O Ministério da Saúde da Comunidade de Madrid não recebeu nenhum voluntário depois do seu apelo para o recrutamento de rastreadores de casos de coronavírus, conforme confirmado pelo governo regional, avança o ‘elEconomista’.
Segundo a mesma fonte não foi estabelecido nenhum «acordo» com ONGs, nem a Direção-Geral de Saúde Pública tem voluntários para actuar como rastreadores, de acordo com uma resolução assinada pela Directora de Saúde Pública da Comunidade de Madrid, Elena Andradas.
Neste momento o Ministério da Saúde conta apenas com cinco funcionários designados pela Câmara Municipal de Madrid para apoiar o rastreio de casos da doença, conforme especificado na referida resolução.
A Comunidade de Madrid começou a solicitar voluntários para rastrear o vírus no início de Agosto. A polémica aumentou quando a Universidade Complutense de Madrid (UCM) apelou a estudantes de Biologia, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Psicologia, Serviço Social ou Medicina Veterinária para trabalharem de forma voluntária para o Ministério da Saúde.
O próprio reitor, Joaquín Goyache, pediu aos alunos interessados que enviassem um «breve currículo» à Direcção Geral de Saúde Pública da Comunidade de Madrid.
A chamada para recrutar voluntários para rastrear casos foi duramente criticada por diversas ONGs. O presidente da Plataforma de Voluntariado Espanhola (PVE), Luciano Poyatom, sublinhou que «o trabalho voluntário nunca deve substituir qualquer emprego» porque vai «contra o espírito» da legislação, que estabelece claramente «as diferenças entre a solidariedade e o trabalho remunerado».













