Mais de 260 mil portugueses, que deviam ter recebido o apoio dos 125 euros, mais o complemento de 50 euros por filho, atribuídos no ano passado no âmbito das medidas do Governo de apoio às famílias, perdem este mês o direito a receber o cheque, que começou a ser pago apenas por transferência bancária em outubro do ano passado.
A revelação foi feita por Fernando Medina, que está esta terça-feira a ser ouvido em comissão parlamentar.
Em causa para esta exclusão está o facto de estes contribuintes não terem conta bancária ou de terem indicado um IBAN inválido.
“Já receberam os apoios 4,6 milhões de pessoas, o que corresponde a mais de 95% dos potenciais beneficiários”, afirmou o ministro das Finanças, explicando que quanto aos 261 mil portugueses que ainda não receberam, a Autoridade Tributária (AT) ainda fará uma nova tentativa em abril.
Até fevereiro estavam identificados 22,6 mil IBAN inválidos, e outras 239 pessoas sem registo do mesmo na AT.
Recorde-se que o apoio, criado pelo Governo para mitigar os efeitos da inflação, foi atribuído a todos os titulares de rendimentos brutos até 2700 euros por mês, ou 38 700 euros por ano.













