Mercenários da empresa privada russa Wagner foram mobilizados para o leste da Ucrânia, revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa britânico, que estima que mais de 1.000 combatentes deste grupo paramilitar podem ser destacados para o conflito.
“A empresa militar privada do grupo Wagner foi destacada no leste da Ucrânia”, destacou a Defesa britânica na sua mais recente atualização sobre o conflito russo-ucraniano, divulgada na rede social Twitter.
“Espera-se que sejam enviados mais de 1.000 mercenários, incluindo oficiais desta organização, para realizar operações de combate”, acrescentou.
Latest Defence Intelligence update on the situation in Ukraine – 28 March 2022
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— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) March 28, 2022
“Para a inteligência britânica, devido às derrotas pesadas e a uma invasão atualmente bloqueada, a Rússia deverá ser forçada a deslocar os mercenários do grupo Wagner para a Ucrânia, sacrificando as operações em África e na Síria.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.
A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.






