Mais de dois terços dos europeus tem casa própria. 74% dos portugueses prefere comprar do que alugar

Existem grandes diferenças dentro da Europa em como vivemos em termos de tamanho, tipo e qualidade da habitação e se temos ou alugamos. A evolução dos preços e rendas das casas também varia significativamente entre os países.

Ser proprietário ou inquilino da sua casa é algo que difere significativamente entre os Estados-Membros. Na União Europeia (UE) em 2019, 70% da população vivia em domicílio com casa própria, enquanto os restantes 30% viviam em habitação alugada, segundo dados do Eurostat, divulgados esta quarta-feira.

Em Portugal, 73,9% dos portugueses são proprietários da sua residência, enquanto 26,1% vivem em casa alugada.

As quotas mais elevadas de propriedade foram observadas na Roménia (96% da população tinha casa própria), Hungria (92%) e Eslováquia (91%).

Em todos os Estados-Membros, comprar é o mais comum. No entanto, na Alemanha, o aluguer é quase igual, com 49% da população a preferir ser inquilinos. Seguem-se a Áustria (45%) e a Dinamarca (39%).

Pouco mais de metade da população da UE vive em moradia

Viver numa casa ou num apartamento também difere entre os Estados-Membros e consoante vive numa cidade ou no campo. Em 2019, na UE, 53% da população vivia em casa, enquanto 46% vivia em apartamento (1% vivia noutro alojamento, como barcos-habitação, carrinhas, etc.). A Irlanda (92%) registrou a maior parcela da população que vive em uma casa, seguida pela Croácia e Bélgica (ambas 78%) e os Países Baixos (75%). O gabinete de estatística da UE destaca que estão incluídas casas geminadas.

As casas são mais comuns em dois terços dos Estados-Membros. As quotas mais altas de apartamentos foram observadas na Letónia (66%), Espanha (65%), Estónia (61%) e Grécia (59%).

Nas cidades, 72% da população da UE vivia em apartamentos e 28% em casa. Para as cidades e subúrbios, as proporções eram de 58% e 42% respetivamente, enquanto para as áreas rurais, 82% da população vivia em casa e apenas 18% em apartamento.

 Preços das casas aumentaram 19% na UE em nove anos

Olhando para a tendência dos preços das casas entre 2010 e 2019, tem havido uma tendência constante de aumento desde 2013, com aumentos particularmente grandes entre 2015 e 2019. No total, houve um aumento de 19% entre 2010 e 2019. Houve aumentos em 23 Membros Estados e diminuições em três (dados não disponíveis para a Grécia) durante este período. Os maiores aumentos foram observados na Estônia (+96%), Hungria (+82%), Letônia (+75%), Luxemburgo e Áustria (ambos +65%), enquanto as reduções foram registradas na Itália (-17%), Espanha (-7%) e Chipre (-4%).

Aluguer aumenta de 13%

Registou-se um aumento constante das rendas na UE entre 2010 e 2019 – no total 13% durante todo o período. Registou-se um aumento em 25 Estados-Membros e uma diminuição em dois. Os maiores aumentos foram registados na Estónia (+156%), Lituânia (+101%) e Irlanda (+63%), enquanto as diminuições foram observadas na Grécia (-25%) e em Chipre (-7%).

O Eurostat apurou ainda que a inflação entre 2010 e 2019 evoluiu de forma semelhante à dos aluguéis, com um aumento total de 13%. Verificou-se inflação em todos os Estados-Membros durante este período, com valores superiores a 20% na Estónia (+26%), Roménia (+23%) e Hungria (+22%). A menor inflação foi observada na Grécia (+3%), Irlanda e Chipre (ambos +6%).

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