A próxima Cimeira sobre as Alterações Climáticas (COP26) está marcada apenas para o próximo ano, mas já dá que falar. Mais de 400 mulheres com papéis de destaque na protecção do Planeta assinaram uma carta aberta ao governo britânico – anfitrião do evento – a pedir para que haja mais responsabilização e transparência no que à igualdade de género diz respeito.
Segundo a Euronews, a lista de signatárias inclui nomes como Laurence Tubiana (co-autora do Acordo de Paris), Mary Robinson (ex-presidente da Irlanda), Kate Raworth (economista), Farhana Yamin (advogada especializada no ambiente) ou Sylvia Earle (da National Geographic). Juntam-se ainda outros rostos bem conhecidos do público, como é o caso da actriz Emma Thommpson ou da cantora Ellie Goulding.
A carta faz parte de uma campanha mais alargada, lançada pela organização SHEChangesClimate no passado mês de Novembro. De olhos postos na COP26, da Organização Mundial das Nações Unidas, a campanha visa aumentar o número de mulheres envolvidas no evento.
Actualmente, menos de 25% dos cargos da equipa de liderança do COP26 com algum tipo de influência são preenchidos por mulheres. O objectivo será aumentar este nível para os 50%, garantindo uma participação equitativa, já que incluir mais mulheres poderá ser crucial para o sucesso da cimeira.
A carta aberta frisa ainda que as mulheres são mais afectadas pelas alterações climáticas do que os homens, além de terem papéis críticos nas respectivas famílias e comunidades. Por isso mesmo, deveriam ter uma palavra a dizer nas negociações e desenho de novas medidas.
De acordo com a ONU, cerca de 80% das pessoas deslocadas devido às alterações climáticas são mulheres, uma vez que têm menos recursos e menos direitos em vários países.




