Mais de 3 mil professores – dos 64 mil abrangidos pela medida – que só vão sentir na próxima década o efeito do “acelerador” das carreiras criado pelo Governo, salientou esta quarta-feira o jornal ‘Público’: de acordo com um estudo da ANDE (Associação Nacional de Dirigentes Escolares), “apenas em 2025” é que vai atingir metade dos docentes em questão, sendo que estes terão em média “cerca de 61 anos”.
As medidas do Governo vão ter impacto salariais para 64.316 docentes, cerca de 60% do conjunto de educadores e professores pertencentes aos quadros de escola e quadros de zona pedagógica – destes, segundo a associação, 30 mil vão sentir os efeitos “entre 2026 e 2033”. “Muitos vão atingir antes a idade da aposentação”, referiu a ANDE. Mais: há 3.332 professores que vão ver o salário ‘reforçado’ apenas em 2031, 2032 e 2033. Há 4.428 que têm de esperar até 2030.
Os professores que reúnem as condições para terem aumentos já este ano são 9.279, sendo que em 2024 este número sobe para 13.005. No ano seguinte, vão ser promovidos 11.375 profissionais, relatou a ANDE, altura em que se atinge a metade dos professores abrangidos.
Por último, a associação reforçou que o esforço financeiro que resulta destas medidas será sentido em 2023, com um aumento “pontual” nas contas do Estado de 15 milhões de euros. Para 2024, a despesa com vencimentos dos docentes baixa 25 milhões de euros e “vai continuar” a diminuir até 2030, atingindo nesse ano uma quebra de 161 milhões de euros, o que expressa o efeito da aposentação dos docentes.













