Maioria dos portugueses acredita num bom mandato de António José Seguro: eleitores do Chega são os mais ‘desconfiados’

António José Seguro toma posse esta segunda-feira como Presidente da República, iniciando um mandato de cinco anos em Belém com níveis elevados de expectativa por parte da população

Revista de Imprensa

António José Seguro toma posse esta segunda-feira como Presidente da República, iniciando um mandato de cinco anos em Belém com níveis elevados de expectativa por parte da população. De acordo com o barómetro ‘DN/Aximage’ divulgado pelo ‘Diário de Notícias’, 64% dos inquiridos dizem ter uma expectativa positiva ou muito positiva em relação ao desempenho do antigo secretário-geral do PS como Chefe de Estado.

Segundo o jornal diário, 46% dos participantes no estudo admitem ter uma expectativa positiva sobre o mandato de Seguro e 18% afirmam ter uma expectativa muito positiva. Em sentido contrário, 23% mostram pessimismo quanto ao desempenho presidencial, dividindo-se entre 18% com expectativa negativa e 5% muito negativa, enquanto 14% dos inquiridos não manifestaram opinião.

O nível de confiança revelado no barómetro fica ligeiramente abaixo do resultado obtido por António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro. O novo Presidente foi eleito com 66,83% dos votos, correspondentes a 3.505.846 eleitores, derrotando André Ventura, que alcançou 33,17% e 1.739.745 votos.

A vitória de Seguro marcou também um recorde histórico. O novo Chefe de Estado tornou-se o Presidente eleito com o maior número absoluto de votos em 50 anos de democracia, superando os 3.459.521 votos obtidos por Mário Soares quando foi reeleito em 1991. Ainda assim, o fundador do PS mantém o recorde de maior percentagem de votos numa eleição presidencial, com 70,3%.

Confiança atravessa quase todo o espectro político

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O barómetro citado pelo ‘Diário de Notícias’ revela que a confiança num bom desempenho de Seguro é particularmente elevada entre os eleitores que votaram no PS nas legislativas de maio de 2025. Neste grupo, 81% manifestam expectativas positivas ou muito positivas, enquanto apenas 7% expressam uma opinião negativa.

A tendência repete-se também entre eleitores de outras forças políticas. Entre os votantes da AD, 73% acreditam que Seguro fará um bom trabalho na Presidência da República, valor que sobe para 70% entre os eleitores da Iniciativa Liberal.

Entre os partidos à esquerda, os níveis de confiança são igualmente elevados. O estudo indica 91% de expectativas positivas entre votantes do Livre, 71% entre os do Bloco de Esquerda, 63% na CDU e 88% no PAN, embora a Aximage sublinhe que estes números devem ser lidos apenas como indicativos devido ao reduzido número de inquiridos nestes segmentos.

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A exceção surge entre os eleitores do Chega. Entre os votantes do partido liderado por André Ventura, 63% manifestam expectativas negativas ou muito negativas em relação ao mandato de Seguro, enquanto 23% acreditam que o novo Presidente poderá desempenhar bem o cargo e 15% não expressam opinião.

Expectativa positiva em todo o país

A análise do barómetro mostra ainda que a expectativa positiva em relação ao novo Chefe de Estado se verifica em todas as regiões do país. O nível mais elevado surge na Área Metropolitana do Porto, onde 73% dos inquiridos manifestam confiança no desempenho de Seguro, enquanto o valor mais baixo é registado na Área Metropolitana de Lisboa, com 55%.

A tendência repete-se também em todos os grupos etários e níveis de rendimento. Entre os jovens dos 18 aos 34 anos e os cidadãos com mais de 65 anos, a percentagem de expectativas positivas atinge 68%. Já no segmento dos rendimentos, embora a confiança seja maioritária em todos os escalões, é entre os cidadãos com menores recursos que o nível de expectativa positiva é mais baixo, situando-se nos 54%.

Marcelo sai de Belém com avaliação positiva

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A tomada de posse de António José Seguro marca igualmente o fim do segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. De acordo com outro barómetro divulgado pelo ‘Diário de Notícias’, 68% dos portugueses fazem uma avaliação positiva dos dez anos de Marcelo em Belém, enquanto 28% expressam uma opinião negativa.

Tal como acontece com o novo Presidente, a avaliação positiva do mandato de Marcelo é transversal a praticamente todas as regiões, faixas etárias, níveis de rendimento e eleitorados partidários. A principal exceção volta a surgir entre os eleitores do Chega, entre os quais 61% afirmam não ter motivos para sentir saudades do anterior Chefe de Estado.

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