A época de férias, um dos momentos mais esperados do ano por muitos portugueses, revela um padrão de escolha predominantemente nacional, conforme os dados mais recentes do Observador Cetelem, do grupo BNP Paribas Personal Finance. De acordo com o estudo, 55% dos inquiridos preferem passar as férias em Portugal, citando razões financeiras como o principal motivo para esta decisão.
O relatório do Observador Cetelem indica que a principal razão para a escolha de Portugal como destino de férias é o fator financeiro, que influencia 55% dos portugueses. Além disso, 28% dos inquiridos optam por permanecer no país por considerar que Portugal corresponde ao tipo de férias que desejam. Por outro lado, para 32% dos participantes, a atratividade do destino é o fator decisivo na escolha de um destino internacional. Outros motivos para escolher um destino estrangeiro incluem a tipologia das férias desejadas (30%) e o custo financeiro (29%).
Em relação ao financiamento das férias, o estudo revela que 49% dos portugueses planeia usar o cartão de crédito para cobrir despesas durante o período de descanso. Este valor representa uma diminuição em comparação com os dois anos anteriores, quando 58% e 64% dos inquiridos, respetivamente, utilizaram o cartão de crédito em 2021 e 2022. No entanto, é um aumento em relação a 2020, quando apenas 39% usaram este meio de pagamento.
O valor médio que os portugueses planeiam gastar durante as férias de verão é de 1.005,57€. Esta quantia é superior à média do ano passado, que era de 951,57€, refletindo um aumento de 54€. Contudo, ainda está abaixo dos valores de 2019, quando a média de gastos foi de 1.352€, o que representa uma diferença de 347€. A maior despesa prevista é para a estadia, com uma média superior a 450€.
Embora a maioria dos portugueses escolha ficar em Portugal, 37% dos inquiridos manifestam a intenção de viajar para fora do país, um aumento em relação aos 30% observados em 2019, antes da pandemia. Este dado sugere um regresso gradual às viagens internacionais, refletindo uma recuperação das rotinas de viagem que foram interrompidas nos últimos anos.
A diminuição do uso do crédito e o aumento dos gastos médios indicam um equilíbrio entre a contenção financeira e a disposição para investir mais nas férias. O estudo também aponta para uma ligeira recuperação das viagens internacionais, sugerindo uma reaproximação com as práticas pré-pandemia.
Ficha técnica:
Estudo conduzido através de entrevistas online, sendo que o trabalho de campo decorreu entre 30 de abril e 8 de maio
de 2024. Foram realizadas 1000 entrevistas, representativas da população portuguesa (quotas de género, idade e região
de acordo com os dados do INE), a indivíduos de ambos os géneros, de idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos,
residentes em Portugal Continental. O erro máximo associado à amostra é de +3.1 p.p. para um intervalo de confiança de
95%. As entrevistas foram conduzidas por intermédio de questionário estruturado de perguntas fechadas, semi-fechadas
e abertas, fornecido pelo Observador Cetelem, com a duração máxima de 13 minutos. Para efeitos de análise dos
resultados ao nível da Região os Distritos foram agrupados em: Distrito de Lisboa; Distrito do Porto; Norte (composto
pelos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu); Centro (composto pelos distritos
de Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Portalegre e Santarém); e Sul (composto pelos distritos de Beja, Évora, Faro e Setúbal














