Maiores bancos americanos unem-se para não “piorar” a crise bancária: funcionários alertados para não roubar clientes de instituições em stress

Alguns dos gigantes do sector bancário dos Estados Unidos, que incluem a JPMorgan, Citigroup e o Bank of America, têm alertado os respetivos funcionários: “não piorem a situação”

Francisco Laranjeira
Março 24, 2023
11:05

Alguns dos gigantes do sector bancário dos Estados Unidos, que incluem a JPMorgan, Citigroup e o Bank of America, têm alertado os respetivos funcionários: “não piorem a situação”.

O JPMorgan, o maior banco do país, alertou todos os funcionários que “nunca deveriam dar a impressão que estavam a explorar uma situação de stress ou incerteza”, num memorando ddo passado dia 13, revelou esta sexta-feira a agência ‘Reuters’. Mais: “Não fazemos comentários depreciativos em relação aos concorrentes.”

Nesse mesmo dia, os líderes da unidade de banco de consumo e negócios reforçaram a mensagem: “Devemos abster-nos de soliticar negócios de clientes de uma instituição em stress.”

Segundo fonte próxima do processo, o Citigroup instruiu os seus responsáveis de negócios com orientações semelhantes, incluindo não especular sobre outros bancos ou rumores de mercado. Em mail, é indicado aos banqueiros que, em discussões com potenciais clientes, não devem discutir a posição e a condição de outras empresas no mercado.

No Bank of America, os funcionários foram avisados de que não deveriam ‘perseguir’ clientes de empresas em dificuldades ou fazer qualquer coisa para agravar a situação. Mary Mack, CEO de serviços bancários para consumidores e pequenas empresas da Wells Fargo, enviou um memorando à sua equipa. “Não devemos envolver-nos em qualquer atividade que possa ser percebida como uma vantagem da situação atual em detrimento de outras.”

Segundo os analistas da JPMorgan, liderados por Nikolaos Panigirtzoglou, sublinharam que as corridas bancárias que derrubaram o Silicon Valley Bank e o Signature Bank, o segundo e o terceiro maiores bancos a falir na história dos Estados Unidos, levaram os clientes a movimentar milhares de milhões de dólares em depósitos dos bancos americanos “mais vulneráveis” para instituições maiores ao longo do mês.

“Todos nós temos interesse em manter o sistema financeiro americano forte e próspero”, reforçou um porta-voz do JPMorgan. “É a inveja do mundo com milhares de instituições de todos os tamanhos que atendem a todos os cantos do país.”

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