A Mota-Engil concretizou uma emissão de obrigações a cinco anos no valor global de 110 milhões de euros, mais do dobro do montante inicial da oferta, que era de 50 milhões de euros.
A empresa informou que decorreu esta quarta-feira, na sede da Euronext, em Lisboa, o apuramento dos resultados da Oferta Pública de Obrigações Ligadas a Sustentabilidade Mota-Engil 2026-2031, designadas “Obrigações Mota-Engil 2031”.
A operação foi realizada através de uma Oferta Pública de Subscrição e de uma oferta pública de troca voluntária denominada “Obrigações ligadas a Sustentabilidade Mota-Engil 2021/2026”.
Após a cerimónia tradicional de Closing Bell, foram apresentados os resultados da operação, que, segundo a Mota-Engil, demonstram o sucesso da emissão obrigacionista.
A emissão alcançou uma forte procura e permitiu uma realização global de 110 milhões de euros, considerando a Oferta Pública de Subscrição e a Oferta Pública de Troca.
Do total colocado, 100,5 milhões de euros corresponderam à subscrição e 9,5 milhões de euros à troca.
A operação tinha um valor inicial de 50 milhões de euros, montante que acabou por ser mais do que duplicado.
A emissão de obrigações da Mota-Engil, com prazo de cinco anos, cumpriu os objetivos definidos pela empresa, permitindo ao grupo alargar a maturidade da dívida.
A procura ficou evidente logo durante o período de subscrição, uma vez que o valor inicial da emissão foi integralmente subscrito ao terceiro dia.
No total, 5.028 investidores participaram na operação.
A Mota-Engil considera que o resultado da emissão reflete a confiança no percurso da empresa, cotada em bolsa desde 1987, bem como o reconhecimento da sua estratégia de desenvolvimento.
O grupo recorda que apresentou os melhores resultados de sempre em 2025 e divulgou recentemente o novo Plano Estratégico “FOCUS 2030”.
Este plano define objetivos de crescimento, diversificação e disciplina financeira para os próximos cinco anos.
Com esta operação de dívida, a Mota-Engil dá continuidade às emissões de obrigações ligadas à sustentabilidade.
A empresa tinha sido pioneira em 2021, com a primeira emissão deste género dedicada ao segmento de retalho em Portugal.
A nova emissão reforça, assim, a ligação entre a estratégia financeira do grupo e os seus compromissos de sustentabilidade.
A operação contou com o CaixaBI, Millennium Investment Banking, Banco Finantia e novobanco como coordenadores globais.
O sindicato de colocadores incluiu ABANCA Portugal, ActivoBank, Banco Best, Banco Carregosa, Banco Finantia, Banco Invest, Banco Montepio, Bankinter, BiG, BPI, CaixaBI, CCCAM, CGD, Millennium bcp e novobanco.
A Vieira de Almeida & Associados prestou assessoria jurídica ao emitente e oferente, enquanto a Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados foi assessora jurídica dos colocadores.














