Mais de 3 em cada 4 europeus apoiam a moeda única

O Euro nunca teve tantos apoiantes como agora.

Filipa Almeida

O Euro nunca teve tantos apoiantes como agora: mais de três em cada quatro cidadãos da União Europeia acreditam que a moeda única é boa para a comunidade. O mais recente Eurobarómetro indica que este é o maior nível de apoio desde que os inquéritos tiveram início, em 2002. Em relação ao barómetro do ano passado, trata-se de uma subida de 2%.

O mesmo relatório revela que 65% dos cidadãos considera que o Euro é benéfico para o seu próprio país – também um valor recorde. Além disso, quatro quintos dos inquiridos concordam que o Euro veio facilitar as transacções entre países, a comparação de preços e a compra de artigos noutras geografias. A maioria também afirma que esta moeda simplificou as viagens, tornando-as mais fáceis e menos dispendiosas.

«Quase 28 anos depois de eu ter adicionado o meu nome ao Tratado de Maastricht, continuo convencido de que esta foi a assinatura mais importante que fiz. O Euro – agora com 20 anos – tornou-se símbolo de união, soberania e estabilidade», comenta Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

O responsável sublinha ainda que a comissão tem trabalhado arduamente, ao longo dos últimos cinco anos, para ultrapassar a crise que a Europa atravessou. «Sendo o Euro e eu os únicos sobreviventes do Tratado de Maastricht, fico satisfeito por ver este apoio recorde à nossa moeda única nos meus últimos dias no cargo de presidente da Comissão Europeia», adianta ainda Jean-Claude Juncker, acrescentando que o Euro é um dos melhores activos da Europa para o futuro.

O Eurobarómetro aponta ainda para uma preocupação dos cidadãos com a colaboração entre nações: 69% dos inquiridos sente falta de maior coordenação na Zona Euro. Por outro lado, 7% gostaria de ver menos cooperação.

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O fim das moedas de um cêntimo?

A Comissão Europeia quis saber também qual a opinião dos cidadãos da União Europeia em relação às diferentes moedas que têm ao seu dispor: 65% afirma ser a favor do fim das moedas de um e dois cêntimos. Como? Através do arredondamento obrigatório do preço dos artigos nas lojas e supermercados para o valor mais próximo terminado em cinco cêntimos.

Uma maioria absoluta de 16 dos 19 países abrangidos apoia esta ideia, indica ainda o Eurobarómetro.

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