Nicolás Maduro anunciou, esta sexta-feira, a criação de duas novas prisões de segurança máxima para alojar os detidos dos últimos protestos contra o seu Governo após a realização das eleições no passado domingo, cujos resultados conferem, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, ao atual presidente um novo mandato.
“Decidi criar estas duas novas prisões de segurança máxima para todos os gangues da nova geração que estão envolvidas nos ataques criminosos”, afirmou o presidente venezuelano, num discurso no Palácio Miraflores no qual fez referência às violentas manifestações.
Maduro garantiu ainda que “não haverá perdão nem contemplação” com os detidos e estas ações serão realizadas no âmbito da Constituição da Venezuela, ao mesmo tempo que explicou que o objetivo é a “reeducação”. “Vamos ver se estas prisões conseguem transformar-se em explorações agrícolas produtivas”, referiu o presidente, destacando que estão a ser capturados “os criminosos que ameaçaram o povo, os criminosos que atacaram hospitais, estações de metro, postos policiais e casas. São 1.200 capturados. Criminosos”, indicou.
A oposição venezuelana determinou, com base em editais obtidos de forma independente, que Edmundo González obteve cerca de 70% dos votos, contra os cerca de 30% para Maduro.
Na segunda-feira, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano proclamou Maduro Presidente eleito do país para o período 2025-2031, com 51,2% (5,15 milhões) dos votos.
O principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, obteve 44,2% (pouco menos de 4,5 milhões de votos), indicou o CNE.













