas a aumentar os riscos para os grupos mais vulneráveis, incluindo crianças pequenas.</p>
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		<title>Sismo na Venezuela: MEO oferece chamadas e apoia missão portuguesa de salvamento</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:45:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[MEO]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Até 5 de julho, os clientes MEO em Portugal poderão fazer chamadas gratuitas para a Venezuela]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A MEO vai disponibilizar comunicações gratuitas entre Portugal e a Venezuela na sequência do sismo que atingiu o país, avançando com medidas excecionais para facilitar o contacto entre familiares e amigos num momento de emergência.</p>
<p>Até 5 de julho, os clientes MEO em Portugal poderão fazer chamadas gratuitas para a Venezuela. A medida pretende ajudar a comunidade venezuelana residente em Portugal e os cidadãos que precisam de contactar familiares, amigos ou redes de proximidade nas regiões afetadas.</p>
<p>A operadora vai também garantir comunicações em roaming sem custos adicionais aos clientes MEO que se encontrem na Venezuela. A medida abrange chamadas para Portugal e para a Venezuela, bem como dados móveis, permitindo manter as ligações num contexto em que o contacto com familiares e serviços essenciais pode ser determinante.</p>
<p>A empresa alerta, contudo, para a necessidade de utilização responsável das comunicações. A MEO lembra que situações de crise colocam pressão acrescida sobre as infraestruturas de telecomunicações e apela aos clientes para que privilegiem contactos essenciais e evitem consumos desnecessários, de forma a preservar a disponibilidade das redes para serviços críticos e de emergência.</p>
<p>Além das medidas dirigidas aos clientes, a MEO vai apoiar diretamente as operações de resposta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil no terreno, através da disponibilização de equipamentos de comunicação destinados às equipas de salvamento que vão integrar a missão portuguesa na Venezuela.</p>
<p>Com esta iniciativa, a operadora afirma o objetivo de colocar a tecnologia e a conectividade ao serviço das pessoas, garantindo que, em situações de emergência, as comunicações continuam a desempenhar um papel essencial na aproximação entre comunidades e no apoio às populações afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782499]]></sapo:autor>
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		<title>Matou seis pessoas e feriu mais de 300: autor do atropelamento em Magdeburgo condenado a prisão perpétua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Magdeburgo]]></category>
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					<description><![CDATA[Arguido, um psiquiatra saudita de 51 anos, ouviu a sentença algemado, numa cela instalada num tribunal construído especialmente para o julgamento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um tribunal alemão condenou esta sexta-feira um cidadão saudita a prisão perpétua pelo homicídio de seis pessoas e por ferir mais de 300 num atropelamento em massa ocorrido no mercado de Natal de Magdeburgo, no leste da Alemanha, no final de 2024.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Mundo&#8217;, o tribunal considerou o crime de Taleb Jawad al-Abdulmohsen de gravidade excecional, uma decisão que torna altamente improvável uma eventual libertação antecipada. O arguido, um psiquiatra saudita de 51 anos, ouviu a sentença algemado, numa cela instalada num tribunal construído especialmente para o julgamento.</p>
<p>O ataque aconteceu a 20 de dezembro de 2024, numa sexta-feira em que o mercado de Natal da Praça do Mercado Velho, em Magdeburgo, estava cheio de visitantes. Taleb Jawad al-Abdulmohsen conduziu um BMW X3, um SUV com mais de 340 cavalos, contra a multidão. As autoridades estimam que o veículo tenha atingido uma velocidade próxima dos 50 km/h.</p>
<p>O atropelamento provocou a morte de seis pessoas: um rapaz de nove anos e cinco mulheres com idades entre os 45 e os 75 anos. Mais de 300 pessoas ficaram feridas, num dos ataques mais graves ocorridos na Alemanha nos últimos anos.</p>
<p>O caso alimentou o debate sobre imigração no país, mas as autoridades alemãs sublinharam o perfil islamofóbico do condenado. Nas redes sociais, Taleb Jawad al-Abdulmohsen tinha manifestado hostilidade em relação ao Islão e demonstrado simpatia pelo partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha.</p>
<p>O condenado tinha chegado à Alemanha como refugiado em 2006 e já tinha sido multado anteriormente por ameaças. Defendia que as autoridades alemãs não protegiam suficientemente os sauditas que fugiam do país por razões religiosas ou políticas e acusava o Estado alemão de ser demasiado generoso com refugiados muçulmanos do Médio Oriente.</p>
<p>Durante os oito meses de julgamento, o arguido fez comentários confusos, por vezes marcados por teorias da conspiração, e chegou a fazer greve de fome. Admitiu ter planeado o ataque e conduzido o veículo, que tinha alugado, mas negou ter atropelado intencionalmente as pessoas que se encontravam no mercado.</p>
<p>O Ministério Público contestou essa versão e sublinhou a ausência de arrependimento. O procurador Matthias Böttcher afirmou que o arguido não demonstrou “nenhum remorso” ao longo do processo.</p>
<p>Um psiquiatra diagnosticou-lhe uma perturbação narcisista da personalidade, mas a perícia concluiu que Taleb Jawad al-Abdulmohsen era penalmente responsável. O tribunal acompanhou essa avaliação e aplicou-lhe a pena máxima prevista, agravada pela especial gravidade dos crimes.</p>
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