A maioria dos portugueses apoia a criação de um imposto especial sobre a riqueza, sendo que 79% dos inquiridos são favoráveis à medida, enquanto 15% se manifestam contra, e uma pequena percentagem não tem opinião. A proposta em discussão, ainda em fase inicial, visa tributar fortunas superiores a mil milhões de dólares.
Estes são os dados retirados de uma sondagem realizada pela Intercampus para o Negócios, Correio da Manhã e CMTV, que surge no seguimento de um debate impulsionado pelo Brasil durante a presidência do G20, com a análise e proposta inicial elaborada pelo economista francês Gabriel Zucman, a pedido do presidente Lula da Silva.
O relatório, apresentado em junho, sugere a criação de uma norma internacional que estabeleça uma tributação mínima de 2% sobre patrimónios muito elevados. A França, Alemanha, Espanha e África do Sul foram alguns dos países que apoiaram a proposta desde o início.
Embora a discussão ainda esteja em fase de análise entre os países do G20, Portugal já debate a questão há algum tempo. O Bloco de Esquerda, por exemplo, apresentou uma proposta que incide sobre patrimónios superiores a 1,6 milhões de euros, com diferentes escalões de tributação. Internacionalmente, são poucos os países que aplicam impostos sobre grandes fortunas, como é o caso da Noruega, Espanha e Suíça.











