A iniciativa “Vamos Plantar Livros”, promovida pela The Navigator Company em parceria com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), superou o compromisso inicialmente assumido e resultou na plantação de 7.347 árvores em Portugal, reforçando a ligação entre cultura, leitura e sustentabilidade.
Lançada no âmbito da Feira do Livro de Lisboa 2025, a iniciativa partiu de uma ideia simples: converter livros vendidos em ações concretas de reflorestação. Com base numa estimativa de mais de 700 mil livros comercializados na edição passada do certame, a Navigator comprometeu-se a plantar uma árvore por cada 100 exemplares vendidos, o que correspondia a uma meta inicial de 7.000 árvores.
No Dia Mundial do Livro, a empresa anuncia que esse objetivo foi ultrapassado. Ao todo, foram plantadas 7.347 árvores um pouco por todo o território nacional, incluindo medronheiros, choupos, castanheiros, cerejeiras, carvalhos e amendoeiras, entre mais de 15 espécies autóctones da floresta portuguesa.
“A iniciativa ‘Vamos Plantar Livros’ assume-se como um gesto simbólico, mas profundamente relevante no atual contexto ambiental. A reflorestação é um pilar essencial para a sustentabilidade do país – não apenas como resposta às alterações climáticas, mas também como garantia da preservação dos nossos recursos naturais”, afirma Pedro Sousa, diretor de Gestão Florestal da The Navigator Company.
Para o responsável, o resultado alcançado mostra que decisões quotidianas podem ter impacto ambiental concreto. “O facto de termos ultrapassado a marca das 7 mil árvores plantadas evidencia o impacto concreto que decisões quotidianas, como a compra de um livro, podem gerar na valorização da floresta portuguesa. Trata-se, igualmente, de uma iniciativa que reforça a ligação intrínseca entre dois universos indissociáveis: a floresta e o livro”, acrescenta.
Também Miguel Pauseiro, presidente da Direção da APEL, destaca o valor simbólico e prático da iniciativa. “Esta ação demonstra de forma inequívoca como a cultura pode afirmar-se como um motor de impacto ambiental positivo e de responsabilidade coletiva”, afirma.
O responsável sublinha que o setor editorial pode ir além da promoção da leitura e contribuir para a valorização de recursos naturais renováveis. “Cada livro tem na sua origem uma árvore, e é precisamente essa relação que esta iniciativa torna visível ao promover a reflorestação como condição essencial para a continuidade deste ciclo. Ao plantar mais árvores, estamos também a garantir o futuro do livro, a preservar o equilíbrio ambiental para as gerações futuras e a promover uma economia circular e sustentável”, refere.
As árvores plantadas no âmbito da iniciativa foram produzidas nos Viveiros Aliança, na Herdade de Espirra, uma das maiores e mais modernas unidades de produção de plantas florestais certificadas da Europa. A estrutura tem capacidade para produzir mais de 12 milhões de plantas por ano, de mais de 130 espécies diferentes.
A plantação decorreu durante os meses de outono e inverno, a época mais adequada para garantir o bom desenvolvimento das árvores.
A Navigator aproveita ainda o Dia Mundial do Livro para sublinhar o papel que o papel proveniente de fontes sustentáveis pode desempenhar na valorização da floresta. Segundo a empresa, a procura por papel com origem responsável tem contribuído para a gestão sustentável dos recursos naturais e para a preservação das florestas nativas.
Em Portugal, estas práticas estiveram associadas a um crescimento de cerca de 65% da área florestal entre 1902 e 2015. À escala europeia, entre 2005 e 2020, a área florestal aumentou a um ritmo equivalente a cerca de 1.500 campos de futebol por dia.
Para assinalar a data, a The Navigator Company associa-se ainda a uma ação de reflorestação no Parque de Merendas do Vale da Pedra, integrado na Rota da Ribeira das Carpalhosas, em Leiria, uma zona destruída pela tempestade Kristin. A iniciativa, dinamizada pela ARCV – Associação Recreativa e Cultural Valpedrense, encerra simbolicamente a edição de 2025 do “Vamos Plantar Livros” e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade da floresta portuguesa e a promoção da leitura.



