Maioria dos ‘millennials’ acredita que haverá um ataque nuclear nos próximos 10 anos

Cerca de 54% dos ‘millennials’, geração nascida entre 1980 e o final dos anos 90, está convicto de que um ataque nuclear ocorrerá durante esta década, segundo um inquérito da Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) publicado hoje.

Executive Digest

Cerca de 54% dos ‘millennials’, geração nascida entre 1980 e o final dos anos 90, está convicto de que um ataque nuclear ocorrerá durante esta década, segundo um inquérito da Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) publicado hoje.

No entanto, 84% dos entrevistados consideram que o uso de armas nucleares não é de forma alguma aceitável e 54% acham que essas armas devem ser proibidas.

Neste inquérito da responsabilidade do CICV, 16.000 ‘millennials’ (também conhecidos como geração Y com idades entre os 20 e os 35 anos) de 16 países diferentes – metade deles em situações de conflito – expuseram os seus pontos de vista sobre as guerras e o direito internacional humanitário.

“Para a geração Y, existe um risco real de que uma guerra devastadora ocorra durante a sua vida”, indicou o presidente do CICV, Peter Maurer, num relatório de síntese do inquérito.

“É alarmante constatar que quase metade das pessoas entrevistadas acredita que uma terceira guerra mundial ocorrerá durante a sua vida, enquanto a maioria está convicta de que um ataque nuclear acontecerá nos próximos dez anos”, afirmou Maurer.

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A investigação revela “tendências preocupantes, que refletem a falta de respeito pelos valores humanos fundamentais consagrados no direito internacional”, segundo o CICV.

Deste modo, 37% dos inquiridos consideram que a tortura é aceitável em determinadas circunstâncias, mesmo depois de terem recebido explicações sobre a Convenção das Nações Unidas contra a tortura.

E 15% estimam que os combatentes devem usar todos os meios para alcançar os seus objetivos, independentemente das baixas civis.

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Contudo, o CICV considera “encorajador” verificar que 74% dos ‘millennials’ acreditam que as guerras podem ser evitadas e que 75% consideram necessário impor limites aos métodos e aos meios de guerra.

Os jovens adultos que vivem em países afetados pela guerra têm maior probabilidade de acreditar que haverá menos guerras, ou mais guerras, no futuro, em comparação com a geração ‘millennials’ em países pacíficos (46% contra 30%).

Quanto aos ‘millennials’ na Ucrânia e na Síria, são os mais otimistas, de acordo com o CICV: respetivamente 69% e 60% estão convencidos de que a guerra no seu país deve terminar nos próximos cinco anos.
Com este diploma, segundo Mário Centeno, pretende-se “reforçar a transparência na governação das sociedades”.

“As decisões devem ser tomadas de forma mais informada e por todos aqueles que, em última análise, serão responsáveis por essas mesmas decisões”, acrescentou.

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