Mais de dez perfis ligados ao jihadismo detetados após entrada em massa em Ceuta. Dois já foram expulsos de Espanha

Número ainda não é definitivo, uma vez que o processo de identificação e verificação de antecedentes continua em curso. Duas das pessoas sinalizadas já terão sido expulsas de Espanha

Francisco Laranjeira

Mais de dez pessoas com antecedentes, suspeitas ou perfis considerados de interesse relacionados com o radicalismo jihadista terão sido identificadas entre os migrantes que entraram em Ceuta no final de julho, segundo revelou esta segunda-feira o Sindicato Unificado da Polícia (SUP) espanhol.

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De acordo com o ’20 Minutos’, que cita o sindicato policial, o número ainda não é definitivo, uma vez que o processo de identificação e verificação de antecedentes continua em curso. Duas das pessoas sinalizadas já terão sido expulsas de Espanha.

“Mais de dez pessoas já foram identificadas com antecedentes, acusações ou perfis de interesse relacionados com o radicalismo jihadista”, indicou o SUP, acrescentando que as fontes consultadas pelo sindicato confirmam que o número ultrapassa a dez.

O sindicato exige agora maior envolvimento do Ministério do Interior espanhol na identificação de todos os que entraram na cidade autónoma e, sobretudo, daqueles que permanecem em território espanhol.

Entrada simultânea dificultou controlos

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Segundo o SUP, a entrada simultânea de milhares de pessoas tornou impossível realizar os controlos fronteiriços individualizados que seriam efetuados em circunstâncias normais.

“Agora, o Estado tem a obrigação de concluir esse trabalho o mais rapidamente possível e com todos os recursos humanos e tecnológicos necessários”, defendeu.

O sindicato pede “máxima coordenação” entre a Polícia Nacional, a Guardia Civil e os serviços de Informação e Inteligência, assim como acesso às ferramentas nacionais e internacionais necessárias para verificar identidades e antecedentes.

Para o SUP, o processo ultrapassa uma mera questão administrativa e deve ser encarado como matéria de segurança nacional.

“Não se trata de criar alarme, mas de evitá-lo”

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O sindicato considera “irresponsável” minimizar a identificação de pessoas cujos antecedentes, suspeitas ou eventuais ligações exigem uma análise por parte dos serviços especializados.

“Não se trata de criar alarme, mas de evitá-lo. O irresponsável seria ter conhecimento destas informações e ignorá-las”, sustentou.

O SUP pede ainda ao Ministério do Interior “máxima transparência” e quer saber quantos perfis considerados de interesse foram identificados, quantos permanecem em Espanha e quantos já foram devolvidos ou expulsos.

“A segurança nacional não permite improvisações”, concluiu o sindicato, defendendo que a identificação e verificação de antecedentes de todas as pessoas que entraram em Ceuta deve ser uma “prioridade absoluta para a segurança de Espanha”.

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