Maduro pede às venezuelanas que tenham todas «seis filhos» (no mínimo)

Apesar de a Venezuela ter uma taxa de natalidade bastante elevada (2,4 filhos por mulher em idade fértil), Maduro quer que essa taxa seja ainda mais elevada.

Executive Digest

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desafio todas as mulheres venezuelanas a terem todas, pelo menos, seis filhos, apelando ao crescimento do país. «A parir, pois, a parir! Todas as mulheres a terem seis filhos, todas! Que a pátria possa crescer», disse, num discurso transmitido pela televisão estatal venezuelana.

Apesar de a Venezuela ter uma taxa de natalidade bastante elevada (2,4 filhos por mulher em idade fértil), Maduro quer que essa taxa aumente. O país enfrenta, no entanto, uma grave crise e os serviços estatais estão em baixo, incluindo os programas de prevenção de gravidez na adolescência e consultas de planeamento familiar, recorda o “The Guardian”, acrescentando ainda que, segundo um relatório da UNICEF, 13% das crianças venezuelanas são subnutridas.

De acordo com a UNICEF, entre 2013 e 2018, 13% das crianças da Venezuela sofreram de subnutrição. Um estudo recente da Cáritas corrobora, revelando que que 16% das crianças com menos de cinco anos sofrem de subnutrição aguda e que mais do dobro está num patamar inferior ao esperado para a sua idade.

Em 2017, um boletim governamental dava conta de que, nesse mesmo ano, tinham morrido cerca de 11.500 crianças no país, o que representava um crescimento de 30% na taxa de mortalidade infantil.

A Organização das Nações Unidas já angariou cerca de 80 milhões de dólares para oferecer ajuda humanitária à Venezuela durante o segundo semestre de 2019.

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Nos últimos anos registou-se um êxodo de milhões de venezuelanos que fogem das condições precárias encontradas no país. Nicolás Maduro culpa os Estados Unidos pela crise e falta de comida, justificando-se com as sanções que Donald Trump impôs ao país com o alegado objectivo de o destituir. Refere também que quer as instituições como os órgãos de comunicação social estrangeiros exageram a verdadeira situação daquele país.

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