Mais greves à vista… Sindicatos de professores anunciam hoje novos protestos para depois de “grande dia de luta” de 6 de junho

Em comunicado, a Fenprof explica que as várias organizações sindicais vão anunciar, esta quarta-feira, às 12h00, a continuação da luta dos professores após o dia 6 de junho.

Pedro Zagacho Gonçalves

A plataforma de nove sindicatos do setor da Educação (ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU) ameaça avançar com novos protestos depois da greve e grande manifestação nacional, marcada para dia 6 de junho, caso o Ministério da Educação (ME) não mude a sua posição de “intransigência” e continue sem acatar as reivindicações dos doentes.

Em comunicado, a Fenprof explica que as várias organizações sindicais vão anunciar, esta quarta-feira, às 12h00, a continuação da luta dos professores após o dia 6 de junho de 2023 (dia escolhido por simbolizar os seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço perdido pelos docentes).

“Da parte do ME, ao roubo de tempo de serviço, juntam-se outros roubos: de proteção na doença, com o desumano regime de mobilidade por doença [incapacitante]; de estabilidade para milhares de docentes desterrados a centenas de quilómetros da sua área de residência; de exercício do direito à greve, sendo cúmplice de procedimentos disciplinares instaurados por alguns diretores contra professores que fizeram greve… porém, os professores não deixarão que atentem contra a sua dignidade e que procurem minar as suas capacidade e a necessidade de luta em defesa da Profissão e da Escola Pública”, acusa a Fenprof, dizendo que o ministério liderado por João Costa continua a manifestar “intransigência e desrespeito”.

Os sindicatos de professores dizem que a responsabilidade está agora do lado do Governo, criticando o facto de o Executivo não ter acatado as propostas das organizações sobre tempo de serviço, vagas e quotas.

A Fenprof lamenta que a tutela não manifeste abertura para “se chegar a um entendimento que permita normalizar a vida nas escolas no final do ano letivo e no início do próximo” e acusa o Executivo de falta de vontade política de “no necessário cumprimento da lei, despenalizar os docentes que, em algumas escolas, foram alvo de procedimentos disciplinares porque… fizeram greve”.

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Assim, as várias estruturas sindicais reúnem esta quarta-feira em Coimbra e, pelas 12h00, na escola EB 2,3 Rainha Santa Isabel, vão anunciar publicamente as próximas ações de luta.

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