Mais de 750 detentores de títulos contingentes conversíveis do Credit Suisse (mais conhecidos como ‘CoCos’) preparam uma estratégia defensiva conjunta com o objetivo de recuperar os quase 16 mil milhões de euros em investimentos perdidos com a decisão da autoridade suíça do mercado financeiro (FINMA) em tornar zero o seu valor com o objetivo de fortalecer a liquidez do banco e assim proteger os depósitos dos clientes e preparar a venda ao ‘rival’ UBS.
Esta ordem de depreciação para títulos AT1 (‘Additional Capital Tier 1’) representou a maior perda na história do mercado de títulos.
Os obrigacionistas têm apenas um prazo de 30 dias, a partir da ordem da autoridade financeira, para impugnar a decisão perante os tribunais suíços. Assim, os recursos devem chegar antes de 19 de abril, inclusive, segundo revelou esta terça-feira o jornal espanhol ‘El Economista’. Em causa? Violação de direitos patrimoniais e exercício arbitrário de discricionariedade.
Entre as principais afetadas estão gestores de ativos como a americano Pimco, que perdeu mais de 315 milhões de euros, assim como a Invesco, e a BlackRock, com 100 milhões de euros.
Recorde-se que o Governo suíço anunciou, no passado dia 19, um decreto de emergência para poder realizar a fusão do Credit Suisse e do UBS. Essa regra permitia a operação sem a necessidade de aprovação dos acionistas; permitiu que o Banco Central da Suíça injetasse 100 mil milhões de euros de liquidez na entidade para poder continuar com a sua atividade para com os clientes e deu cobertura legal para a decisão da FINMA de resgatar os títulos AT1.
Credit Suisse: Mercados estão em alvoroço por causa da AT1. O que é este título bancário de risco?






