Maior produtora portuguesa de cogumelos vai fechar uma fábrica e demitir 100 pessoas

O Grupo Sousacamp vai fechar a fábrica de Paredes e concentrar a produção em Vila Flor e Vila Real, reduzindo o efectivo para 350 funcionários.

Simone Silva

O grupo Sousacamp vai encerrar a sua unidade industrial em Paredes, concentrando apenas a produção em Benlhevai (Vila Flor) e Vila Real, com uma redução do efectivo para 350 pessoas.

O plano para recuperar a maior produtora portuguesa de cogumelos, propondo a sua entrega à capital de risco Core Capital, após um perdão de dois terços da dívida de 60 milhões de euros, deverá ser aprovado em breve, com as negociações a decorrer há duas semanas.

Neste sentido os 450 trabalhadores foram informados que cerca de 100 seriam dispensados, passando a produção a centrar-se apenas nas outras duas unidades industriais.

Com o encerramento dos sectores de colheita e produção de Paredes, a empresa vai concentrar o seu trabalho nas áreas do embalamento e expedição, onde trabalham mais de 100 pessoas.

«Para a opção de concentrar a produção nas duas unidades localizadas no interior – Benlhevai e Vila Real, ao invés de Paredes, pesou, além das questões estruturais subjacentes à própria unidade – que é aquela que apresenta maiores necessidades de intervenção -, o facto de ser em Paredes que existe a maior facilidade para recolocação dos colaboradores no mercado de trabalho, em razão da existência de um tecido industrial mais vasto e dinâmico», explicou o administrador de insolvência da empresa, Bruno Costa Pereira, ao Negócios.

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Costa Pereira acrescenta ainda que para concretizar a «redução necessária» do quadro de pessoal do grupo, «dar-se-à primazia absoluta a acordos de rescisão por mútuo acordo, assegurando-se o pagamento integral e imediato da totalidade dos créditos laborais que correspondam a cada colaborador, sendo salvaguardas as situações dos casais que trabalhem num mesmo sector, porquanto, será assegurado o emprego para um dos membros na unidade, ainda que realocado a um outro sector».

Após toda a reorganização industrial efectuada, com a dispensa de trabalhadores do grupo Sousacamp, o mesmo «garantirá o emprego directo a mais de 350 pessoas em Portugal», finaliza o administrador.

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