Maiores bancos europeus (em conjunto) valem menos que a Apple ou a Microsoft

As 36 maiores instituições bancárias europeias – que estão no índice da Bloomberg que tem as 500 maiores cotadas europeias – têm 28 biliões de dólares (cerca de 25 biliões de euros) em ativos. Um valor de mercado abaixo do valor que empresas tecnológicas como a Apple ou a Microsoft têm sozinhas.

Executive Digest

As 36 maiores instituições bancárias europeias – que estão no índice da Bloomberg que tem as 500 maiores cotadas europeias – têm 28 biliões de dólares (cerca de 25 biliões de euros) em ativos. Um valor de mercado abaixo do valor que empresas tecnológicas como a Apple ou a Microsoft têm sozinhas.

Apesar de ter registado alguns períodos de recuperação desde a crise, a banca europeia nunca conseguiu recompor-se em termos de valor de mercado. O valor conjunto, segundo a Bloomberg, está próximo daquele que se registou nos mínimos de 2009, o qual representava o valor mais baixo desde 1995. Em causa estão cotadas como o banco HSCS, BNP Paribas, Crédit Agricole, Deutsche Bank, Commerzbank, Santander, Barclays,

Ainda em 2014 a banca europeia em conjunto tinha um valor de mercado superior a um bilião de dólares face à capitalização bolsista da Apple. No entanto, desde então, o setor tecnológico norte-americano continuou a valorizar em linha com os ganhos de Wall Street enquanto a bolsa europeia, em particular a banca, ficaram para trás.

Esta sexta-feira, numa conferência no Institute of International Finance, em Washington, o chairman do banco austríaco Erste Group Bank, Andreas Treichl, disse que este “marco” conta a história de uma indústria que está a perder fôlego, pelo menos na Europa. Nos EUA, os bancos norte-americanos já há muito que deixaram a crise para trás.

“A Europa está em constante desvantagem com os EUA e outras partes do mundo que estão a trabalhar no desenvolvimento do mercado de capitais de forma mais rápida do que nós na Europa”, alertou Treichl, pedindo aos líderes europeus para irem mais longe no desenvolvimento dos mercados de obrigações e para permitirem os bancos fazerem a titularização de mais empréstimos.

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