Maioria das empresas europeias poderá não estar preparada para o Pacto Ecológico Europeu. Em Portugal, o caso não é diferente

Um estudo conduzido pela PwC revela que cerca de 60% das empresas na Europa não estão familiarizadas com o Pacto Ecológico Europeu, sendo que em Portugal essa percentagem desce para 36%.

Quer em Portugal (43%), quer na Europa (49%), menos de metade das empresas dizem estar preparadas para implementar estas novas regras, e pedem apoios para perceber o que está realmente em jogo para que saibam como e onde atuar para cumprir as metas traçadas.

Cerca de 57% das empresas portuguesas afirmam já ter alocado capital para a transição energética nos seus planos orçamentais para os próximos 3 ou 5 anos.

Ainda, 32% das empresas portuguesas dizem estar já a trabalhar para reduzir os desperdícios, com 87% a indicar como prioridade o recurso a fontes de energia limpa, ao passo que 63% considera como prioritária a implementação de estratégias de redução dos consumos de energia e de água.

Em contraste com os 58% registados a nível global, cerca de 75% das empresas portuguesas não estão a considerar mudar a localização das principais atividades da sua cadeia de valor. Destes, 67% apontam a procura de uma maior eficiência do modelo de negócio e a sustentabilidade como razão para a deslocalização, frente aos 17% que indicam como motivo a redução de custos.

Apenas 18% dos respondentes ao inquérito revelaram estar a investir significativamente na procura de fontes de energia mais limpas para o transporte via terrestre, que é apontado como o mais relevante em todas as fases da cadeia de valor.

A PwC refere que “o Pacto Ecológico Europeu procura alcançar uma mudança estrutural dos negócios e das cadeias de valor, necessária para responder à atual emergência climática, através de um modelo de regulação, incentivos e obrigações fiscais”, e que, com base nos resultados obtidos, “a maioria das empresas não apresenta ainda uma estratégia abrangente para responder a todas as suas dimensões”.

Até 2030, é esperado que os Estados-Membros da União Europeia reduzam as suas emissões de dióxido de carbono em 55%, com o objetivo de em 2050 atingir a neutralidade carbónica.

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