Uma grande maioria dos europeus ocidentais apoia as tarifas retaliatórias contra os EUA, indicou esta terça-feira uma sondagem da YouGov realizada na Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, se Donald Trump introduzir taxas de importação abrangentes para os principais parceiros comerciais, como as esperadas para esta quarta-feira, o “Dia da Libertação”.
De acordo com o jornal ‘The Guardian’, há muitas empresas europeias que poderão ser duramente atingidas: algumas, incluindo os fabricantes automóveis da Alemanha ou as empresas de bens de luxo e fabricantes de vinho, champanhe e bebidas destiladas em França, depende das exportações para os EUA em até 20% do seu rendimento.
A União Europeia já prometeu uma resposta “oportuna, robusta e calibrada” aos planos de Washington, que os especialistas preveem que possam vir a reduzir a produção, elevar os preços e alimentar uma guerra comercial. Segundo a sondagem, a maioria dos entrevistas indicou que, se as tarifas americanas avançarem, deve haver taxas retaliatórias sobre as importações dos EUA.
Entre os 79% dos entrevistados na Dinamarca e os 56% em Itália que aprovaram a resposta, estão os alemães – onde os fabricantes automóveis como Porsche, BMW e Mercedes enfrentam um golpe significativo nos seus lucros – e franceses – onde as vendas de vinhos e destilados nos EUA valem quase 4 mil milhões de euros por ano , com 68% a apoiar a retaliação.
Os entrevistados nos sete países mostraram-se a favor de uma resposta retaliatória, apesar dos danos que esperavam que as tarifas dos EUA causassem às economias nacionais, com 75% dos alemães a dizerem que esperavam “muito” ou “uma quantidade razoável” de impacto. Essa avaliação foi partilhada por 71% dos entrevistados em Espanha, 70% em França e Itália, 62% na Suécia, 60% no Reino Unido e metade dos dinamarqueses entrevistados na sondagem, realizada na segunda e terceira semanas de março.
Dos seis países da UE pesquisados, maiorias entre 60% na Dinamarca e 76% em Espanha achavam que as tarifas dos EUA teriam um impacto significativo na economia mais ampla do bloco. Esse era o sentimento de 74% dos entrevistados alemães e 68% dos franceses.




