Maduro anuncia criação de duas novas prisões de segurança máxima para os detidos nos protestos

Presidente da Venezuela salienta que o objetivo destas novas prisões é a “reeducação”

Francisco Laranjeira

Nicolás Maduro anunciou, esta sexta-feira, a criação de duas novas prisões de segurança máxima para alojar os detidos dos últimos protestos contra o seu Governo após a realização das eleições no passado domingo, cujos resultados conferem, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, ao atual presidente um novo mandato.

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“Decidi criar estas duas novas prisões de segurança máxima para todos os gangues da nova geração que estão envolvidas nos ataques criminosos”, afirmou o presidente venezuelano, num discurso no Palácio Miraflores no qual fez referência às violentas manifestações.

Maduro garantiu ainda que “não haverá perdão nem contemplação” com os detidos e estas ações serão realizadas no âmbito da Constituição da Venezuela, ao mesmo tempo que explicou que o objetivo é a “reeducação”. “Vamos ver se estas prisões conseguem transformar-se em explorações agrícolas produtivas”, referiu o presidente, destacando que estão a ser capturados “os criminosos que ameaçaram o povo, os criminosos que atacaram hospitais, estações de metro, postos policiais e casas. São 1.200 capturados. Criminosos”, indicou.

A oposição venezuelana determinou, com base em editais obtidos de forma independente, que Edmundo González obteve cerca de 70% dos votos, contra os cerca de 30% para Maduro.

Na segunda-feira, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano proclamou Maduro Presidente eleito do país para o período 2025-2031, com 51,2% (5,15 milhões) dos votos.

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O principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, obteve 44,2% (pouco menos de 4,5 milhões de votos), indicou o CNE.

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