As insolvências declaradas em Portugal registaram um aumento de 10% em abril de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a constituição de novas empresas caiu quase 9%, sinalizando um abrandamento da dinâmica de criação empresarial, segundo dados divulgados pela Iberinform.
Em abril foram declaradas insolventes 154 empresas, mais 14 do que em igual período de 2025. No acumulado do primeiro quadrimestre, as ações de insolvência aumentaram cerca de 5% face ao ano anterior, com mais 31 processos.
Em sentido contrário, os pedidos de Declaração de Insolvência Apresentados pelas próprias empresas (DIA) diminuíram cerca de 10%, enquanto as Declarações de Insolvência Requeridas por terceiros (DIR) aumentaram 23%, totalizando 308 pedidos.
Os distritos do Porto e de Lisboa mantêm-se como os mais afetados, com 164 e 144 insolvências declaradas, respetivamente. Face a 2025, o Porto registou uma queda de 13%, enquanto Lisboa apresentou um aumento de 7,5%.
Entre os maiores aumentos destacam-se Angra do Heroísmo (+200%), Madeira (+175%) e Vila Real (+100%). Já as maiores reduções verificaram-se na Horta (-100%), Coimbra (-48%) e Guarda (-40%).
Por setores, a Construção e Obras Públicas liderou os aumentos (+26%), seguida de Outros Serviços (+14%), Hotelaria e Restauração (+9%) e Indústria Transformadora (+7%). Em contraciclo, registaram-se quedas na Indústria Extrativa (-100%), Agricultura, Caça e Pesca (-37%) e Comércio a Retalho (-9%).
Os encerramentos de processos de insolvência cresceram 17% no primeiro terço de 2026, passando de 779 para 911 processos. Dentro deste universo, os encerramentos com declaração de insolvência aumentaram 12%, enquanto os encerramentos com plano de insolvência subiram 74%, ainda que com expressão reduzida em termos absolutos.
A constituição de novas empresas seguiu a tendência negativa, com 4.046 novas sociedades criadas até abril de 2026, menos 380 do que no período homólogo, o que representa uma quebra de 9%.
Lisboa continua a liderar em termos absolutos, com 5.970 novas empresas, seguida do Porto, com 3.472, que ainda assim registou um crescimento inferior a 1%.
Entre os distritos com melhor desempenho destacam-se Vila Real (+8,5%), Coimbra (+5%) e Aveiro (+2%). No extremo oposto, as maiores quebras ocorreram na Horta (-30%), Madeira (-24%) e Ponta Delgada (-17%).
Por setores, apenas a Indústria Extrativa (+10%), a Construção e Obras Públicas (+7%) e Outros Serviços (+2,5%) registaram crescimento na criação de empresas. Os maiores recuos verificaram-se na Agricultura (-37%), Eletricidade, Gás e Água (-35%) e Telecomunicações (-23%).







