Depois de um mês em que se sucederam os despedimentos e um recurso massivo ao lay-off, quase dois terços dos portugueses (61%) desconfiam das verdadeiras intenções das empresas. Ao contrário, a atuação dos sindicatos durante esta crise merece avaliação positiva (com um saldo de 28 pontos percentuais), de acordo com os resultados do barómetro da Pitagórica para o JN e a TSF.
Os resultados do barómetro são bastante claros: de acordo com 61% dos inquiridos há muitas empresas que estão a aproveitar-se da crise para fechar, despedir ou obrigar os trabalhadores a irem para lay-off (o que implica uma redução parcial dos salários). Talvez por isso, são ainda mais (63%) os que defendem que o Estado devia proibir os despedimentos durante o período de estado de emergência (termina este sábado, seguindo-se o estado de calamidade).
Neste mês de abril já são 42% os portugueses que dão conta de um corte no rendimento das suas famílias., enquanto a maioria (56%) ainda não teve qualquer alteração nas contas.
Entre os inquiridos, 26% dos agregados viram o ordenado ser reduzido por perda de trabalho / vendas / produção a pelo menos uma pessoa do agregado enquanto outros 21% sofreram perdas devido a lay-off.
Os portugueses surgem, no entanto, mais otimistas com a evolução da pandemia: 37% consideram que a situação vai melhorar no próximo mês (subida de 23pp face a março), 32% respondem que vai manter-se (subida de 27pp) e 27% mostram-se mais pessimistas e acreditam que a doença vai piorar (descida de 48pp).














