Mais um caso. Esquilo testa positivo para a peste negra no Colorado

O esquilo foi encontrado numa cidade do condado de Jefferson, a oeste de Denver, e é o primeiro caso na região, garantiram as autoridades de saúde locais.

Sónia Bexiga

Um esquilo do Colorado, mais precisamente de uma cidade do condado de Jefferson, a oeste da capital Denver, testou positivo para a peste bubónica, mais conhecida como peste negra, de acordo com as autoridades de saúde do estado norte-americano, citadas pela ‘CNBC’, que garantiram ainda tratar-se do primeiro caso na região.

As autoridades norte-americanas estão a pedir aos moradores que tomem precauções especiais, incluindo evitar o contacto com animais selvagens ou roedores doentes ou mortos e impedir que os seus animais de estimação andem livremente pelo exterior. Os gatos são altamente suscetíveis à peste e podem morrer se não forem tratados imediatamente com antibióticos.

O caso foi detetado cerca de uma semana depois de as autoridades de uma cidade da região chinesa da Mongólia Interior terem emitido um alerta para o registo, num hospital, de um caso de suspeita de peste negra em humanos.

Houve pelo menos quatro casos relatados de peste negra entre a população da Mongólia Interior no final do ano passado, sendo que dois deles revelaram ser peste pneumónica, uma variante mortal da peste.

A peste negra, responsável por matar milhões de pessoas na Europa durante a Idade Média, é uma doença maioritariamente fatal causada por bactérias. Os seres humanos geralmente sofrem deste infeção na sequência de uma picada por uma pulga de ratos que carrega a bactéria da peste ou caso toquem num animal infetado pela peste, de acordo com o ‘Centers for Disease Control and Prevention’.

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Os sintomas podem incluir febre alta, calafrios, dor de cabeça, náuseas e dor extrema e inchaço dos gânglios linfáticos. A doença pode causar doenças graves ou morte sem tratamento adequado, de acordo com o CDC. Contudo, os antibióticos são eficazes no tratamento.

A peste é encontrada na maioria dos continentes, mas a maioria dos casos humanos desde os anos 90 ocorreu na África, segundo a Organização Mundial da Saúde.

 

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