A Rússia levou mais de 20 mil soldados a julgamento desde 2022 por se recusarem a combater na frente ucraniana, revelou esta sexta-feira o meio de comunicação independente ‘Mediazona’: os tribunais militares russos proferiram uma média de 800 sentenças por mês.
A maioria destes processos, num total de 18.159 casos, enquadra-se no artigo 337 do Código Penal russo, que trata da ausência não autorizada de uma unidade militar. Desde o início da “mobilização parcial” em 2022, as alterações legais aumentaram a pena máxima para dez anos de prisão.
Outros 1.369 casos envolvem acusações nos termos do artigo 332.º por desobediência a uma ordem direta. Trata-se de um ilícito mais leve e com uma pena máxima de três anos. Outros 1.010 militares foram acusados de deserção nos termos do artigo 338.º, punível com até 15 anos de prisão.
Após números recorde em 2024, os investigadores e procuradores militares da Rússia regressaram ao pico de atividade. Na primavera de 2025, os tribunais de toda a Rússia recebiam cerca de 1.000 novos casos por mês. Os juízes têm proferido condenações a um ritmo entre 700 e 800 por mês. Só em abril de 2025, os tribunais militares emitiram 848 veredictos, o que representa uma média de 38 decisões por dia útil.
No total, até ao final de maio de 2025, os tribunais militares russos tinham recebido processos criminais contra 20.662 homens relacionados com a recusa de serviço. Destes, 17.721 já tinham sido condenados.














