Mais 13 garagens alienadas no leilão de imóveis do Boavista

Treze garagens foram alienadas no leilão de 30 ativos imobiliários do Boavista, que foi realizado no âmbito do processo de insolvência do clube entre março e abril e já tinha transacionado uma loja e outros 15 lotes subterrâneos.

Executive Digest com Lusa

Treze garagens foram alienadas no leilão de 30 ativos imobiliários do Boavista, que foi realizado no âmbito do processo de insolvência do clube entre março e abril e já tinha transacionado uma loja e outros 15 lotes subterrâneos.


Em 13 de abril, três dias depois do fim do prazo das primeiras licitações, a leiloeira Leilosoc abriu um processo para tentar melhorar as apreciações sobre os imóveis não vendidos e fechar mais adjudicações, que incidiram sobre 13 garagens, enquanto o apartamento não teve ofertas mínimas recebidas.


A maioria dos lotes subterrâneos captou ofertas iguais ou superiores ao valor estipulado, que variaram dos 16.050 aos 42.300 euros e estão elencadas no sítio oficial da Leilosoc na Internet, através do qual três dezenas de imóveis estiveram eletronicamente à venda desde 03 de março.


Alienada no período original, a loja situada nas imediações do Estádio do Bessa, no Porto, teve o lance mais alto entre os ativos arrematados, ao valer 181.000 euros.


Situação diferente apresenta o apartamento T1 duplex, com uma fasquia mínima de 567.840 euros e 145,40 metros quadrados de área bruta privativa, que inclui três varandas, garagem e arrumos e está localizado no mesmo local da loja.

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Confirmada a alienação de 29 imóveis da massa insolvente do Boavista a novos proprietários, fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que o apartamento vai ser incluído na próxima ação de venda, que junta outro apartamento T2, o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente.


“Há coisas de menor expressão, mas a maior parte do ativo patrimonial do Boavista já foi ou estará à venda. Leiloar os troféus do clube? Essa questão ainda não foi sequer equacionada nem está nada planeado. Sendo bens sujeitos à apreciação, é um espólio quase impossível de valorizar, mas isso cabe à administradora de insolvência e tudo dependerá do desfecho do estádio”, referiu a mesma fonte, duvidando da eficácia da impugnação do leilão, desejada pela direção do Boavista e pela claque Panteras Negras.


O Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente vão ser leiloados globalmente por um valor mínimo de 32,9 milhões de euros (ME) e um montante base de 37,9 ME entre segunda-feira e 20 de maio, sob intermediação da Leilosoc, que colocará ainda à venda dois apartamentos T1 e T2, por verbas mínimas de 567.840 e 476.800 euros, respetivamente.

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O leilão decorre na sequência da insolvência do Boavista, cujo clube teve a sua liquidação aprovada em setembro de 2025, após acumular dívidas superiores a 150 ME, enquanto a SAD ‘axadrezada’ viu os respetivos credores votarem por unanimidade a continuação da atividade da sociedade.


A direção do emblema presidido por Rui Garrido Pereira manifestou-se surpreendida com o avanço do processo, sublinhando que decorriam negociações para encontrar soluções de viabilização, e garantiu que tudo fará para travar a venda, apesar de reconhecer que a alienação de ativos pode ocorrer em fase de liquidação.


A claque Panteras Negras também anunciou a intenção de recorrer aos tribunais para tentar suspender o leilão e declarar a nulidade do processo, classificando a eventual perda do património como um “desfecho catastrófico”.


Já a SAD, liderada pelo senegalês Fary Faye, assegurou estar a acompanhar a situação e reiterou o compromisso com a defesa dos interesses do Boavista e a continuidade da sua atividade.


Sem utilização desde maio do ano passado por impedimento das autoridades, o Estádio do Bessa integra um recinto com cerca de 78 mil metros quadrados de área e, se não for vendido em conjunto com o complexo desportivo, apresenta 21 ME de fasquia mínima e 31,1 ME de valor base.

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Em fevereiro, a administradora de insolvência do Boavista, Maria Clarisse Barros, prescindiu da coadjuvação da direção de Rui Garrido Pereira na gestão da atividade do clube e passou a assegurá-la, na companhia de outra pessoa, com o acordo da comissão de credores.


O Boavista, campeão nacional em 2000/01, terminou 11 épocas seguidas na I Liga em 2024/25, ao descer à segunda divisão, antes de a SAD falhar o licenciamento para as competições profissionais e nacionais e ser relegada por via administrativa para o escalão principal da associação do Porto.


A SAD está a jogar como anfitriã no Parque Desportivo de Ramalde, a 2,5 quilómetros do Estádio do Bessa, e já desceu à segunda divisão distrital, tendo sete impedimentos de inscrição de novos futebolistas junto da FIFA.


Por estar solidário com as dívidas da SAD, da qual detém 10% do capital social e acusou de falhar o cumprimento integral do protocolo celebrado entre as partes, o clube abdicou de competir no quarto e último escalão portuense em outubro de 2025, sem fazer qualquer partida esta época.


Antevendo o colapso do Boavista, o líder dos Panteras Negras, o mais representativo grupo organizado de adeptos ‘axadrezado’, fundou em 2025 o Panteras Negras Footballers Club, recém-promovido ao terceiro escalão distrital.


 


RTF (VSM/RBA/RTF) // AO

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